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Análise dos Times

Motivo: A reação da torcida do Fluminense é citada como exemplo de comportamento exagerado, mas o time em si não é foco principal de crítica ou elogio.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: A análise sobre Paquetá, jogador do Flamengo, é feita de forma ponderada, reconhecendo suas qualidades e limitações sem endeusá-lo ou depreciá-lo.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: O gol do Bangu é mencionado como um evento cujo impacto e a reação a ele são o ponto central da discussão, não o time em si.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O jogo contra o Velo Clube é usado para introduzir a discussão sobre a violência em campo e a reação exagerada às faltas.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O que estamos nos tornando? Milly Lacombe Colunista do UOL 17/02/2026 12h39 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Neymar sofre falta forte em jogo contra Velo Clube Imagem: Reprodução/TNT Sports O zagueiro Freytes errou no finalzinho das quartas-de-final do Carioca 2026 e o Bangu fez seu gol. A julgar pela reação de parte da torcida do Fluminense, parecia que o gol do Bangu havia custado a classificação. Neymar sofreu uma falta violenta durante o jogo contra o Velo Clube e as redes sociais pediram a prisão do jogador do Velo. Paquetá teve início sem brilho em sua volta ao Flamengo e escutei gente falando que era isso aí: Paquetá está acabado. Juca Kfouri Vini é vítima de racismo e dá a vitória ao Real Julio Gomes Vinicius não dá descanso e não tem descanso Josias de Souza STF e Receita se engalfinham no lodo Sakamoto Agonia da CLT vai produzir mais ônibus que matam Andreas Pereira foi malandro dançando sobre a marca do pênalti e testemunhei comentarista considerado racional dizendo que esse tipo de trapaça é equiparável a machismo, racismo, misoginia e homofobia. Estamos lidando com acontecimentos triviais como se fossem questões da ordem do viver e do morrer e cometendo hipérboles perigosas para comparar coisas incomparáveis apenas pela ânsia egóica de provar um ponto custe quem custar. A falta de Islan contra Neymar foi violenta e o cartão amarelo cumpriu seu destino: ele existe para isso. O vermelho teria sido um exagero? Talvez não. Eu não me importaria se Islan fosse expulso. O futebol tem regras para lidar com a violência em campo. E a violência em campo não vai acabar. O campo existe também como arena para que lidemos simbolicamente com essa dimensão que existe em nós mesmos. A questão não é apontar o dedo e enxergar a violência em Islan; a questão mais interessante seria saber o que essa violência diz sobre nós mesmos. Zagueiros vão falhar e a falha resultará em gols. Haverá gols decisivos e haverá gols irrelevantes, como foi o caso desse do Bangu. Vamos vaiar o jogador que fez uma tremenda partida e errou no final sendo que o erro nada significou? Vamos deixar de festejar uma partida exuberante, como foi a do Flu contra o Bangu, para perder tempo xingando um dos nossos? O que estamos nos tornando? Paquetá não é um dos melhores meias que já vimos jogar e também não é um jogador ordinário. É um atleta acima da média que, bem treinado e bem escalado, pode ajudar o Flamengo. Nunca foi e nunca vai ser o cara que decide, que sai driblando, que aparece como protagonista óbvio de uma partida. É tático e gosta de atuar como coadjuvante. Vamos seguir querendo avaliá-lo de forma definitiva a cada jogo? O machismo e o racismo não acabaram nem no estádio nem fora dele, como sugeriu o comentarista enfurecido com a malandragem de Andreas Pereira argumentando que, se fomos capazes de silenciar racistas e machistas, bem, então temos que saber silenciar o malandro. Machismo, homofobia e racismo seguem vivíssimos no futebol, sendo exercidos livremente (oi, Vini) até mesmo no continente tido como desenvolvido e civilizado: a Europa. A Europa não é uma coisa, nem muito menos a outra. E a figura do malandro é parte do nosso futebol. A cotovelada de Pelé, o gol de mão de Maradona, e tantos outros eventos que, com a atual regra moral, seriam avaliados como o quê? Continua após a publicidade A análise do futebol vive uma espécie de crise inédita. Ou usamos dados e números para entender uma partida e esquecemos de tudo o que existe de mais profundo nesse esporte, ou tentamos riscar o chão com a régua da moralidade colocando uns para lá e outros para cá, ou buscamos avaliações simples e definitivas que não são capazes de alcançar a riqueza do esporte e reduzem o futebol a um jogo sem camadas. Lutar pelo fim do machismo, do racismo, do classismo e da LGBTfobia é lutar para deixar o jogo ainda mais interessante. Mas riscar o chão para dizer que Islan precisa ser interditado do futebol para sempre sem levar em conta o contexto (social, do jogo, do campeonato, dos papeis) é simplificar o futebol e reduzi-lo a um esporte ordinário e incapaz de ser espelho da vida. Vaiar Freytes depois que o zagueiro fez um jogo perfeito é exercer um tipo de crueldade que deveríamos tentar tirar de arenas esportivas. Gastar horas tentando descobrir, em debates acalorados e muitas vezes histéricos, se Paquetá é ou não é craque é ser incapaz de avaliá-lo jogo a jogo, circunstância a circunstância, com tudo o que ele carrega de bom e de nem tão bom, dentro e fora de campo. Seremos capazes de sair do simples e ir para o complexo em nossas análises? Não sei. O que sei é que, se não formos capazes, quem perde é o jogo que juramos amar. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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