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Doni: quem é o ex-goleiro da Seleção processado por golpes com investimentos nos EUA O volante Willian Arão, do Santos, abriu um processo contra a empresa D32, que tem o ex-goleiro Doni como um dos sócios, por supostos golpes envolvendo empreendimentos imobiliários nos Estados Unidos. + Siga o canal ge Santos no WhatsApp! Por intermédio da empresa WA5 Invest LLC, Arão processou Doni e mais quatro pessoas no valor mínimo de 600 mil dólares (cerca de R$ 3,1 milhões na cotação desta quarta-feira) por acusações de fraude no empreendimento Camila Homes, na Flórida. Mais sobre o Santos: + Neymar e Gabigol são desfalques contra o Athletico + Clube prepara mais saídas nesta janela de transferências + Como Vojvoda supera pressão e fortalece trabalho 1 de 3
Willian Arão vai desfalcar o Santos por pelo menos duas semanas — Foto: Raul Baretta/Santos FC Willian Arão vai desfalcar o Santos por pelo menos duas semanas — Foto: Raul Baretta/Santos FC Há a cobrança de custos advocatícios e de tributos, além de juros anteriores e posteriores a uma eventual sentença. No processo, Arão diz que investiu 200 mil dólares (R$ 1,04 mi) em troca de uma participação societária nominal de 1,14% no empreendimento Camila Homes, além de um retorno fixo de 15% ao ano. Havia também prevista a devolução do valor de 200 mil dólares no prazo de 18 meses. As informações sobre o processo de Arão contra Doni foram publicadas pelo UOL e confirmadas pelo ge , que teve acesso à ação. Em nota enviada à reportagem, Arão comentou sobre o processo aberto nos Estados Unidos contra a empresa do ex-goleiro Doni. – Sobre as informações divulgadas recentemente pela imprensa, esclareço que o assunto procede. A questão foi tratada em mais de uma oportunidade, por meio de conversas na tentativa de uma solução amigável, o que não foi possível. Diante disso, foi necessário o ajuizamento da ação. Aguardo a regular tramitação do processo e a devida resolução do caso pelas vias legais – afirmou. A reportagem entrou em contato com o advogado de Doni, Pedro Paulo Pagnozzi, que não respondeu até o momento da publicação. Doni, em nota publicada mais cedo pelo ge , afirmou que a empresa passa por uma reestruturação e que contratos estão sendo renegociados. – Nesse contexto, surgiram divergências comerciais pontuais com determinados clientes, situação comum em empreendimentos de grande porte, todas submetidas regularmente à apreciação do Poder Judiciário e tratadas de forma técnica e dentro da legalidade – assegurou. – Esclareço, de forma categórica, que não existe qualquer pedido de prisão. Na audiência realizada nesta data, o advogado da empresa compareceu regularmente, tendo sido confirmado pelo magistrado que toda a documentação solicitada já havia sido entregue previamente. O juiz reconheceu o cumprimento integral das obrigações judiciais, validando que estamos plenamente em dia (“up to date”) – disse. 2 de 3
Doni (ex-Seleção, Roma, Corinthians), é sócio da D32 Wholesale, empresa imobiliária na Flórida (EUA) — Foto: Divulgação/D32 Doni (ex-Seleção, Roma, Corinthians), é sócio da D32 Wholesale, empresa imobiliária na Flórida (EUA) — Foto: Divulgação/D32 + Clique aqui e saiba tudo sobre o Santos Entenda o caso O ex-goleiro Doni foi processado por acusação de golpes envolvendo empreendimentos imobiliários. Como atleta, ele iniciou a carreira no Botafogo-SP e teve passagens por Corinthians, Santos, Roma-ITA, Liverpool-ING e seleção brasileira. Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, a empresa em que ele é sócio captava recursos no Brasil e no exterior com a promessa de rendimentos de até 15% ao ano com a construção de casas em condomínios de médio e alto padrão no estado da Flórida. A operação da D32 ganhou repercussão na imprensa de Orlando depois que projetos de construção liderados pela empresa foram abandonados na Flórida, deixando obras inacabadas, prejuízos e moradores exigindo providências. Um dos empreendimentos anunciados é o Camila Homs, em Silver Springs Shores, a cerca de uma hora e meia de Orlando. Lançado em 2022, previa a construção de 529 casas mais um campo de golfe. 3 de 3
Imóveis anunciados pela D32, empresa do ex-goleiro Doni e de sócio brasileiro — Foto: Reprodução/Redes Sociais Imóveis anunciados pela D32, empresa do ex-goleiro Doni e de sócio brasileiro — Foto: Reprodução/Redes Sociais Apesar de as obras estarem paradas ou abandonadas, investidores continuaram recebendo relatórios financeiros que indicavam lucros. As informações agora são contestadas na Justiça americana. Documentos do Tribunal da Flórida mostram que Doni e o sócio foram intimados a comparecer a uma audiência no Fórum de Orlando, prevista para esta terça-feira para tratar de uma dívida de 59 mil dólares, o equivalente a R$ 309 mil, da empresa D32. A ação foi movida por duas mulheres, moradoras de Orlando. Falta de documentos e de comparecimento à Justiça O processo tramita desde janeiro do ano passado. Após problemas em um contrato de quase US$ 200 mil para a construção de uma casa em Dunnellon, a cerca de 250 quilômetros de Palm Bay, na Flórida, as compradoras e a empresa assinaram, em novembro de 2024, um acordo para o pagamento de US$ 59,6 mil referentes à devolução de US$ 39,6 mil que haviam sido pagos pelo projeto, além de juros e outras custas com advogados. No entanto, as compradoras alegam que esse acordo não foi cumprido e ajuizaram a ação cível. Ao longo do processo, segundo documentos obtidos pelo ge/g1 em um tribunal do condado de Orange, onde tramita a ação, os representantes da empresa não cumpriram determinações anteriores, como a de comparecimento a uma audiência, marcada para outubro do ano passado. A Justiça americana marcou para 1º de maio um novo depoimento de representantes da D32 Wholesale. O despacho foi dado nessa terça-feira após realização de uma audiência de apenas quatro minutos por videoconferência entre os advogados dos donos da D32 e de duas pessoas que contrataram a construção de uma casa em Palm Bay, na Flórida, em 2021. 🎧 Ouça o podcast ge Santos🎧 50 vídeos