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Futebol Osmar Stabile é alvo de novo pedido de impeachment no Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 03/06/2026 10h12 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Osmar Stabile, presidente do Corinthians Imagem: Marco Miatelo/AGIF Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou nesta quarta-feira um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile. O que aconteceu O documento, no qual o UOL teve acesso, sustenta que a atual gestão cometeu irregularidades em contratações de empresas ligadas à área de segurança e controle de acesso do clube. Os autores pedem a abertura de processo de impeachment no Conselho Deliberativo e alegam que os episódios configuram descumprimento do Estatuto Social do Corinthian s, além de possíveis violações a normas previstas na legislação esportiva e civil. Josias de Souza Taxa já é maior que pontos de Flávio no Datafolha Aline Sordili Sem marco legal, IA cidadã avança no Brasil Carlos Affonso O que a IA achou da Encíclica do papa sobre IA? Gustavo Miller Algoritmo mudou quem somos em 2026 O requerimento tem como principal fundamento o caso da Mega Assessoria Operacional, empresa investigada pelo Ministério Público de São Paulo após prestar serviços ao Corinthians sem contrato formal . O documento também incorpora uma nova acusação envolvendo a contratação da Bear Security Ltda., empresa sediada no Rio de Janeiro. Caso Mega é base principal O Ministério Público investiga a contratação da Mega para atuar no controle de acesso do Parque São Jorge, do CT Joaquim Grava e da Neo Química Arena entre setembro e outubro de 2025. A apuração foi aberta após surgirem questionamentos sobre a prestação dos serviços sem contrato formal e sobre a emissão de notas fiscais utilizadas para justificar pagamentos feitos pelo clube. Documentos obtidos anteriormente pelo UOL mostram que o Corinthians realizou pagamentos à empresa que somam cerca de R$ 676 mil. O procedimento investigatório também analisa a emissão de notas fiscais que posteriormente precisaram ser substituídas após inconsistências identificadas internamente. Os autores do pedido afirmam que a contratação ocorreu sem o cumprimento de exigências estatutárias relacionadas à formalização de despesas e aos procedimentos internos de governança. Eles sustentam que os mecanismos de controle previstos pelo clube para esse tipo de contratação não foram acionados. A peça também menciona os desdobramentos da investigação conduzida pelo Ministério Público, que nas últimas semanas apontou divergências entre versões apresentadas por dirigentes e pelo próprio Corinthians sobre a origem da contratação emergencial da empresa. Continua após a publicidade Em despacho obtido pelo UOL, o promotor Cassio Roberto Conserino apresentou surpresa ao constatar que a empresa contratada pertencia a Fernando José da Silva, apontado pelo próprio Corinthians como um dos responsáveis pela contratação emergencial. O Ministério Público também solicitou novos documentos sobre pagamentos realizados pelo clube e determinou diligências para esclarecer a participação dos envolvidos no processo. Os conselheiros afirmam que os fatos investigados revelam um padrão de decisões administrativas que justificaria a abertura de processo de impeachment contra Stabile. Bear Security é fato novo Além da Mega, o pedido inclui questionamentos relacionados à Bear Security Ltda.. A empresa que passou a prestar serviços ao Corinthians durante a gestão de Osmar Stabile. Segundo os autores, a contratação teria ocorrido sem concorrência formal. É alegada também a ausência de registros administrativos que demonstrassem o procedimento adotado pelo clube para a escolha da empresa. O documento afirma ainda que a Bear teria recebido pagamentos do Corinthians mesmo sem possuir regularização junto à Polícia Federal para atuação na área de segurança privada. Os autores citam informações segundo as quais a empresa teria recebido aproximadamente R$ 586 mil do clube. Continua após a publicidade O grupo de oposição também sustenta que a empresa prestava serviços à família de Osmar Stabile antes de ser contratada pelo Corinthians. A alegação foi acrescentada ao conjunto de argumentos que fundamentaram o pedido de impeachment do presidente corintiano. As informações relacionadas à Bear foram divulgadas inicialmente pelo site Sport Insider. Em resposta ao veículo, o Corinthians afirmou que a contratação passou pelos procedimentos internos de compliance do clube e que a escolha ocorreu em razão da relação de confiança existente com os profissionais envolvidos. Grupo reúne conselheiros e associados O pedido de impachment contra Osmar Stabile é assinado por um grupo de oposição à atual gestão formado por conselheiros e associados do Corinthians. Entre eles estão o ex-vice-presidente Antonio Roque Citadini, e ex-dirigentes do clube como: Fernando Perino, Marcelo Mandel e Yun Ki Lee, Os autores solicitam que o Conselho Deliberativo receba e processe o pedido de impeachment, além de comunicar formalmente os fatos ao Ministério Público de São Paulo. O grupo também pede a realização de auditoria independente com foco em contratações emergenciais e pagamentos realizados sem contrato formal. O novo requerimento surge em meio às investigações conduzidas pelo Ministério Público sobre a contratação da Mega Assessoria Operacional e amplia a pressão política sobre a atual gestão do Corinthians. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'Não era avião': vídeo de luzes misteriosas viraliza; FAB se pronuncia João Fonseca valoriza campanha histórica na França após eliminação: 'Sonho' Sabalenka perde de virada, é eliminada e segue sem título de Roland Garros STJD suspende Paulinho, do Palmeiras, por gesto obsceno contra o Flamengo Ancelotti agora é 'parça'? Neymar vira jogo e desponta como líder positivo