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Só para assinantes Assine UOL Opinião Vini Jr: o foco escapa da ofensa e recai sobre a reação Yara Fantoni Colunista do UOL 17/02/2026 22h35 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Vini Junior, do Real Madrid, e Gianluca Prestianni, do Benfica, em partida pela Liga dos Campeões Imagem: Eric Verhoeven/Soccrates Images/Getty Images Era noite grande na Europa. Daquelas em que o hino da Champions arrepia antes mesmo de a bola rolar. E, no centro do palco, mais uma vez, Vinícius Júnior. Vini fez o que sabe: o gol. Bailou e comemorou como sempre, com personalidade e com a alegria que irrita quem prefere jogadores dóceis. Veio o cartão amarelo. Amarelo por comemorar demais? Por provocar demais? Por ser demais? Mas o que parecia apenas mais um capítulo da relação turbulenta entre Vinícius e arquibancadas europeias ganhou outro contorno. Uma fala. Um gesto com a boca encoberta. Uma acusação direta contra o atacante do Benfica. Juca Kfouri Vini é vítima de racismo e dá a vitória ao Real Julio Gomes Vinicius não dá descanso e não tem descanso Josias de Souza STF e Receita se engalfinham no lodo Sakamoto Agonia da CLT vai produzir mais ônibus que matam Vini não hesitou. Denunciou. O jogo parou. E quando o futebol para por racismo, é porque a bola ficou pequena demais diante do que está em jogo. Assista aos jogos da Champions League ao vivo na HBO Max por apenas R$ 0,99/dia no plano anual. Assine já! Classificação e jogos Liga dos Campeões Minutos de tensão. Torcida dividida entre incredulidade e irritação. O protocolo foi acionado. A partida, suspensa temporariamente. Prestianni permaneceu em campo. Não houve expulsão imediata. A investigação seguiria seu curso. O futebol voltou. Vinicius Junior, do Real Madrid, conversa com o árbitro durante partida contra o Benfica, na Champions League Imagem: Angel Martinez/Getty Images Quando Prestianni deixou o gramado, parte da torcida o aplaudiu de pé. Aplaudiu alto. Aplaudiu firme. Como quem protege. Como quem escolhe um lado. E ali, naquele som coletivo, houve algo mais ensurdecedor do que qualquer vaia. Porque o aplauso, naquele contexto, soou como resposta. Não à jogada. Não ao desempenho. Mas à acusação. Enquanto Vinícius carregava no rosto o peso de mais uma denúncia, o jogador acusado saía sob palmas. Continua após a publicidade É curioso e doloroso como tantas vezes o foco escapa da ofensa e recai sobre a reação. Questiona-se o temperamento de quem denuncia. Analisa-se a comemoração. Debate-se o cartão. Mas a ferida original, essa, parece sempre pedir provas extras para ser reconhecida. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Sexo insano: em Carnaval passado, gozei com um gostoso no camarote Professora morre em acidente durante perseguição do ICE a imigrante nos EUA Virginia mostra fantasia tecnológica para estreia como rainha de bateria Paolla fala sobre cantadas que recebe de homens e mulheres: 'Estão fracas' Sabrina Sato sensualiza em fantasia decotada na Sapucaí: 'Fazer história'