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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Rival do Brasil na Copa foi morador de rua e virou profissional aos 26 anos Rafael Reis Colunista do UOL 07/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Zagueiro Ricardo Adé, da LDU, é um dos jogadores mais conhecidos do Haiti Imagem: Getty Images Segundo adversário da seleção brasileira na Copa do Mundo, o Haiti colocará um ex-morador de rua que só assinou seu primeiro contrato profissional de jogador de futebol aos 26 anos para marcar Vinícius Júnior, Estêvão e outros astros consagrados no escalão mais alto da Europa. O zagueiro Ricardo Adé, da LDU, viverá entre junho e julho do próximo um sonho que ele parecia até impedido de sonhar quando "quebrou a cara" na tentativa de ganhar a vida jogando bola. Quando tinha 23 anos e se destacava no futebol amador do Haiti, o hoje defensor da seleção recebeu um convite para jogar na Tailândia e saiu coletando dinheiro com familiares e amigos para bancar a viagem. Reinaldo Azevedo Datafolha pressiona Flávio ainda mais Marco Antonio Sabino Sucesso de Tarcísio sempre incomodou Bolsonaro Juca Kfouri Até molecada do Flamengo mereceu estar na festa Alexandre Borges Flávio é a escolha 'sangue e solo' do bolsonarismo Porém, ao desembarcar em Bangkok, Adé descobriu que não havia ninguém para recepcioná-lo e que o clube que o contrataria sequer existia. Ele havia caído em um golpe: não tinha para onde ir e nem dinheiro para voltar para casa. Durante os três meses seguintes, o haitiano morou nas ruas da capital tailandesa e sobreviveu graças à ajuda de moradores locais. Foi só então que ele conseguiu uma passagem para retornar ao Haiti. Lá, reiniciou a carreira. E, de repente, tudo começou a dar certo. Depois de um tempo atuando em ligas amadoras do seu país-natal e dos Estados Unidos, descolou um convite para se profissionalizar no Santiago Morning, da segunda divisão chilena. Depois, transferiu-se para o Magallanes, também do Chile, e debutou na elite de um campeonato nacional mais relevante. Em 2021, transferiu-se para o Equador. E, dois anos mais tarde, acertou com o LDU, um time que até campeão da Copa Libertadores da América já foi. Na atual temporada, o já veterano de 35 anos viveu seus melhores momentos. Primeiro, alcançou as semifinais da competição interclubes sul-americana. Depois, ajudou o Haiti a vencer seu grupo nas eliminatórias da Concacaf e se classificar para o Mundial-2026. Estreante? Que nada Apesar de atualmente ocupar somente a 84ª colocação no ranking da Fifa e de ter uma história pouco gloriosa no futebol, o Haiti não será um estreante na competição do próximo ano. Continua após a publicidade Relacionadas Por que Marrocos pode acreditar em Copa ainda melhor que 'sonho' de 2022? Sem gols há 31 jogos, Rodrygo já encara maior jejum da história do Real Champions e semi local: rivais do Fla ainda não focam na Intercontinental Em 1974, na primeira Copa da Alemanha, foi ele quem representou a Concacaf. Na ocasião, os haitianos desbancaram Trinidad e Tobago, México, Honduras, Guatemala e Antilhas Holandesas para ficar com a única vaga destinada à confederação. A campanha no Mundial, no entanto, foi bem ruim. A seleção caribenha só perdeu: 3 a 1 para a Itália, 7 a 0 contra a Polônia e 4 a 0 da Argentina. Resultado: despediu-se da competição com a segunda pior campanha dentre todos os participantes. Caminho para o hexa O Brasil terá Marrocos, Haiti e Escócia como adversários na primeira fase. Os primeiros compromissos da seleção na Copa-2026 estão marcados para os dias 13, 19 e 24 de junho, respectivamente. Caso fique na primeira ou segunda colocação do Grupo C, a equipe de Vinícius Júnior, Casemiro e Estêvão iniciará os mata-matas contra integrantes do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Tunísia e uma equipe oriunda da repescagem europeia (Polônia, Ucrânia, Albânia ou Suécia). Agora, se for um dos oito melhores terceiros colocados de chaves, o Brasil terá como adversário na rodada inaugural dos confrontos eliminatórios os campeões dos grupos A, E ou I. Nesse cenário, pode ter pela frente Alemanha ou França, por exemplo. Continua após a publicidade Se todos os favoritos avançarem como líderes dos seus grupos e forem vencem os playoffs sequenciais, a seleção pentacampeã mundial tende a encarar Argentina ou Portugal em uma semifinal. Espanha, França e Alemanha só cruzaram o caminho canarinho na decisão. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Pivetti explica ausência de Viña e destaca 'jogo prazeroso' contra Mirassol Cinco apostas acertam Lotofácil e ganham R$ 342 mil; veja números sorteados Última chance: o que cada time precisa para evitar queda e ficar na Série A Michelle foi quem mais visitou Bolsonaro na PF desde a prisão Timemania: Prêmio acumula e vai a R$ 61 milhões; veja números e time