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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Nas avenidas de Belém, a imensa distância entre Remo e Paysandu Juca Kfouri Colunista do UOL 24/11/2025 06h00 Deixe seu comentário Torcedora do Remo celebra gol sobre o Goiás em jogo da Série B Imagem: Fernando Torres/AGIF Carregando player de áudio Ler resumo da notícia POR ANTONIO CARLOS SALLES* A rivalidade entre Clube do Remo e Paysandu tem a narrativa daquelas famílias dos livros e peças de Nelson Rodrigues. Inveja, traição, ódio e mágoas diversas; primos, irmãos, tias e cunhados em entreveros sem fim há décadas. Reinaldo Azevedo Tese da alucinação de Bolsonaro é ridícula Casagrande Remo sobe vencendo até o racismo e a xenofobia Josias de Souza Desculpa do surto de Bolsonaro é esfarrapada Sakamoto Bolsonaro rifa seu legado político com carta 'foi mal' Não há almoço de domingo sem rusgas e alfinetadas. Nem no dia do Círio de Nazaré! E não há bandeira branca à vista. A situação se agrava assim como a distância entre os dois clubes. Em especial depois dos jogos de domingo (23), quando o Remo ascendeu merecidamente à Série A e o Paysandu encerrou a vergonhosa campanha na B, na ultima colocação da tabela. Estar na Série A pode dar ao Clube do Remo uma receita de cerca de 100 milhões de reais no próximo ano, uma Mega-Sena que em muito ampliará a capacidade do CR de manter-se competitivo no mercado estelar que a A proporciona. Continua após a publicidade Historicamente, Paysandu e Remo são os mais fortes representantes do futebol do Norte do país e não há competidores diretos nas demais capitais amazônicas. O Amazonas, de Manaus, foi um sopro ancorado por investidores pontuais para trazer de volta algum protagonismo ao futebol da capital manauara. Mas está de volta à C. Na Copa Verde, competição que reúne em sua maioria clubes das regiões Norte e Centro-Oeste, o predomínio absoluto é dos paraenses. Mas a partir da gestão do futebol dos dois clubes este ano, comparando o que se viu em lados opostos da Avenida Almirante Barroso, onde Clube do Remo e Paysandu tem seus estádios. Ou ainda, no quarteirão e na mesma calçada que separa as sedes sociais dos rivais na Avenida Nazaré, no bairro de mesmo nome, a distância entre eles apavora aquilo que a geografia confirma. No Delta do Amazonas, durante o período de cheia do rio, a distância entre as margens pode chegar a 50km uma da outra. Um absurdo que encanta e desafia cientistas e estudiosos do mundo todo. Continua após a publicidade "A perder de vista" é a expressão da realidade entre Remo e Paysandu. Da gestão à ousadia, do planejamento à funcionalidade dos elencos e comissões técnicas. O Clube do Remo desafiou o futuro. O Paysandu assentou-se no presente. * Antonio Carlos Salles é jornalista. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Parece requeijão, mas é uma imitação: aprenda as diferenças Bolsonarismo busca reação à prisão sem despertar linha dura de Moraes Bortoleto chateado, Verstappen na boa e Alonso irônico: as frases em Vegas Brasileiros pelo mundo: Pombo faz golaço, Raphinha volta, e Vini é banco Pagamentos do São Paulo a Daniel Alves viram alvo de disputa milionária