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Análise dos Times

Real Madrid

Principal

Motivo: A matéria explora uma potencial mudança no modelo de gestão do clube, apresentando argumentos a favor e contra de forma equilibrada.

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Motivo: Mencionado como exemplo de clube associativo que passa por dificuldades financeiras, sem juízo de valor explícito.

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Motivo: Citado como exemplo de clube controlado por fundos soberanos, usado para ilustrar a necessidade de capital externo do Real Madrid.

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Psg

Motivo: Citado como exemplo de clube controlado por fundos soberanos, usado para ilustrar a necessidade de capital externo do Real Madrid.

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Motivo: Citado como exemplo de clube controlado por grupos bilionários, usado para ilustrar a necessidade de capital externo do Real Madrid.

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Motivo: Mencionado como exemplo de clube associativo organizado no Brasil, em contraponto a clubes empresa.

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Motivo: Mencionado como exemplo de clube associativo organizado no Brasil, em contraponto a clubes empresa.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Barcelona Palmeiras Manchester City Real Madrid Liverpool PSG Athletic Bilbao Bundesliga Osasuna Florentino Pérez Talita Garcez Cesar Grafietti Andrei Kampff

Conteúdo Original

Reportagem Esporte Real Madrid pode virar clube-empresa. Seria o fim do modelo associativo? Gabriel Coccetrone Repórter 22/10/2025 09h37 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Maior campeão do futebol europeu, o Real Madrid estuda uma mudança radical em seu modelo de propriedade, que passaria a permitir a entrada de investidores externos com a compra de ações do clube. A medida injetaria capital de diferentes fontes no caixa da equipe. A informação foi divulgada pelo 'The New York Times'. Segundo o jornal, o presidente Florentino Pérez pretende apresentar os detalhes da proposta - inédita na história do clube - na próxima assembleia geral, prevista para ocorrer até o fim de novembro. A ideia central é dividir o Real Madrid em duas entidades: uma voltada ao futebol e outra às operações comerciais (business). Apesar da separação, o projeto garantia que o controle do clube permaneça nas mãos dos sócios, evitando que investidores externos assumam o comando. Reinaldo Azevedo Fux não reúne mais condições de ser juiz Josias de Souza Fux veste a primeira toga justa em Fachin Elio Gaspari Lula se pinta para a guerra com Boulos no Planalto Maria Prata Gigantes do fast fashion viraram entrada do luxo? Uma das possibilidades em discussão seria a adoção do modelo "50+1", utilizado por clubes da Bundesliga (Campeonato Alemão), que assegura que os associados mantenham, no mínimo, 51% das ações e, portanto, o controle majoritário das equipes. Mesmo ainda no campo das especulações, a proposta de Florentino Pérez já enfrenta forte resistência. Isso porque o Real Madrid pertence aos seus associados desde a fundação, em 1902, e a implementação da mudança exigiria alterações profundas em seu estatuto. De acordo com o jornal, Pérez tem argumentado nos bastidores que, embora o clube continue com receitas expressivas, está cada vez mais difícil competir financeiramente com times controlados por fundos soberanos (como o Manchester City (Abu Dhabi) e o PSG (Qatar) ) ou por grupos bilionários, como o Liverpool. O que pensam especialistas? A advogada desportiva Talita Garcez entende que o movimento reflete uma tendência global de transformação do futebol em um modelo de gestão corporativa, já consolidada no Brasil pela Lei da SAF. "No contexto brasileiro, esse modelo tem sido um instrumento de recuperação financeira e atração de investimentos; no caso do Real, trata-se de uma decisão essencialmente estratégica, voltada a manter a competitividade e a sustentabilidade em um cenário internacional cada vez mais dominado por conglomerados e fundos estrangeiros" , afirma a sócia do escritório Garcez Advogados e Associados. Continua após a publicidade Proposta já conhecida na Espanha A eventual abertura do Real Madrid a investidores não seria um fato inédito no futebol espanhol. A entrada de capital externo em clubes do país é uma realidade consolidada. Na primeira divisão, por exemplo, apenas quatro equipes ainda mantêm o modelo associativo: Barcelona, Athletic Bilbao, Osasuna e o próprio Real Madrid. "Essa ideia de abrir o Real Madrid a investidores não é nova. A primeira conversa a respeito ocorreu há cerca de um ano e reflete a visão de Florentino Pérez de que um clube de futebol não pode mais viver sem uma estrutura de capitais robusta e o apoio de acionistas fortes. O futebol mudou, recebe cada vez mais dinheiro, o nível de competitividade aumenta constantemente, e, por mais que o Real Madrid seja uma potência, passa a correr riscos por ser uma associação que precisa viver do que arrecada - ainda que seja bastante dinheiro", explica o economista Cesar Grafietti. O especialista destaca ainda a importância de uma governança sólida para reduzir os riscos administrativos do clube. "Num clube privado há sempre a possibilidade de obter financiamentos e parceiros que reduzam custos e impactos dentro de campo. Já numa associação, há sempre uma percepção maior de risco, porque o presidente de hoje não será o mesmo daqui a dez anos. Este é outro ponto que deve ser considerado: quem comandará a associação após Florentino? Vimos o que aconteceu com o Barcelona. Ao encontrar um sócio - ou sócios - que mantenha a governança intacta, há menos risco de o clube perder o controle da gestão, algo típico no futebol associativo", afirma. Será o fim do modelo associativo? Continua após a publicidade Nos últimos anos, o futebol europeu praticamente consolidou a transição do modelo associativo para o corporativo. As exceções de grande sucesso esportivo que permanecem associações — como Barcelona e o próprio Real Madrid — estão cada vez mais isoladas em um cenário dominado por clubes-empresa. Inglaterra, França, Itália e até a Alemanha, com seu rígido sistema de controle societário, convivem com estruturas empresariais que permitem agilidade financeira e maior capacidade de atração de investimento global. "Se formos olhar para o mundo - e exemplos sempre nos ensinam - veremos que a imensa maioria dos clubes competitivos se tornou empresa. Isso acontece porque o caminho da profissionalização e da captação de recursos é mais fácil", afirma o jornalista, advogado e colunista do UOL, Andrei Kampff. "Agora, será que esse modelo serve para todos? Cada clube tem sua peculiaridade e precisa estudar profundamente qual o melhor caminho. Independentemente do formato jurídico, a profissionalização da gestão é a grande revolução que o futebol precisa viver." "No Brasil, por exemplo, os dois clubes mais organizados fora de campo e competitivos dentro dele são ainda clubes associativos, o Palmeiras e o Flamengo", finaliza Andrei Kampff. A proposta de Florentino ainda está em fase de elaboração e deve ser debatida em breve pela alta cúpula do Real Madrid, uma vez que envolve questões legais e tributárias complexas. Nos siga nas redes sociais: @leiemcampo Este conteúdo tem o patrocínio do Rei do Pitaco. Seja um rei, seja o Rei do Pitaco. Acesse: www.reidopitaco.com.br . Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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