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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: O texto foca nas medidas do Corinthians para sair da crise, apresentando dados e análises sobre a situação financeira do clube, de forma informativa.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: O Flamengo é mencionado apenas como um ponto de comparação para a recuperação financeira do Corinthians, sem viés explícito.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Corinthians Matías Rojas Santos Laguna Memphis Depay Osmar Stábile Felix Torres

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Corinthians iniciou recuperação da crise financeira? Veja dados Rodrigo Mattos Colunista do UOL 13/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Neo Química Arena antes de Corinthians x Novorizontino, duelo da Copa do Brasil Imagem: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃ?O CONTEÃ?DO Na virada da temporada, o Corinthians tomou algumas medidas para tentar sanar seus problemas financeiros: 1) quitou dois débitos de transfer ban 2) fechou acordo com a Receita sobre sua dívida fiscal 3) reduziu o orçamento para o futebol. As medidas foram tomadas pela gestão de Osmar Stábile, que assumiu no meio do ano passado. Essas atitudes geram uma dúvida: o clube iniciou de fato um processo (longo) de recuperação de sua crise financeira? Ou são meras decisões paliativas? Para termos o parâmetro inicial, o Corinthians tinha uma dívida bruta de R$ 2,85 bilhões em novembro de 2025, segundo seu balancete. O clube projetava acabar o ano com R$ 2,565 bilhões, também porque no primeiro número há alguns itens contábeis. Vinicius Torres Freire Toffoli e os segredos que facilitam a mutreta Alicia Klein O show de vira-latismo do presidente do Flamengo Milly Lacombe Flu inaugura o Carnaval desfilando sobre o Botafogo Alexandre Borges O massacre no Canadá e o debate que preferem evitar Isso para um clube que projetava uma receita de R$ 859 milhões no ano passado. Ou seja, a dívida era quase o triplo de um ano de renda. Como medidas, o clube pagou entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões em débitos para extinguir o transfer ban. Os valores foram quitados com Matías Rojas e o Santos Laguna (por Felix Torres). Ainda há outras pendências. No início do ano, foi fechado um acordo com a Procuradoria da Fazenda para toda a dívida fiscal do clube. Aí uma surpresa. No balanço, o clube registrava tributos parcelados de R$ 722 milhões. Mas procuradoria informou que o débito bruto chegava a R$ 1,2 bilhão. Ou seja, o buraco era bem maior do que o descrito na dívida corintiana. De saldo, sobrou R$ 679 milhões para serem quitados, sendo o maior volume com prazo de 10 anos. A diretoria do Corinthians não tem o número atualizado da dívida, ainda está fechando o balanço. Deve haver uma redução pequena nos tributos parcelados, e maior nas contas a pagar. Comparando com o Flamengo, que iniciou sua recuperação financeira em 2013, o clube carioca também fez uma transação tributária com a procuradoria e pagou uma entrada. Na época, a dívida fiscal do clube era R$ 400 milhões (R$ 830 milhões em correção pelo IPCA). Continua após a publicidade A grande vantagem da transação é alongar a dívida. O sucesso da transação tributária será se o clube de fato começar a pagar imposto, o que o Corinthians não fazia, nem o Flamengo antes de 2012. Mas a conta não é leve. Em uma divisão simples, o Corinthians teria de quitar algo entre R$ 60/70 milhões por ano para pagar 679 milhões em dez anos - isso sem considerar a taxa de juros que corrige os valores. O clube ainda não sabia exatamente o tamanho das parcelas até agora. Lembremos, o clube ainda tem a pagar as parcelas da arena durante o ano, que, hoje, giram em torno de R$ 80 milhões por ano. Se olharmos o curto prazo do Corinthians - um ano -, há compromissos de R$ 1,656 bilhão. E recebíveis na casa da R$ 700 milhões. Assim, há um rombo a ser coberto a cada ano. Há ainda o desafio de fechar o RCE para ter um fluxo das dívidas em processos judiciais, ex-jogadores, empresários, fornecedores não pagos. Quando tiver todas suas dívidas renegociadas, o clube saberá o tamanho de cada uma nas suas contas anuais. Neste cenário, o prometido corte de custos no futebol no orçamento - R$ 90 milhões - é necessário, assim como a venda de atletas. Resta saber se é o suficiente para encaixar todos os fluxos de pagamento de dívidas e manter as contas em dia. Continua após a publicidade É preciso também aumentar as receitas, como o clube prevê em orçamento, para aumentar a sobra de caixa. Os títulos da Copa do Brasil e da Supercopa também foram entradas financeiras positivas que ajudaram a pagar contas. Só que essa sobra, que fique claro, tem que priorizar pagar dívidas. No meio do ano, o Corinthians terá um desafio simbólico que é decidir pela renovação ou não de Memphis Depay. O salário do jogador holandês - por melhor que tenha sido sua passagem - não cabe no cenário de um clube em recuperação. O Corinthians deu, sim, passos para iniciar sua recuperação econômica. Mas a montanha a ser superada é tão grande que o primeiro esforço só será bem-sucedido se for seguido de outras medidas igualmente na mesma direção. Só assim, em um futuro mais longe, o clube poderá usar a sobra de caixa de fato para contratar. Até um novo Memphis. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Gómez, Roque e Andreas marcam em vitória do Palmeiras contra o Inter; veja FBI dobra recompensa por informações sobre mãe de apresentadora nos EUA Sentindo que ia perder os dedos, Toffoli entregou os anéis Andreas é decisivo, Palmeiras vence Inter fora e vira líder do Brasileirão Ataque a tiros em universidade negra nos EUA deixa ao menos 2 mortos