Conteúdo Original
Ontem o Corinthians abriu o dia com o roteiro habitual de quem precisa fechar caixas para pagar dívidas: tentar liberar valores retidos e derrubar o transfer ban que hoje impede o clube de registrar novos jogadores. A esperança passa pela liberação de recursos como metade da premiação da Copa do Brasil e pela possibilidade de empréstimos lastreados em recebíveis da LFU, para destravar negociações com credores [ ]. Nos bastidores, o Timão fechou uma entrada de R$ 20,5 milhões para o meia Matías Rojas para evitar que o transfer ban entre em vigor — os outros R$ 20,5 milhões aparecem como etapa seguinte do acordo [ ]. A avaliação interna é de que condicionais a garantias futuras podem engessar a gestão e, por isso, a diretoria prefere aguardar recursos efetivos, como premiações ou recebíveis, antes de retomar pagamentos e negociações [ ]. Do lado do campo, Vitinho chegou para confirmar que 2026 não será apenas uma promessa: ele é a 12ª peça de Dorival Júnior, com contrato até 2026, e já busca uma temporada completa para brilhar. O camisa 29 estreou na derrota para o Bahia, recobrou a forma após lesão no joelho direito (passou por artroscopia) e, de volta aos gramados, mostrou utilidade com assistências decisivas, como o passe para o gol do empate contra o Botafogo, além de figurar entre os disponíveis para o técnico em Fortaleza [ ]. Entre as saídas, o Corinthians confirmou a despedida de Ángel Romero, ídolo paraguaio que somou 377 jogos pelo clube, marcou 67 gols e levantou seis títulos (dois Brasileiros, três Paulistas e uma Copa do Brasil). A mensagem de fim de ciclo veio acompanhada de drama e gratidão pela passagem do atacante, que encerra um capítulo importante da história recente do Timão [ ]. Olhos no Paulistão, o clube já projeta a estreia em 11 de janeiro contra a Ponte Preta no Neo Química Arena e, na sequência, o Red Bull Bragantino, mantendo a expectativa de derrubar o transfer ban antes do reinício das competições. Nesse cenário, Osmar Stábile atua nos bastidores em busca de desbloquear os recursos prometidos pelas receitas bloqueadas pela Caixa Econômica Federal e por outras entradas do Brasileirão — esforços que o clube acredita serem cruciais para uma gestão estável e para reforçar a imagem do Corinthians no mercado [ ].