Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Rogério Ceni é o alvo dos fundamentalistas do Bahia Juca Kfouri Colunista do UOL 03/03/2026 19h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Resumo Rogério Ceni, técnico do Bahia Imagem: Getty Images POR HUMBERTO MIRANDA* A demissão do técnico do Flamengo, Felipe Luís, acendeu o alerta da comissão técnica do Bahia. Se não vencer os Bavis da próxima semana, a demissão de Rogério Ceni entrará na ordem do dia. Os fundamentalistas impediram que o trabalho do técnico Felipe Luís, com dois títulos, continuasse no cargo. Os flamenguistas tem um rei na barriga que somente eles cultuam, com ou sem bons resultados. Wálter Maierovitch Como EUA e Israel eliminaram 'símbolo do mal' Josias de Souza Pesquisa mostra que Lula tem calcanhares de vidro Milly Lacombe Injustiça faz com Bap seja visto do que ele é feito Juca Kfouri O populista Bap traiu o popular Filipe Luís Talvez, Pedro Bial tenha certa razão ao chamar o Flamengo de populista. Não é bem o Flamengo, mas sua diretoria. Ao separar a gestão financeira da influência dos dirigentes, o Flamengo cresceu. Mas, no caso dos treinadores, a influência da diretoria é grande. De xodó da torcida, Felipe virou o pior treinador do mundo. Um evidente exagero. O problema agora é que os populistas atenderam aos fundamentalistas e demitiram o treinador. Assim, as diretorias permanecem no poder e o torcedor acredita que ele é ouvido. No Bahia acontece coisa semelhante. A torcida fundamentalista acha que o City Group deve despejar rios de dinheiro no time para disputar todos os títulos. Há certa inveja do Botafogo nesse sentido, embora a realidade mostre que o caminho do Botafogo é decadente ou incerto. Se o resultado não acontece, todo mundo tá errado e as cabeças rolam. Outro exagero. Não podemos esquecer que foram torcedores do Bahia que jogaram uma bomba no ônibus do time com os jogadores dentro, ferindo um deles gravemente. Mais que fundamentalismo, foi terrorismo. O atentado foi considerado lesão corporal leve. A diferença para o Flamengo é que os donos do Bahia são empresários estrangeiros, sem nenhuma relação mais profunda com as tradições do clube, a não ser quando ela é útil para fazer merchandising.Tudo virou um negócio e a torcida. O fundamentalismo é um problema muito sério para os times de grandes torcidas. Há uma ordem distópica no futebol que confunde tudo, cria incertezas e crises, e alimenta violências e perseguições. Parece um caminho perigoso e sem volta. Continua após a publicidade O fato é que a demissão de Felipe Luís ligou o sinal de alerta de Rogério Ceni. Afinal, o Bahia terá dois Bavis na Fonte Nova em sequência. Um vale o título Baiano e o outro, três pontos importantes no Brasileirão. Não dá para escolher. O Bahia terá que vencer os dois jogos em casa ou Rogério será a próxima vítima dos fundamentalistas e dos próprios erros. * Humberto Miranda é professor de Economia na UNICAMP. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Barça flerta com virada épica, mas Atlético vai à final da Copa do Rei Mais duas jovens relatam terem sido vítimas de estupro coletivo por réus Drone que seria do Irã atinge área ao lado do Consulado dos EUA em Dubai Quem era o marinheiro que morreu aos 25 durante gravações de 'Pesca Mortal' Janja fala em TV que sofreu assédio duas vezes já como primeira-dama