Conteúdo Original
Hello LA: Fabi Alvim é selecionada para o hall da fama do vôlei Desde Isabel Salgado, a primeira jogadora a atuar na Europa, em 1980, até Júlia Kudiess, em 2026, o vôlei brasileiro sempre foi berço de inúmeros talentos. Quase 50 anos depois, outro aspecto se mantém: a dificuldade destas revelações permanecerem em clubes nacionais. Para o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Radamés Lattari, os contratos negociados em euro e dólar em ligas, como a turca e italiana, tornam-se mais atrativos para os atletas. Como resposta a este contexto, a entidade almeja atrair mais investidores nos próximos anos para aprimorar o nível da Superliga. Em entrevista ao ge durante a cerimônia da segunda edição do prêmio Isabel Salgado , o mandatário, que também falou sobre os objetivos da seleções nesta temporada, explicou que nas próximas semanas vai se reunir com os clubes para analisar a edição 2025/2026 do torneio nacional, observando o que pode ser incrementado para o próximo campeonato. 1 de 1
Radamés Lattari afirma que CBV desenvolve projeto para atrair investidores para Superliga — Foto: CBV Radamés Lattari afirma que CBV desenvolve projeto para atrair investidores para Superliga — Foto: CBV Neste ano, a Superliga se despediu de três atletas frequentemente convocados para defender a camisa verde e amarela. Os centrais Júlia Kudiess - até então no Minas, Adriano e Judson - ambos vice-campeões pelo Campinas neste ano - anunciaram que vão defender clubes no exterior na temporada seguinte. Radamés observa que são jogadores que "estão deixando de ser promessas para serem realidades" e, com base na experiência internacional, vão conseguir desenvolver ainda mais a performance. Mas, por que não seguirem em território nacional? A explicação passa pelo fator financeiro. - O problema todo é que nós não podemos jamais esquecer que um euro, um dólar, vale muita coisa aqui no nosso país. Então, uma proposta razoável em euro e em dólar é muito dinheiro para a gente poder competir - afirmou o dirigente, que, desde 2023, presidente o órgão máximo do vôlei nacional. Júlia Kudiess vai jogar no vôlei italiano na próxima temporada Com o diagnóstico da situação, Lattari afirma que a CBV pensa em uma iniciativa para reforçar o torneio nacional, com melhorias em várias esferas, o que poderia reforçar o posicionamento da competição também perante atletas de outros países. Na última edição, 24 times - 12 no naipe feminino e 12 no masculino - contaram com 26 atletas de 17 países e quatro continentes diferentes , como as americanas Payton Caffrey, do Praia Clube, e Simone Lee, Sesc-Flamengo - eleitas melhores ponteiras. - A gente está tentando junto com os clubes, construir um projeto para atrair investidores, para que a gente possa ter melhorias nas nossas estruturas, na estrutura dos clubes, nos nossos ginásios e também depois reforçar os nossos elencos. Eu acho que em um, dois anos a gente consegue. + Nyeme leva filha aos treinos e celebra volta à seleção: “Não achava que ia ser convocada” + CBV divulga novos uniformes das seleções brasileiras para a temporada 2026; veja imagens + Zé Roberto alerta sobre renovação na posição de Gabi: "A gente está carente em qualidade e altura" + Sassá é anunciada como auxiliar técnica de Zé Roberto na seleção feminina de vôlei + Fabi Alvim, Alison Cerutti e Ary Graça são selecionados para o Hall da Fama do vôlei em 2026 Outra atenção é o olhar para a base, com mapeamento de informações entre treinadores de times com atletas a partir de 14 anos e o convênio com a cidade de Metz, no norte da França. A parceria com a cidade francesa inclui estruturas como ginásio poliesportivo e acomodações, que recebem elencos da base para amistosos contra diversos países. Com seis taças em cinco anos, Adriano se despede do Vôlei Campinas VNL para rodar elenco; Pré-olímpico como meta Concentrados em Saquarema, no Rio de Janeiro, as seleções masculina e feminina estão nos últimos dias de treinamento antes de iniciarem a temporada 2026. Os elencos do Brasil estreiam na Liga das Nações (VNL) a partir da próxima quarta-feira (3), com transmissão do sportv2 . O presidente da CBV considera que o torneio será fundamental para os técnicos avaliarem seus respectivos grupos com um objetivo definido: o pré-olímpico sul-americano em setembro, no Ginásio do Maracanãzinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que vale vaga antecipada para as Olimpíadas de Los Angeles em 2028 . - Esse é um torneio importantíssimo, tanto para o Zé Roberto, quanto para o Bernardo, para que eles possam fazer as experiências necessárias, dar as oportunidades do grupo amadurecer, se entrosar, ter opções, porque os torneios importantes para a gente este ano, são os pré-olímpicos, classificatórios para a Olimpíada. Então, a expectativa é que o Brasil possa ir bem, aproveitar bastante essa oportunidade de jogar contra grandes seleções - contou. + Confira a tabela da Liga das Nações Feminina de Vôlei + Confira a tabela da Liga das Nações Masculina de Vôlei Sobre o objetivo das seleções para os jogos em território americano, Radamés define a briga por medalhas. Avaliando o cenário do vôlei mundial, ele observa o equilíbrio entre as seleções. - Cada ano que passa está aumentando o número de equipes com condições de conquistar qualquer competição. Então, acho que existe um equilíbrio muito grande e o Brasil vai estar sempre ali no bolo - observa. Zé Roberto alerta sobre renovação na posição de ponteira na seleção brasileira