Conteúdo Original
Principal patrocinadora do Manchester City , a empresa aérea Etihad Airways disse nesta quinta-feira (1º) que cogita entrar com um processo contra a Premier League .
A companhia é propriedade de um fundo de investimentos de Abu Dhabi que é presidido pelo irmão do xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan , dono dos Citizens .
Na última terça-feira (29), o clube celeste foi declarado culpado de cometer 115 irregularidades financeiras , em uma investigação que vinha sendo realizada desde 2018 .
A equipe britânica, porém, declarou inocência e entrou com um recurso , com o CEO Ferran Soriano alegando que o veredicto é uma "teoria da conspiração criada pela Premier League ".
Em nota oficial, por sua vez, a Etihad alertou que irá "consultar todas as opções jurídicas" e salientou que vai "utilizar todos os recursos possíveis para proteger seus interesses".
"A Etihad Airways rejeita categoricamente qualquer constatação, conclusão ou insinuação que sugira que a companhia aérea tenha se envolvido, em algum momento, em acordos comerciais irregulares", escreveu a empresa aérea.
"A divulgação pública pela Premier League das conclusões da comissão - após um período de vazamentos seletivos e notícias a respeito - gerou implicações ainda mais prejudiciais à Etihad , apesar da companhia aérea não ter sido citada na versão editada das conclusões publicadas", complementou.
Outro patrocinador dos Citizens , a fabricante de bebidas japonesa Asahi também emitiu comunicado nesta quinta sobre a polêmica envolvendo a equipe inglesa.
"Estamos cientes do veredicto publicado pela Premier League em 29 de setembro. Também estamos cientes da decisão do Manchester City em entrar com recurso", reportou a empresa.
"Continuamos a monitorar os acontecimentos e não iremos fazer comentários neste momento. A Asahi iniciou parceria com o City Football Group em julho de 2022, em um acordo que inclui também o Manchester City", acrescentou.
De acordo com a Premier League , o City realizou uma série de acordos irregulars (os chamados "sham contracts ", que não refletiam a verdadeira natureza dos acordos entre as partes), "apresentou demonstrações financeiras incorretas" e "ocultou a real situação de suas finanças de seus auditores e dos órgãos reguladores do futebol".
Além disso, a entidade concluiu que o clube "ultrapassou de forma significativa os limites de gastos estabelecidos tanto pela Premier League quanto pela Uefa" e "cometeu múltiplas violações de seus deveres de cooperação e de máxima boa-fé" durante as investigações.
A nota explica como os Citizens estruturaram "acordos comerciais simulados" através de duas empresas ( Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd. , dona da equipe, e Fordham , que adquiriu os direitos de imagem de jogadores do clube e que também era financiada pela Abu Dhabi ) para "inflar artificialmente as receitas do clube".
De acordo com a liga, isso resultou em uma redução de custos de 900 milhões de libras ( R$ 6,219 bilhões ) por parte do time de Manchester, o que resultou em "demonstrações financeiras incorretas" e que "ocultaram a verdadeira situação de suas finanças de seus auditores e dos reguladores do futebol".
A Premier League informou que o City tem até a próxima sexta-feira (2) para recorrer. Na quarta-feira (30), o time de Manchester já iniciou seu recurso, como mostrou a ESPN .
"O clube é inocente das acusações feitas pela Premier League e possui um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustentam todas as suas posições relacionadas a este caso. Portanto, o clube permanecerá incansável e, quando necessário, atuará de forma proativa em todos os fóruns regulatórios e jurídicos apropriados", escreveu a agremiação.
Ainda segundo a liga, uma nova audiência será realizada pela Comissão Independente para definir as punições ao Manchester City. A entidade salientou que as " sanções possíveis incluem multas, perda de pontos e outras punições esportivas ".
O resultado final do julgamento será publicado pela liga em seu site oficial.
"De acordo com as regras da Premier League , essa audiência permanecerá privada e confidencial até que sua divulgação seja permitida", informou.
"A intenção do Conselho da Premier League é que todo o processo, incluindo eventuais recursos e a publicação das decisões relevantes, seja concluído o mais rápido possível", completou.
Liverpool (F) - 11/10, 12h30 (de Brasília) - Premier League - Transmissão do plano premium do Disney+
PSG (C) - 14/10, 16h (de Brasília) - Champions League
Ipswich (C) - 17/10, 11h (de Brasília) - Premier League - Transmissão do plano premium do Disney+