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Polícia Federal Banco Master Daniel Vorcaro Sports Media Forte Futebol União Fundo Miller Trustee DTVM Farallon Arthur Martins Figueiredo Flavio Daniel Aguetoni

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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Investigada no caso Master, empresa atuou em negócio de R$ 750 mi na FFU Rodrigo Mattos Colunista do UOL 15/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Contrato entre Fundo e a Sports Media (investidora da FFU) que inclui empresa investigada no caso Master Imagem: Reprodução Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Sports Media - grupo de investidores da Forte Futebol União - recebeu R$ 750 milhões de um fundo administrado por investigados nas operações da Polícia Federal sobre crime organizado no mercado financeiro e do Banco Master. A operação ocorreu em setembro de 2024. O Miller Fundo de investimento assinou um acordo para obter esse valor em debêntures conversíveis em ações da Sports Media. Na prática, emprestava dinheiro com fatia da empresa como garantia. Em agosto de 2025, a operação foi liquidada e o dinheiro devolvido. Casagrande Bayern x Real lembrou luta entre pesos pesados Juca Kfouri Bayern e Real cumpriram o que prometeram Alicia Klein Punição a Abel pode ser tiro no pé do STJD Daniela Lima CPI do Crime: Fachin foi criticado por silêncio A Sports Media, por meio de sua assessoria, negou qualquer relação com o Banco Master ou Daniel Vorcaro. Informou que a sua relação era com a gestora de recursos norte-americana Farallon de onde veio o dinheiro do investimento. E que foi o fundo que contratou a Trustee. Durante o período de um ano, o Fundo Miller podia converter sua participação em ações se a dívida não fosse quitada. A Sports Media nega que existisse qualquer possibilidade de perder o controle da companhia para o fundo. O dinheiro do Miller teve origem a gestora de recursos Farallon, empresa dos EUA com sede em San Francisco que gere US$ 45 bilhões. Essa empresa tem sede no Brasil e já brigou por tomar empresas que não lhe pagaram, como os braços de varejo da Coteminas. A informação é de que a captação do dinheiro foi com os investidores do Farallon - fundos de pensão, de universidade e bilionários. A versão da Sports Media e outros envolvidos é de que não houve recursos do Banco Master. Uma investigação da Polícia Federal já constatou que o Banco Master investiu R$ 30 milhões em debêntures da Sports Media por meio do Fundo Astralo em outra operação, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. No acordo com Fundo Miller, fica claro que o dinheiro foi usado para o condomínio da FFU com a aquisição de direitos de televisão do Brasileiro de clubes. A Sports Media detém participações em 30 clubes das Séries A e B, com 10% dos direitos de TV do Brasileiro destes pelo menos. Continua após a publicidade Os recursos foram usados para quitar a segunda parcela destinada aos clubes dentro da FFU. Na época, a Sports Media não tinha ainda dinheiro garantido porque nem todos os contratos de vendas de direitos do Brasileiro tinham sido fechados - só o da Amazon. Com a aquisição desses direitos, a Sports Media também passou a deter poder sobre a negociação dos direitos do Brasileiro. Pelo acordo com os clubes, é o condomínio da FFU - que tem a Sports Media como investidora - que determina como serão negociados os direitos de 10 dos clubes da Série A. Os clubes podem fazer uma supervisão. O Miller Fundo de Investimentos tinha administração da Trustee DTVM. A gestora é uma das investigadas nas operações policiais "Carbono Oculto" (sobre dinheiro do crime organizado no mercado de capitais) e "Compliance Zero" (sobre as operações do Banco Master). O cotista principal do fundo é a empresa Farallon, que captou o dinheiro no exterior. Ela chegou à Sports Media por meio de uma concorrência pelo crédito e escolheu a Trustee como gestora do fundo Miller. A desconfiança da PF é de que a Trustee era usada no esquema do Banco Master para ocultação de dinheiro. Fazia isso por meio de diversos fundos. Quem assina pela Trustee e pelo Fundo Miller o acordo com a Sports Media são os executivos Arthur Martins Figueiredo e Flavio Daniel Aguetoni. Ambos são investigados nas operações da PF sobre o Banco Master, pois há desconfiança policial de que a Trustee eram um braço do banco. Continua após a publicidade "A análise dos diálogos entre xxxx [nome tarjado pela Justiça Federal] e Artur Martins, aliada às informações sobre suas ligações societárias de empresas investigadas e funções operacionais, evidencia a existência de uma estrutura organizada e sofisticada voltada a uma possível movimentação e ocultação de recursos financeiros. XXXX [nome tarjado pela Justiça Federal] atua como elo entre Daniel Vorcaro, beneficiário final das operações, e Artur, responsável técnico pela execução das demandas nos fundos administrados pela Trustee", apontou matéria do UOL . Já Flávio Anguetoni já foi investigado tanto pela PF quanto pela CPI do Crime Organizado por operações relacionadas a fundos e a bens de luxo, supostamente ligados ao Banco Master e Daniel Vorcaro. O Fundo Miller tinha como único investimento as debêntures da Sports Media, o que é bem comum no mercado de capitais. O fundo funcionou por pouco tempo e ainda assim teve problemas de falta de transparência. Uma parecer da auditoria RSM se absteve de dar opinião sobre as contas do Fundo Miller por conta de falta de demonstração financeira da Sports Media, emissora das debêntures. A auditora KPMG também se absteve de dar opinião sobre as contas do Fundo Sports Media por falta de documento das debêntures. "Até a data de emissão do nosso relatório de auditoria, não obtivemos evidências de auditoria apropriadas e suficientes sobre o valor justo das debêntures da Sports Media, em virtude da falta de acesso à documentação suporte utilizada para elaboração do laudo de avaliação, assim como não nos foi possível determinar por outros procedimentos de auditoria se as aplicações em debêntures estavam livres de distorções materiais", diz o parecer. Em agosto de 2025, o Fundo Miller foi liquidado. A data da ata que liquidação foi de 15 de agosto mas a medida só se tornou válida em 29 de agosto. Continua após a publicidade A Sports Media decidiu antecipar o pagamento dos valores das debêntures e trocar a dívida por outra mais barata. Depois, contratou outra emissão de debêntures por meio do Itaú. Procurada, a Trustee informou que "o fundo foi extinto por decisão do cotista." A Sports Media pagou R$ 898 milhões para o fundo Miller. Ou seja, o cotista - a Farallon - teve lucro de cerca de R$ 150 milhões em um ano, 20% do total. Há uma proximidade com as datas das operações feitas pela PF. Em 28 de agosto foi deflagrada a "Carbono Oculto" que passou a investigar a Trustee, gestora do Fundo. Em 18 de novembro, a polícia iniciou a parte de operação da Compliance Zero para investigar as operações do Banco Master. Entre os envolvidos na operação, aponta-se que a Trustee teria um papel secundário, só de administração e não gestão. Fariam apenas procedimentos burocráticos. A empresa atendia outras 1300 empresas. Mas, depois do escândalo, houve uma debandada de fundos da administradora. O Farallon não falou sobre o tema. Veja a nota na íntegra da Sports Media: Continua após a publicidade "A Sports Media Entertainment esclarece que não tem e nunca teve relação com Daniel Vorcaro ou seus sócios, tampouco tinha conhecimento de eventual ligação da administradora de fundos Trustee DTVM com o Banco Master. Em 2024, a Sports Media contratou a Rothschild, uma das principais consultorias independentes de serviços financeiros do mundo, para assessorá-la na captação de recursos. Ao fim do processo competitivo, a Farallon Latin America Investimentos, renomada gestora global, foi selecionada para investir R$ 750 milhões em debêntures da companhia, por meio do fundo criado por ela, o Fundo Miller, cuja administração foi atribuída à Trustee DTVM, agente financeira autorizada pelo Banco Central e pela CVM a atuar no mercado de capitais. A Sports Media não teve ingerência na estruturação do fundo que comprou as debêntures, pois as decisões de investimento eram de responsabilidade exclusiva da Farallon. No entanto, a SME reforça sua confiança na governança e nos procedimentos adotados pela Farallon. A SME destaca que jamais houve risco de conversão das debêntures em ações por inadimplência. Ainda que houvesse, o investidor não exerce controle do Condomínio Forte União, cuja governança assegura uma efetiva co-gestão entre clubes e investidores. Além disso, a convenção de condomínio prevê uma série de mecanismos de proteção em caso de mudança de controle no grupo investidor. Por fim, a SME ressalta que a discussão sobre a presença de investidores no futebol brasileiro não deve ser pautada por questões meramente ideológicas, baseadas em recortes narrativos imprecisos sobre a estrutura criada pelos clubes com a SME. O tema merece ser debatido com foco em gestão e resultados. Juntamente com os clubes, a Sports Media Entertainment colaborou para a formação de uma engrenagem que revolucionou a venda de direitos de transmissão de jogos de futebol no país e produziu o maior incremento de receitas da história do futebol brasileiro." Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Prancha abdominal: quanto tempo é o ideal e como fazer sem erros? Arsenal segura Sporting em duelo sem gols e se classifica na Champions Cinegrafista da Band Minas morre, e repórter fica ferida em acidente em MG Agora tem sudoku no UOL; jogue online Neymar pede desculpa após discussão com torcedor: 'Não farei mais isso'