Conteúdo Original
Governo lança plataforma para autoexclusão de sites de apostas A Federação Paulista de Futebol exigirá que todos os árbitros de seu quadro tenham seus CPFs cadastrados na plataforma de autoexclusão das casas de apostas do Ministério da Fazenda, em funcionamento desde dezembro. A ferramenta restringe o acesso dessas pessoas às bets e à publicidade do setor por períodos de um mês a um ano ou indeterminado – nesse caso, o usuário terá um mês para reconsiderar a decisão. Há uma semana, a FPF enviou uma circular recomendando a clubes, árbitros e funcionários que realizem o cadastro na plataforma. No caso dos árbitros, essa recomendação se tornará uma exigência em breve, quando o novo Regulamento Geral de Arbitragem da entidade for publicado. A legislação brasileira já proíbe que atletas, juízes, dirigentes e outras pessoas que tenham capacidade de alterar um resultado façam apostas – veto que consta, também, em regulamentos como o da CBF e da Fifa. 1 de 1
Árbitros deverão comprovar autoexclusão em São Paulo — Foto: Osmar Rios/GloboEsporte.com Árbitros deverão comprovar autoexclusão em São Paulo — Foto: Osmar Rios/GloboEsporte.com As próprias bets são incentivadas a excluírem o cadastro de pessoas que possam ter informações privilegiadas. A autoexclusão, porém, impede que o registro daquele CPF seja ativado nas casas de apostas – que ainda fazem o uso de outras ferramentas, como reconhecimento facial, para comprovar a identidade do apostador. Recentemente, a CBF determinou que os 72 árbitros que foram escolhidos para fazer parte da primeira turma de profissionais certifiquem que seus CPFs foram excluídos das bets. A Federação Paulista mantém, desde 2015, um comitê de integridade que atua na prevenção e na investigação de episódios de manipulação. Há, também, um canal de denúncias anônimas no site da entidade.