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Rizek: "Será que limitar o número de estrangeiros por regra ou imposição é a saída?" A CBF mudou as regras para jogadores estrangeiros e diminuirá o número permitido nas competições gradualmente nos próximos anos. O cenário aponta para menos vagas nos elencos, o que aumenta a importância de atletas com a possibilidade de se naturalizarem. O limite de estrangeiros vai salvar a base? Veja debate do Redação! Como nova regra vai impactar o futebol brasileiro? Veja número por time na Série A Fim do limite de 12 jogos e criação de "time B"; veja temos de futura reunião Kannemann, por exemplo, passou a ter cidadania brasileira neste ano e não conta mais na lista do Grêmio . Essa pode ser uma saída para jogadores há quatro anos ou mais no Brasil. O tempo de residência é uma das exigências da legislação para o jogador obter também a cidadania brasileira. O meia Arrascaeta, por exemplo, já começou o processo em 2023 . O meia uruguaio mora no país desde 2015, quando acertou com o Cruzeiro. 1 de 2
Arrascaeta já iniciou processo de naturalização — Foto: André Durão/ge Arrascaeta já iniciou processo de naturalização — Foto: André Durão/ge O que diz a legislação A legislação brasileira exige que uma pessoa more no Brasil há pelo menos quatro anos de maneira contínua, ininterrupta e por tempo indeterminado para entrar com o pedido de naturalização ordinária, como é chamado formalmente o processo. O requerente precisa preencher um formulário da Polícia Federal, que depois repassa para o Ministério de Justiça. Além da residência de quatro anos no Brasil, é necessário que o requerente seja maior de 18 anos, tenha capacidade de se comunicar em português e não possua condenação penal ou esteja reabilitado nos termos da Lei. Clubes brasileiros decidem reduzir limite de estrangeiros relacionados por partida A exigência do período varia a partir de algumas questões. Por exemplo, o prazo reduz para um ano se o naturalizando tiver um filho nascido no Brasil ou for casado (a) com cônjuge brasileira (o). Se a pessoa for originária de países lusófonos, como Portugal ou Angola, o prazo também cai para um ano de residência no país. E se sair e voltar? O período de quatro anos precisa ser ininterrupto. Se o naturalizando somar um ano fora do Brasil dentro dos quatro anos, não há impedimento para o pedido. No entanto, se o jogador deixou o país e foi atuar fora, por exemplo, e ficou mais de um ano no novo clube, a contagem reinicia a partir do momento do retorno. Para prazo mínimo de residência de 1 ano: ausência máxima somada de 3 meses; Para prazo mínimo de residência de 2 anos: ausência máxima somada de 6 meses; Para prazo mínimo de residência de 4 anos: ausência máxima somada de 1 ano. Quem poderia entrar com processo O zagueiro Kannemann é o exemplo a ser seguido pelos estrangeiros longevos no Brasil. O ex-meia D'Alessandro também foi outro a ter a cidadania brasileira. A lista de atletas atuais do futebol local que poderiam iniciar o processo tem nomes relevantes. O zagueiro Gustavo Gómez, o lateral-esquerdo Piquerez e o atacante Flaco López, do Palmeiras , o volante Villasanti, do Grêmio , e o atacante Germán Cano, do Fluminense , já têm tempo suficiente nos respectivos clubes para iniciar com o processo. Nomes que poderiam pedir naturalização ordinária Gustavo Gómez - Palmeiras - desde agosto de 2018 no Brasil Piquerez - Palmeiras - desde julho de 2021 no Brasil Flaco López - Palmeiras - desde junho de 2022 no Brasil Villasanti - Grêmio - desde agosto de 2021 no Brasil Germán Cano - Fluminense - desde janeiro de 2020 no Brasil Soteldo - Fluminense - desde agosto de 2022 no Brasil (atual passagem) Calleri - São Paulo - desde agosto de 2021 no Brasil (atual passagem) Emmanuel Martínez - Vitória - desde agosto de 2022 no Brasil Gabriel Mercado - Internacional - desde julho de 2021 no Brasil 2 de 2
Gustavo Gómez pode entrar com processo de nacionalidade brasileira — Foto: Camila Alves Gustavo Gómez pode entrar com processo de nacionalidade brasileira — Foto: Camila Alves