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Análise dos Times

São Paulo

Principal

Motivo: O artigo critica fortemente a gestão financeira e o modelo associativo do São Paulo, destacando o aumento da dívida e a estrutura fechada do clube.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Corinthians

Principal

Motivo: O Corinthians é apresentado com uma dívida bilionária e envolvido em escândalos, questionando a credibilidade de seus representantes para discutir gestão.

Viés da Menção (Score: -0.6)

Motivo: O clube é citado de forma negativa em relação à sua reestruturação, com questionamento direto sobre o progresso da sua gestão.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Corinthians Santos CBF Augusto Melo Coritiba Julio Casares Marcelo Teixeira Osmar Stábile Alexandre Borges Milly Lacombe Joildo Santos Alberto Dualib

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Fair play, mesa com SP e Corinthians: velho e novo colidem em evento da CBF Pedro Lopes Colunista do UOL 27/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Julio Casares e Osmar Stabile, presidentes de São Paulo e Corinthians, conversam antes de jogo entre as equipes Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A CBF realizou ontem o CBF Academy Summit em um hotel de luxo nos Jardins, em São Paulo. O evento, que reuniu boa parte da elite do futebol brasileiro, teve como ato principal a apresentação oficial do sistema de fair play financeiro do futebol brasileiro. É um projeto bem elaborado, fruto de meses de trabalho de pessoas técnicas, que buscaram as referências do futebol europeu e as adaptaram ao Brasil, que terá sua primeira experiência com um sistema robusto de fair play financeiro. Se aplicado de forma técnica e profissional, é um regulamento que pode ser transformador para o futebol brasileiro, completamente assolado por calotes e problemas financeiros crônicos. Alexandre Borges Os heróis silenciosos que impediram o golpe de 2022 Sakamoto Brasil surpreende duas vezes em dois dias Milly Lacombe Qual foi a despedida mais triste antes da final? Joildo Santos Quando turismo é transformação social Só que no mesmo palco, dez minutos antes, a CBF realizou outra mesa, sobre modelos de gestão de clubes de futebol. Nela palestraram, ao lado do CEO do Coritiba Lucas de Paula, o presidente do São Paulo, Julio Casares, e o do Corinthians, Osmar Stábile. O São Paulo que viu a dívida saltar na gestão de Casares de R$ 683 milhões em 2021 para R$ 986 milhões ao final de 2024. Que terminou 2024 com um déficit de R$ 287 milhões. O São Paulo que, além de tudo isso, tem um dos modelos associativos mais fechados dentre os grandes clubes brasileiros. Um colégio eleitoral minúsculo, que gravita entre 250 e 255 conselheiros, sendo mais vitalícios do que eleitos, e tem conselheiros opinando e atuando em todas as áreas chave do clube. O Corinthians, por sua vez, tem uma dívida de R$ 2,7 bilhões. Ao longo desse ano, viveu o impeachment do ex-presidente Augusto Melo. É investigado em um escândalo, por um potencial desvio de comissão de contrato de patrocínio com participação do crime organizado. É razoável argumentar que não é justo responsabilizar Stábile, que assumiu a presidência em maio, depois do escândalo envolvendo Augusto, por anos, ou décadas de problemas. O atual presidente, entretanto, é uma figura antiga da política corintiana, ocupou vice-presidências com Alberto Dualib e com o próprio Augusto Melo. Continua após a publicidade É cedo, muito cedo para considerá-lo credenciado a palestrar sobre modelos de gestão de clube de futebol. A tarde ainda teve uma terceira palestra, sobre reestruturação de clubes, com o presidente do Santos Marcelo Teixeira. Alguém vê o Santos, hoje, reestruturado, ou em um caminho de reestruturação? As mesas com os cartolas acontecem porque eles representam instituições grandes, que ainda movimentam muito dinheiro, carregam influência e são entes políticos importantes. O futebol brasileiro é, essencialmente, um organismo político, onde costumam predominar interesses individuais sobre os coletivos, política sobre gestão, cifras enormes sobre responsabilidade financeira. São dois mundos do mesmo futebol brasileiro em pauta no mesmo evento da CBF: um novo, que busca profissionalização, governança, transparência. Outro mais antigo, político, que carrega o ritmo solidificado de como girou a roda do futebol brasileiro por tantos anos. O começo da aplicação das novas regras de fair play financeiro nos próximos anos vai mostrar se eles vão convergir para uma evolução do futebol brasileiro ou se vão colidir. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Ele pode ser campeão da Libertadores após sobreviver ao incêndio no Ninho A Fazenda: Mesquita, Rayane e Toninho estão na 10ª roça da edição Tebet diz que novo IR atende classe média e descarta taxar mais dividendos EUA suspendem pedidos de imigração do Afeganistão após ataque a guardas Confira 5 opções de Toyotas usados que custam o preço de um carro popular