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A Fifa vai propor aos seus membros um fundo de US$ 6,35 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) para o desenvolvimento do futebol entre 2027 e 2030, incluindo um aumento para US$ 25 milhões (R$ 126 milhões) destinados a cada associação nacional, segundo um documento analisado pela Associated Press nesta terça-feira (13).
A entidade que comanda o futebol mundial afirmou no documento que pretende aproveitar o sucesso financeiro da última Copa do Mundo para “ampliar os investimentos no desenvolvimento do futebol” entre as 211 associações filiadas à Fifa, confederações e outras partes envolvidas.
Inicialmente, cada associação deveria receber US$ 10 milhões (R$ 50 milhões, aproximadamente) ao longo do período de quatro anos. O documento, datado de 14 de outubro, informa que a Fifa propôs distribuir mais de US$ 3,5 bilhões (R$ 17,66 bilhões) de suas reservas financeiras, impulsionada pelo sucesso comercial sem precedentes do torneio com 48 seleções.
A medida ocorre em meio à movimentação de dirigentes do futebol europeu para encontrar um candidato capaz de tentar tirar Gianni Infantino da presidência da Fifa. O polêmico plano de investimentos privados de Infantino para o Mundial, abandonado poucos dias depois de ser revelado em julho, provocou uma reação da Uefa.
Infantino, que assumiu a presidência da Fifa em 2016, buscará a reeleição no próximo ano. Segundo o documento, o plano financeiro deverá ser finalizado pelo Conselho da Fifa em dezembro de 2026 e ainda dependerá da aprovação definitiva no 77º Congresso da entidade, marcado para março de 2027.
A Fifa também informou que pretende disponibilizar US$ 99 milhões (cerca de R$ 500 milhões) para cada uma das seis confederações continentais.
“Se aceita, a proposta mais do que dobrará o nível de recursos planejados para distribuição no período de 2027 a 2030, com foco específico em investimentos e no desenvolvimento do futebol feminino e das categorias de base”, afirmou a Fifa.
A notícia surge um dia depois de reportagens revelarem que Infantino teria recebido uma remuneração até então não divulgada da entidade empresarial responsável pela Copa de 2026, algo que pode representar uma possível violação dos estatutos da Fifa.