🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Kansas City

Principal

Motivo: A matéria destaca Kansas City como a 'grande vencedora', enfatizando o recebimento de quatro seleções de peso e a qualidade de sua infraestrutura, com citações positivas do comitê organizador e do prefeito.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: A matéria aponta a Flórida como uma 'derrota' para Kansas City, ressaltando que a região esperava receber seleções de ponta como Messi e acabou com 'rebarbas', possivelmente devido a tempestades que atrapalharam voos.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: Semelhante à Flórida, o Texas é apresentado como tendo ficado com 'rebarbas' na escolha de sedes, recebendo seleções que se classificaram na repescagem e tiveram poucas opções, com o calor local sendo apontado como um possível fator.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Motivo: A matéria menciona a Argentina como uma das seleções de peso que escolheram Kansas City, citando a presença de Messi e seu confronto de estreia na cidade, mas sem aprofundar em um viés direto para a equipe.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: A Inglaterra é citada como uma seleção que ficará em Kansas City, com a informação de que foi 'meio que obrigada pela Fifa e pela organização a escolher uma sede', mas sem um viés forte positivo ou negativo.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: A Holanda, com Memphis Depay, é mencionada como uma das seleções que escolheram Kansas City para sua base, sem um viés aparente na narrativa da matéria.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: A matéria relata as dificuldades do Irã em obter vistos e a mudança de sua base para Tijuana, além da não aceitação da Fifa para disputar jogos no México, indicando um tom mais factual e com obstáculos para a seleção.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: O Uruguai é citado como uma seleção que escolheu Cancún para ser sua sede de treinos, uma informação factual sem indícios de viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fifa Cristiano Ronaldo Copa do Mundo México Irã Messi Uruguai Holanda Argentina Inglaterra Canadá Texas EUA Flórida Kansas City

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Na Copa mais pulverizada, Kansas City vence Flórida em disputa por seleções Julio Gomes Colunista do UOL 27/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Memphis Depay em ação durante treino da seleção da Holanda Imagem: Reprodução/Instagram memphisdepay Se alguma pessoa corajosa se atravesse a ir de carro da Cidade do México até a Cidade do Panamá, iria atravessar cinco países, percorrer a América Central inteira e rodar aproximadamente 3300 km. Muita coisa, certo? Ainda assim, muito menos do que se esta mesma pessoa quisesse ir a um treino da seleção mexicana para a Copa do Mundo e, no dia seguinte, digamos, quisesse ir a um treino do Panamá para a mesma Copa. Na verdade, só se fosse de avião. De carro, seriam 4200 km. Este é só um exemplo das distâncias monumentais que envolvem um Mundial de futebol que será disputado em três países - e dos grandes. No total, 18 Estados norte-americanos estão envolvidos com bases de treinamentos ou estádios, além de 5 regiões mexicanas e 2 canadenses. É a competição mais descentralizada da história. A grande vencedora foi Kansas City, uma cidade que não é das mais importantes dos EUA, mas vai receber treinos de quatro seleções - em detrimento, principalmente, de Estados mais poderosos e influentes da nação, como Flórida e Texas. Eu sequer citei no início do texto a maior das distâncias entre bases de seleções envolvidas no torneio. O Canadá, um dos anfitriões, ficará baseado em Vancouver, na costa oeste, a "apenas" 6316 km de distância de Cancún, cidade mexicana escolhida pelo Uruguai para ser sua sede de treinos. Não há nenhuma distância tão grande quanto essa a ser percorrida de carro por qualquer pessoa que queira, por exemplo, cruzar os Estados Unidos de uma ponta a outra. Juca Kfouri Flamengo faz 3 a 0 quando jogou para fazer 7 PVC Santos vence primeira sem Neymar desde fevereiro Daniela Lima Caso 'Dark Horse' causou perdas a Flávio Bolsonaro Sakamoto STF enterra a mamata da punição-prêmio a juízes A Fifa costuma soltar a lista de bases de treinamento com muita antecedência, mas neste Mundial isso só foi feito a 17 dias do pontapé inicial. O que ocorreu por conta da repescagem, que classificou nada menos do que seis seleções "em cima da hora", pelas fartas opções e distâncias, que podem ter feito uma ou outra seleção demorar para se decidir e, claro, houve o caso do Irã. Inicialmente, foi divulgado que o Irã, país que está em guerra com os Estados Unidos, teria sua base de treinos em Tucson, Arizona. Mas, nesta semana, diante das dificuldades para ter vistos aprovados para jogadores e membros da delegação, ficou definido que o Irã ficará em Tijuana, cidade mexicana que faz fronteira com o território estadunidense. Tijuana está a menos de 250 km de distância de Los Angeles, cidade que receberá dois jogos do Irã. Ainda não está claro, mas possivelmente a seleção persa faria o trajeto para estes jogos e para o compromisso de Seattle de avião, não por terra. Os iranianos pediram à Fifa para poder disputar seus jogos no México, mas a requisição não foi atendida. No entanto, a Fifa deve garantir a presença do contingente essencial para o Irã disputar os jogos. Além do Irã, do já citado Uruguai e, obviamente, do México, outras quatro seleções terão suas bases de treinamentos em solo mexicano. A África do Sul vai ficar em Pachuca, próxima da capital, a Tunísia estará em Monterrey, uma das sedes da Copa. A Colômbia e a Coreia do Sul ficarão na altitude de Guadalajara, treinando nos CTs do Atlas e do Chivas, respectivamente. Os coreanos são os únicos, além do México, a jogarem os três jogos da fase de grupos no país azteca. No Canadá, ficarão a seleção canadense, de um lado, na costa oeste, e o Panamá do outro, na costa leste, em New Tecumseth, a 100 km de Toronto - onde os panamenhos jogam duas vezes. As outras 39 seleções escolheram sedes dentro dos Estados Unidos. Chamou a atenção a escolha de Kansas City por algumas das potências, que disputaram a tapa o melhor centro de treinamento possível na região, considerada menos quente do que outras partes do país. Kansas City é uma cidade que se divide entre dois Estados, fica na fronteira entre Missouri e o Kansas, e será uma das sedes do Mundial - o famoso Arrowhead Stadium, utilizado pelo Kansas City Chiefs na NFL (futebol americano), fica do lado do Missouri. Estarão em Kansas City a Argentina, de Messi, atual campeã do mundo, a Inglaterra, de Kane, a Holanda, de Memphis Depay, e a Argélia, que conseguiu uma vaga na região, apesar da concorrência. Continua após a publicidade Seriam necessários 120 km de carro e uma hora e meia para rodar entre as quatro sedes na cidade. Do lado do Missouri, estarão ingleses (no Swope Soccer Village) e holandeses (KC Current Training Facility). Já no Kansas, ficarão argentinos (Sporting KC Training Centre) e argelinos (Universidade do Kansas), países que se enfrentarão na estreia, em 16 de junho, em Kansas City (claro). A Inglaterra não queria ter uma base fixa, preferia rodar de acordo com os jogos, mas meio que foi obrigada pela Fifa e pela organização a escolher uma sede. Curiosamente, os ingleses não jogarão qualquer partida em Kansas City - têm confrontos em Dallas, Boston e Nova York. "As escolhas refletem o que nossa comunidade tem a oferecer, centro de treinamento top de linha e profundas raízes com o 'soccer'. Receber quatro seleções não é simbólico, é a confirmação de que nossa região se destaca com uma das melhores do mundo para se preparar e inspirar competições de elite", declarou Pam Kramer, a CEO do comitê organizador de Kansas City para a Copa. "A capital do futebol na América é agora a capital dos CTs do mundo. Não podemos esperar para receber os times e torcedores para um verão inesquecível, que irá beneficiar toda a comunidade local, nossa marca, as crianças e as gerações futuras", vibrou o prefeito da cidade, Quinton Lucas. Com aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, Kansas City fica mesmo em uma região bastante centralizada dos Estados Unidos, mas muitos torcedores reclamaram dos preços das acomodações e da oferta de voos para o período da Copa do Mundo. Além de quatro seleções, a cidade vai receber quatro jogos da fase de grupos, um jogo da segunda fase (que pode ser de Portugal) e ainda uma partida de quartas de final. A "vitória" de Kansas City significou em alguma medida derrotas da Flórida e do Texas, um Estado mais rico, igualmente centralizado e que terá duas sedes - Houston e Dallas. O Texas esperava receber Messi (dois jogos da Argentina) ou Cristiano Ronaldo (dois de Portugal), achava que ia estar no topo da lista de buscas por centro de treinamento, mas meio que ficou só com as "rebarbas" no fim - e possivelmente o forte calor seja o grande motivo. Ficarão por lá três seleções que se classificaram em março, na repescagem, e, portanto, tiveram poucas outras opções disponíveis: República Democrática do Congo, em Houston, e Suécia e Tchéquia, em Dallas. Além delas, a Arábia Saudita vai montar base na cidade de Austin. Os Estados Unidos, uma das sedes, ficarão em Irvine, ao sul de Los Angeles. Também na região, em Santa Bárbara, estarão a Áustria e o Catar. A Califórnia é o Estado que receberá mais seleções, sete no total: além das citadas, estarão a Austrália, em Oakland, o Paraguai também na região de San Francisco, e Nova Zelândia e Suíça em San Diego, no extremo sul do Estado. Continua após a publicidade A Flórida esperava ficar com Messi e acabou, pelo menos, com Cristiano Ronaldo. Possivelmente as tempestades, que atrapalharam jogos e geraram muitos cancelamentos de voos no último Mundial de Clubes, sejam a razão para poucas seleções terem escolhido a região. Portugal ficará em Palm Beach Gardens, uma hora ao norte do estádio de Miami. Os pequeninos estreantes Curaçao e Cabo Verde estarão em Boca Raton e Tampa, respectivamente. A Flórida ainda perdeu corridas para ter amistosos de seleções como Brasil e Espanha, mas pelo menos ficou com quatro jogos pré-Copa, sendo dois deles da Inglaterra - em Tampa, contra a Nova Zelândia, e em Orlando, contra a Costa Rica. O Brasil era um que a Flórida queria receber, mas, como se sabe há meses, ficará em Nova Jersey, nas proximidades do estádio que receberá a estreia (contra a Marrocos), a final da Copa e vizinho a Nova York. Outras seleções optaram por Nova Jersey: Marrocos e Haiti, rivais do grupo do Brasil, e Senegal. O estádio da Red Bull, hoje chamado Sports Illustrated, em Harrison, Nova Jersey, irá receber quatro amistosos pré-Copa, entre eles um interessante Marrocos x Noruega. Costa do Marfim, na Philadelphia, e França e Gana, em Boston, são países que também escolheram o nordeste dos EUA. Do outro lado, no noroeste, ficarão a Jordânia, em Portland, a Bélgica, em Seattle, e o Egito, em Spokane (no Estado de Washington). Outras 15 seleções não citadas aqui estarão espalhadas, principalmente pela costa leste americana, em lugares teoricamente menos quentes e mais distantes das grandes cidades. A Alemanha escolheu a Universidade Wake Forest, em Winston-Salem, o que chamou a atenção por não ser uma sede previamente oferecida pelos organizadores. Também na Carolina do Norte vão ficar a Noruega e a Escócia. A favorita Espanha estará em Chattanooga, no Tennessee, a duas horas de Atlanta - sede de uma das semifinais e cidade onde ficará o Uzbequistão. O Comitê Organizador anunciou orgulhosamente que 25 comunidades que não têm estádios na Copa irão ser impactadas pela presença de seleções nacionais. Além das várias citadas aqui, receberão países as cidades de Alexandria (perto da capital Washington, com a Croácia), Columbus (Ohio, Equador), Greenbrier (West Virginia, Iraque), Mesa (Arizona, Turquia), Nashville (Tennessee, Japão) e Sandy (Utah, Bósnia). Além disso, serão disputados 25 amistosos de seleções que estarão na Copa antes da abertura, com jogos em Utah, Nova Jersey, Califórnia, Carolina do Norte, Flórida, Illinois, Missouri, Ohio, Nova York, Texas e Alabama. No total, com toda a pulverização pela oferta e distâncias, entre bases e amistosos, serão 29 regiões dos três países-sede envolvidas com o Mundial (20 dos EUA, 5 do México e 4 do Canadá). As últimas duas Copas do Mundo foram torneios centralizados em Doha (Catar) e no eixo Moscou-São Petersburgo (Rússia). Na Copa de 2014, só 9 Estados brasileiros receberam centros de treinamento, e 15 das 32 seleções (quase a metade) optaram por algum CT no Estado de São Paulo. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Maquiadora morre após remodelação com PMMA em SP; médica usou 100 seringas Flamengo vence Cusco e pode garantir melhor campanha da Libertadores amanhã São Paulo vence 1ª com Dorival, espanta a crise e se classifica como líder Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 6 milhões; confira as dezenas Sob olhares de Neymar e Rodrygo, Gabigol conduz Santos aos playoffs da Sula