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Rivais e apaixonados: casal comemora dia 12 em clima de Clássico-Rei O assessor jurídico do Ministério Público do Ceará, Marcos Holanda, em entrevista exclusiva ao ge , revelou o que o órgão planeja para 2026 em relação ao combate à LGBTfobia nos estádios de futebol. O MP-CE quer adotar mesmo protocolo antirracismo. A conversa ocorreu nesta quinta-feira (18) no Centro Dragão do Mar, no 2º Festival Ceará da Diversidade. + Veja as notícias do esporte cearense - Algo muito importante que a gente quer que seja implementado em 2026 é o protocolo nos estádios. Para o jogo ser paralisado, porque hoje a gente já viu uma diminuição nos casos de racismo no estádio, pois os torcedores são identificados, são punidos, e quando eles são expostos e punidos, a própria sociedade e os próprios torcedores ajudam na identificação e exclusão dessa pessoa dos estádios . Então a gente quer que a mesma coisa seja feita em caso de homofobia, de LGBTfobia, que essa pessoa seja identificada, que o jogo pare para que isso aconteça. Para a gente poder mostrar para quem está assistindo que discriminação contra A, B ou C é grave da mesma forma - disse. + Meia Lucas Mugni tem proposta do Mirassol e vai deixar o Ceará + Dirigente do Fortaleza se despede de Tinga nas redes sociais e indica Coritiba como destino Marcos ressaltou ainda que o Ministério Público do Ceará trabalha no combate à LGBTfobia com medidas de prevenção e repressão. - A gente tem uma iniciativa de prevenção, conversar e estar sempre junto com as torcidas, pois elas são nosso maior elo junto às pessoas. Então a gente está sempre reunido com elas, reforçando a importância disso. Mas nós também acreditamos que isso tem que caminhar junto com a repressão quando acontece. Então a gente já está pegando algo que nós já fizemos com brigas, que é o enquadramento dos brigões no artigo 288 do Código Penal, que é associação criminosa . Isso permite que as punições sejam mais rígidas, que eles possam cumprir tempo presos. Então a gente já está com essas tratativas, junto aos tribunais, para ser enquadrado quando isso acontecer - finalizou. 1 de 2
Ministério Público do Ceará quer adotar protocolo de racismo no combate à LGBTfobia nos estádios — Foto: Jeny Souza/Secult Ceará Ministério Público do Ceará quer adotar protocolo de racismo no combate à LGBTfobia nos estádios — Foto: Jeny Souza/Secult Ceará Ambiente seguro para todas as pessoas Na ocasião, também estava presente a secretária executiva do Esporte, Rosângela Aguiar, que em conversa com o ge ressaltou a obrigação da Secretaria de Esportes enquanto gestão. - A gente tem a obrigação, como gestor, de fazer com que os nossos equipamentos públicos, como o Castelão, sejam um ambiente seguro para todas as pessoas. E, obviamente, quando a gente diz “seguro para todas as pessoas”, as populações mais vulnerabilizadas em questão de violência, como é a população LGBTQIAPN+, são um foco dessa discussão - contou. O 2º Festival Ceará da Diversidade, realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Diversidade (Sediv) e da Secretaria da Cultura (Secult), está acontecendo no Centro Dragão do Mar e segue até sábado (20). Criação do Protocolo pela Fifa A Fifa anunciou a criação do gesto os dois braços cruzados na altura dos punhos, com as mãos estendidas e os dedos esticados, como uma forma dos árbitros informarem ao público que o protocolo de três passos antirracista vai ter início. O protocolo de três passos funciona da seguinte maneira: O árbitro deve parar e pedir um anúncio (ao sistema de som e/ou telão) exigindo o fim do comportamento racista; Caso os atos continuem, o árbitro pode suspender a partida temporariamente, com a saída dos times de campo e um novo anúncio de advertência; Finalmente, se o comportamento ainda persistir, o árbitro pode determinar o fim da partida, com derrota do time associado aos atos racistas. 2 de 2
Ministério Público do Ceará quer adotar protocolo de racismo no combate à LGBTfobia nos estádios — Foto: Jeny Souza/Secult Ceará Ministério Público do Ceará quer adotar protocolo de racismo no combate à LGBTfobia nos estádios — Foto: Jeny Souza/Secult Ceará