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Análise dos Times

Ponte Preta

Principal

Motivo: Tom crítico: destaca gestão irregular, dívida de R$ 320 milhões, atrasos salariais e caos nos bastidores

Viés da Menção (Score: -0.6)

Motivo: Apenas citação do resultado da partida, sem tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como próximo adversário da Ponte

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado como parceiro que ajudou a derrubar transfer bans, tom levemente positivo

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Citação neutra do clube onde o atleta retornou

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

serie b botafogo-sp cuiaba cbf paulistao ponte preta diogo silva moises lucarelli marco antonio eberlin azuriz boavista fifa williams bahia jose henrique specie douglas marques copa parana luiz antonio alves torrano

Conteúdo Original

Ponte Preta perde pro Botafogo-SP e pode ser rebaixada na próxima rodada O lateral-direito Williams Bahia entrou com uma ação trabalhista contra a Ponte Preta cobrando R$ R$110.208,32 após deixar o clube sem sequer disputar uma partida oficial. Entre as reclamações, ele reivindica uma indenização por impossibilidade de exercício da atividade profissional. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história A reportagem do ge entrou em contato com a assessoria de imprensa da Ponte sobre o caso. A posição foi a seguinte: - A Ponte Preta reforça que esclarecimentos sobre o mérito da questão só poderão ser prestados após a regular ciência dos autos do processo na esfera judicial. No processo protocolado na Justiça do Trabalho de Campinas (3ª Vara), em 18 de setembro, o jogador alega que assinou um pré-contrato com a Macaca em 17 de julho deste ano para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, mas não conseguiu ser registrado na CBF por causa das punições que impediam o clube de inscrever novos atletas devido à grave crise financeira alvinegra. Eram três transfer bans (dois na Fifa e um na CNRD - Comissão Nacional de Resolução de Disputas), que posteriormente foram derrubados em parceria com a SAF do Boavista , mas quando Williams já tinha deixado o Majestoso. Segundo a ação, o vínculo teria duração até 30 de novembro de 2026. O atleta afirma que chegou a se apresentar ao clube, participou normalmente dos treinamentos com o elenco profissional e permaneceu à disposição da comissão técnica por mais de um mês enquanto aguardava a regularização da situação da Ponte Preta. 1 de 3 Williams Bahia durante passagem pelo Piauí, antes de chegar à Ponte — Foto: Aldo Carvalho/Piauí E.C. Williams Bahia durante passagem pelo Piauí, antes de chegar à Ponte — Foto: Aldo Carvalho/Piauí E.C. Sem a liberação para registro, porém, acabou liberado em 27 de agosto. No processo, o atleta sustenta que o pré-contrato firmado tem validade jurídica e gera obrigações para ambas as partes, reivindicando o pagamento de R$ 33,3 mil - valor referente ao período entre sua chegada ao clube e a saída. Outro ponto da ação está relacionado ao que os advogados chamam de "perda de oportunidade" ou "impossibilidade do exercício da atividade profissional". O jogador afirma que, ao permanecer aguardando a possibilidade de ser inscrito pela Ponte, acabou deixando de buscar outras opções profissionais durante a janela de transferências. Por essa razão, ele solicita indenização por "dano extrapatrimonial" de R$ 62,5 mil. A tese jurídica utilizada é conhecida no Direito como "perda de uma chance". Nesses casos, o pedido de indenização não se baseia necessariamente em um prejuízo já consumado, mas na perda de uma oportunidade concreta que poderia trazer benefício profissional ou financeiro. Caberá à Justiça avaliar se o atleta conseguiu demonstrar que havia uma possibilidade real de atuar por outra equipe e que essa oportunidade foi frustrada em razão da situação enfrentada na Ponte Preta. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google 2 de 3 CT da Ponte Preta no Jardim Eulina — Foto: Júlio Nascimento CT da Ponte Preta no Jardim Eulina — Foto: Júlio Nascimento Na petição, os representantes Williams Bahia afirmam que a impossibilidade de registro ocorreu exclusivamente por responsabilidade do clube, que continuou contratando reforços mesmo sem estar apto a inscrevê-los junto à CBF. Depois de deixar a Ponte, ele retornou ao Azuriz-PR, onde entrou duas vezes em campo pela Copa Paraná. Recentemente, outros dois jogadores que também nem estrearam pela Ponte processaram o clube. Nos casos do goleiro Douglas Marques e o zagueiro Diogo Silva, as ações, além de, somadas, cobrarem R$ 385 mil, pedem que o presidente Luiz Antônio Alves Torrano e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin respondam por eventuais dívidas reconhecidas pela Justiça, alegando gestão irregular e temerária em meio à crise sem fim que o clube atravessa. "Quase insolvência" Em entrevista recente, quando os associados rejeitaram a criação da SAF (Sociedade Anônima de Futebol), o diretor jurídico alvinegro, José Henrique Specie, citou que a Ponte vive "um cenário de quase insolvência". Associados da Ponte Preta rejeitam criação da SAF Segundo uma auditoria feita durante as conversas com um grupo de investidores para a criação da SAF (a proposta era de aproximadamente R$ 1 bilhão), a dívida total do clube gira em torno de R$ 320 milhões (sem considerar o débito relacionado ao IPTU, estimado em cerca de R$ 20 milhões), com um déficit mensal nas casas dos R$ 2,8 milhões. O último balanço do clube, relacionado a 2025, último ano da gestão de Marco Antonio Eberlin como presidente (hoje ele é vice de Luiz Alves Torrano e diretor de futebol), apresentou um déficit de R$ 33.575,770 no período. A falta de recursos tem causado atrasos salariais recorrentes desde 2025 entre jogadores, profissionais do departamento de futebol e também funcionários no geral. 3 de 3 Bandeira da Ponte no Moisés Lucarelli — Foto: Marcos Ribolli Bandeira da Ponte no Moisés Lucarelli — Foto: Marcos Ribolli Quando anunciaram a paralisação das atividades, em agosto (o protesto durou uma semana), os jogadores afirmaram que alguns estavam há cerca de seis meses sem receber. O ge apurou que, em casos específicos de profissionais do departamento de futebol, os atrasos já ultrapassaram um ano. Recentemente, a diretoria pagou um dos vários meses em aberto a atletas da base que integram o profissional - com salários menores - e parte de um mês a outros jogadores, mas a maioria não recebeu nada. Na semana passada, quando anunciou a entrega de cestas básicas a funcionários , o clube também disse que "os atrasos de salários de todos funcionários serão equacionados e colocados em ordem nos próximos dias". Em campo, a campanha na Série B é reflexo do caos nos bastidores, e o rebaixamento pode ser sacramentado com sete rodadas de antecedência já no próximo sábado, quando o time encara o Cuiabá, fora de casa. Será a segunda queda em 2026, uma vez que a Ponte já tinha caído no Paulistão.