🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: O artigo é centrado na figura do diretor de futebol do Flamengo e em suas declarações sobre o clube, com o autor defendendo a grandeza e competitividade do time.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O autor critica a tendência de Boto em comparar o Flamengo com clubes europeus, muitas vezes colocando os europeus em uma posição superior, o que é visto como uma desvalorização do Flamengo.

Viés da Menção (Score: -0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Benfica Xabi Alonso Dembélé Vinicius Júnior Philippe Coutinho Filipe Luís Roberto De Zerbi José Boto Shakhtar Donetsk João Vitor Upamecano Wesley PAOK Osijek Jadon Sancho Bojan Krkic Eboué

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Nas entrevistas, Boto fala em vender revelação e trata Fla como algo menor Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL 23/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O dirigente José Boto dá entrevista Imagem: Bruno Braz / UOL As entrevistas do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, têm sido frequentes. Vira e mexe reaparece o português em contato com jornalistas europeus. Durante o Mundial de Clubes da Fifa, no Qatar, a conversa foi com periodistas da Espanha. Após o certame, o papo foi com seus patrícios portugueses. Curiosamente o dirigente é apresentado por parte da mídia no exterior como alguém que "ganhou tudo". Para um desavisado pode parecer que o Flamengo não disputava títulos para valer antes dele, e agora o faz devido à sua chegada, no começo do ano. Ora, os rubro-negros figuram entre os favoritos por aqui há pelo menos sete temporadas. Só um desinformado atribuiria a um dirigente, há meses no clube, tal mérito, que é muito mais do técnico, não do cartola. Alexandre Borges Havaianas: paranoia de um lado e elitismo de outro Josias de Souza Se Viviane não fosse sua mulher, Moraes pediria PF Carlos Nobre Brasil se aproxima do colapso ambiental Joyce Pascowitch A estranha solidão dos bilionários: vidas sem paz? Há até quem publique coisas curiosas, como uma suposta disputa acirrada de clubes do "Velho Mundo" por Boto. Como se ele tivesse revolucionado um departamento de futebol. Algo no mínimo esquisito, já que nem os técnicos que brilham por aqui conseguem atrair tantas atenções. Um cartola o faria? Como assim? Parece fazer algum sentido? Não. A atração por entrevistas parece incontrolável. Em momentos de autêntico "sincericídio", coloca o Flamengo como se fosse menor do que clubes europeus claramente inferiores ao campeão da América. Casos de TODOS por onde passou. Ou alguém acha que o outrora poderoso (mas há décadas coadjuvante nos certames europeus) Benfica tem peso maior? Nem vale a pena falar em Shakhtar Donetsk, PAOK e Osijek (tens a mais vaga ideia de onde é?). Na entrevista ao Diário Á s, de Madri, foi perguntado a José Boto : "Será que Filipe Luís vai ser um treinador top? Vai ser difícil mantê-lo?" A resposta: "Já trabalhei com muitos treinadores novos e comparo-o ao (Roberto) De Zerbi, que tive no Shakhtar. Ele é incrivelmente dedicado. Trabalha incansavelmente a analisar os adversários e a sua própria equipa. Depois de mais um ano aqui, estará pronto para a Europa. (...) Além disso, mais um ano no Flamengo será muito bom para a sua carreira futura". Continua após a publicidade Note, a pergunta não foi especificamente sobre estar apto para o futebol europeu. A resposta, sim: "Depois de mais um ano aqui, estará pronto para a Europa (...) mais um ano no Flamengo será muito bom para a sua carreira futura". Fala sobre o mercado externo como se lá todos fossem maiores que o clube no qual trabalha. Quase como se o papel do Flamengo fosse preparar o treinador para um time da Europa. Uma incubadora?! Não é menor, óbvio, exceto no comparativo com os grandões, que são os raros integrantes de uma elite técnico-financeira. Os Bayern, Real Madrid, Barcelona e os Manchesters da vida, entre outros poucos. É aceitável que tenha tal pensamento sobre o futuro Filipe Luís. E absurdo que fale, pela posição que ocupa no time de maior torcida na América do Sul, campeão continental, nacional, estadual etc. O Flamengo fatura mais, tem mais time, torcida e é mais competitivo do que a imensa maioria dos europeus. Mesmo com o euro a R$ 6,58. Mas não é só. Boto foi ao podcast "No Princípio era a Bola" , em seu país de origem. Novas pérolas foram ouvidas na entrevista à dupla Tomás da Cunha e Rui Malheiro. Continua após a publicidade "Tu tens que te adaptar quando estás num contexto em que vê que não vai funcionar", disse sobre a política de contratações o dirigente. Adiante, Boto faz referência a João Vitor, de 18 anos, como um jogador que o clube teria de vender pela suposta impossibilidade de ser aproveitado. Tudo devido às críticas após más atuações quando escalado na reta final de 2025. "Mataram o miúdo. Que é um miúdo com potencial (...). Vai ser um zagueiro top na Europa nos próximos cinco ou seis anos (...). Vai ser muito difícil aquele miúdo jogar ali com um nível de confiança que aquela idade precisa (...). Em seguida, diz que o caminho é vender o jovem que ele mesmo prevê como alguém de muito futuro pela frente e contratar outro zagueiro. Mas é assim, a torcida critica e a saída é negociar? O mais incrível é o tom. Como se algo que ocorre na Europa, inclusive, fosse exclusividade brasileira. Lá, até nomes consagrados sofrem. Basta ver a pressão sobre Jorge Jesus quando voltou ao Benfica em 2020. E vejam como Xabi Alonso tem sido criticado no Real Madrid. Jogadores caros e famosos já sucumbiram por mau desempenho, casos de Philippe Coutinho e Dembélé no Barcelona; e Jadon Sancho no Manchester United. Além de pratas da casa, como Bojan Krkic, o "novo Messi", também no Barça. Continua após a publicidade Já Eboue, no Arsenal, foi alvo dos telefonemas de torcedores para o clube, criticando-o, depois de má partida diante do Wigan. Upamecano, do Bayern, sofreu ataques racistas após atuação ruim frente ao Manchester City. Nem é preciso detalhar o que Vinicius Júnior enfrenta. Mas o diretor fala sobre a pressão que há no Brasil como se só aqui ela existisse, e na Europa jovens não fossem criticados quando mal em campo. Como se no Flamengo um garoto não pudesse dar a volta por cima, algo que Wesley fez recentemente. E mais: quando se refere assim a João Vitor, praticamente anuncia ao mercado internacional que existe um ótimo e promissor zagueiro no Flamengo colocado numa prateleira de "vende-se". Alguém acha que isso o valoriza? Que estratégia é essa? E ainda. Não caberia ao diretor de futebol, com o técnico, dar suporte ao jovem jogador? Fazer com que ele possa ser novamente aproveitado, mais preparado, de maneira que corresponda às expectativas? Se é tão bom, por que vender pensando apenas em lucro futuro quando também pode dar retorno técnico? Aguardemos novas entrevistas de José Boto. Seria interessante se alguém fizesse a ele uma pergunta nesse sentido, sobre sua capacidade, ou não, de superar os obstáculos existentes no maior clube no qual já trabalhou. Afinal, ele foi contratado também para isso. De que adianta um profissional à frente do futebol, alguém que veio de longe, se na hora da dificuldade prefere se adaptar ao que de errado há anos ocorre? Ora, pois. Siga Mauro Cezar no X Continua após a publicidade Siga Mauro Cezar no Instagram Siga Mauro Cezar no Facebook Inscreva-se no Canal Mauro Cezar no YouTube Siga Mauro Cezar no Threads Siga Mauro Cezar no BlueSky Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mauro Cezar Pereira por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora SP tem máxima acima de 30ºC e pode ter recorde na véspera do Natal; veja quando calor dá trégua Sem filhos nem celular: o que Moraes determinou na internação de Bolsonaro Lyon anuncia chegada do brasileiro Endrick: 'Natal no dia 23 de dezembro' Governo Lula divulga que terceirizados do Planalto terão escala 5x2 Flamengo atinge R$ 2 bilhões em receitas após 2025 de quatro títulos