🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Sao Paulo

Principal

Motivo: A matéria foca em um esquema envolvendo diretores do clube, apresentando acusações de conduta antiética e ilegal que prejudicam a imagem do São Paulo.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Palavras-Chave

Entidades Principais

sao paulo morumbis julio casares shakira douglas schwartzmann mara casares marcio carlomagno adriana prado

Conteúdo Original

Áudio revela esquema de diretores do São Paulo para venda ilegal de camarote Um áudio obtido pelo ge revelou esquema de comercialização clandestina de camarote do Morumbis em dias de shows, com envolvimento de Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo , e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e atual diretora feminina, cultural e de eventos. Na gravação, Schwartzmann admite que ele e outras pessoas ganharam dinheiro. Na manhã desta segunda-feira, os dois pediram licença dos seus cargos, e o clube afirmou que "realizará a devida apuração dos fatos. E com base nessa análise, adotará as medidas que se mostrarem necessárias". Na conversa, o diretor da base afirma também que Mara Casares recebeu do superintendente Marcio Carlomagno o camarote e comercializou ingressos do show da Shakira, em fevereiro deste ano. Carlomagno é braço direito de Julio Casares e principal nome da situação para eleição de 2026. O camarote que motivou a gravação e um processo judicial ao qual o ge teve acesso foi o 3A, no setor leste do estádio. Em documentos internos do clube, esse espaço consta como "sala presidência". O local fica em frente ao escritório de Julio Casares e é utilizado para reuniões e até entrevistas. Mais do São Paulo : + Tricolor fica perto de contratar Danielzinho, do Mirassol + Botafogo e São Paulo podem fazer troca; veja detalhes 1 de 5 Camarote "3A" do Morumbis — Foto: ge Camarote "3A" do Morumbis — Foto: ge O esquema O direito ao uso do camarote, segundo o áudio, foi repassado pelos dirigentes a Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária no esquema e a terceira pessoa que aparece na conversa. Era ela a responsável pela exploração do espaço e vendeu ingressos, que chegaram a custar até R$ 2,1 mil cada na apresentação da cantora colombiana. Apenas com o camarote 3A, o faturamento seria de R$ 132 mil. Adriana, porém, se transformou em um problema para Mara e Douglas nos meses seguintes. No dia 10 de junho, a empresa dela, The Guardians Entretenimento Ltda., entrou com uma ação na 3ª Vara Cível de São Paulo contra Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda. No processo, Adriana diz que Carolina pegou de suas mãos sem autorização um envelope com os 60 ingressos do camarote 3A do Morumbis, no dia 13 de fevereiro, data da apresentação de Shakira. Carolina alega que foi enganada, é vítima e que teve prejuízos, além de estar sendo caluniada por Adriana. De acordo com Adriana, os ingressos tinham sido comprados pela empresa de Carolina por R$ 132 mil, mas apenas R$ 100 mil foram pagos. Por isso, ela alega que não quis entregar o envelope no dia do show, nos corredores do estádio. Bruno Giufrida explica esquema de venda clandestina de camarote do Morumbis Adriana registrou um Boletim de Ocorrência na 34ª Delegacia de Polícia de São Paulo . Com a Justiça envolvida na história, Douglas e Mara passaram a pressioná-la para retirar a ação antes que o caso fosse descoberto. – Você nunca soube que aquilo era feito de forma clandestina? A palavra é essa. Ou você não sabia? Você sabia ou não? – questionou Douglas Schwartzmann, durante a conversa por telefone com Adriana. – Nós três sabemos como foi feito. Você não é boba, nem eu nem ninguém. Isso foi feito de forma indevida. De forma não normal. Não é normal. Foi feito um favor. E você está gastando um favor, queimando as pessoas que te ajudaram. O erro seu lá atrás deu um prejuízo, acabou. Não tem recuperação, querida. Não tem. Todo mundo perdeu ali. Agora, você quer prejudicar a Mara e o Marcio? É isso? – reforçou Douglas. 2 de 5 Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net Em outros momentos da ligação, Douglas Schwartzmann admite que Marcio Carlomagno estava ciente de tudo o que acontecia e se preocupa com o que pode acontecer com o superintendente. – Eu não tenho camarote lá. Veio de quem? O que vai acontecer: a Mara vai ter que se explicar. Como é que faz no clube a hora que souber que ela te deu um camarote para explorar? Você vai acabar com a vida da Mara dentro do clube. E do Julio, porque ela é (ex) mulher do Julio. – E o Marcio vai ser mandado embora, porque foi ele quem concedeu o camarote para ela (Mara). Eu não tenho nada com isso, não tenho meu nome em nada. Não peguei camarote nenhum, não tenho nenhum documento lá. Agora, a Mara tem e o Marcio também. Quer prejudicar a Mara e o Marcio? Só queria entender o que você quer fazer com isso. 3 de 5 Mara Casares, diretora do São Paulo — Foto: Reprodução / Instagram Mara Casares, diretora do São Paulo — Foto: Reprodução / Instagram Mais adiante, Douglas volta a citar Marcio Carlomagno: – O Márcio Carlomagno, CEO, me perguntou: “já encerrou o processo? O que nós vamos fazer? Eu vou ter que envolver o nome de todo mundo aqui, vou ter que declarar a verdade”. Acabou de me mandar. Eu falei: “não, fica tranquilo que a Mara está conversando com a Adriana, e ela vai retirar o processo”. Acabei de escrever. Aí você faz o que você quiser, eu não posso fazer mais nada. Eu não tenho como me envolver nisso. Douglas insiste para que Adriana entenda que o esquema será descoberto por causa do processo contra a empresa de Carolina. – Eu vou explicar de novo: você comprou ingresso para vender para quem e de onde? Do camarote “X”. Como é que você tinha esse camarote para vender? Porque ela (Carolina) vai falar que comprou do camarote tal, vai mostrar o contrato. É tudo fictício, querida! Você acha que vai ganhar o quê? Aquilo tudo é uma ficção. Você vai foder com a vida da Mara, e o São Paulo vai ter que declarar que aquele camarote não era comercializado, que foi clandestino e que foi feito tudo de forma errada. Você vai perder e ainda vai foder com a vida dela. Na ligação sobre o processo por causa do camarote do show da Shakira, o diretor adjunto de futebol de base do Tricolor sugere diversas vezes que Adriana ligue para o advogado dela para encerrar a briga judicial. No processo, ela é representada por Karoline Moraes. – Seu advogado sabe que é tudo clandestino? Quer que eu explique para ele como você obteve esse negócio? Você quer que eu ligue para o seu advogado e explique que você não tinha direito de comercializar aquilo? Porque você sabe que não tinha. Eu, você e a Mara sabemos. Adriana, então, responde: – O que eu sei é que vocês me dão um camarote e eu posso passar para algumas empresas, alguns patrocinadores. 4 de 5 A entrada do camarote "3A" do Morumbis — Foto: ge A entrada do camarote "3A" do Morumbis — Foto: ge Em outro momento da ligação, Douglas assume que "ganhou" com o repasse de camarotes. No áudio, porém, apenas o espaço no show da Shakira é discutido entre o trio. – E vou repetir uma coisa. Você é uma pessoa que a Mara confiou. Eu só entrei nisso porque a Mara me garantiu que você era de total confiança. Desde o primeiro dia que eu te falava isso. Não podemos fazer coisa errada aqui. Então, teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou. Mas foi feito tudo na confiança. Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem. A preocupação principal de Mara Casares é com sua reputação no São Paulo . Ela dá a entender que conhece Adriana há bastante tempo: – Se você puder fazer esse favor, eu vou agradecer bastante, e a gente dá continuidade na nossa vida da forma que sempre foi, com uma relação de confiança, com respeito, porque foi o que eu fiz a vida toda com você. Não quero mudar esse percurso da nossa amizade que a gente construiu. Eu preciso da sua ajuda. Nunca pedi nada para você, e agora estou precisando muito mesmo da sua ajuda. Isso interfere em uma série de coisas, não é uma coisinha simples. Veja como é o camarote 3A do Morumbis Postulante à presidência nos últimos anos, a diretora admite que tem aspirações maiores e que será prejudicada se o processo chegar a ela. Por enquanto, não houve nenhuma citação aos diretores do Tricolor na Justiça. – Adriana, posso falar? Vou pedir e já pedi hoje encarecidamente. Retire esse processo, por favor. A única prejudicada serei eu. E mais, serei eu, esse processo dará tanta volta, tanta volta, serão anos e anos, eu estarei fodida e você não vai ter recebido. Essa vagabunda com quem você tratou foi vagabunda, só que o que adianta eu falar que ela foi vagabunda? Que isso e aquilo? Para a gente ter futuro, a gente precisa limpar o presente. – Eu estou percorrendo dentro do São Paulo um caminho profissional de futuro para assumir coisas grandes. E eu vou ser prejudicada. Só isso. Eu falei isso para vocês sempre. Não podemos ter problema. Não podemos ter problema. Eu sempre te falei isso – disse Mara. A ligação foi gravada antes da sequência de shows no Morumbis de setembro a novembro. Douglas, inclusive, alerta para a possibilidade de a “parceria” deles acabar antes das exibições de Imagine Dragons, Dua Lipa, Linkin Park e Oasis. – O que eu falei é que nós fizemos um negócio fora do padrão para te ajudar, ajudar a Mara e a mim. É a única verdade desta história. E agora o que você está fazendo? Prejudicando todo mundo. Eu não falei nada, ao contrário. A gente estava tentando resolver, porque tem cinco ou seis shows em novembro, se não me engano, agosto – alertou Douglas. + Leia mais notícias do São Paulo 5 de 5 Márcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo — Foto: Divulgação Márcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo — Foto: Divulgação Em uma das tantas tentativas de encerrar o processo, o diretor adjunto de futebol de base do São Paulo alerta para a possibilidade de Mara ser prejudicada e pergunta se é isso que Adriana quer. – É uma decisão sua, Adriana. É isso que a Mara quer saber. Se você vai foder ela ou se você vai ajudar. Só isso – disse Douglas. – Não pretendo ferrar ninguém – rebateu Adriana. – Ela não ouviu de você até agora: “Mara, vai ficar em casa sossegada, vai trabalhar, cuidar da sua vida, que eu vou encerrar o processo”. Se você não consegue responder isso, a gente já entende o que vai acontecer. Não tem meia conversa nisso, não temos que enrolar as pessoas, Adriana. – Não dá para ficar enrolando, não é assim que a gente trata as coisas. A gente tem que ser direto. Mara, não vou retirar. Mara, vou retirar, sou sua amiga, você me ajudou e não vou te foder. É só isso que você tem que responder para ela ou ser honesta: “não vou retirar, foda-se você” – disse Douglas. Preocupado com a possibilidade de Mara ser atingida pelos processos, Douglas aconselha a ex-esposa de Julio Casares: – Mara, vou te dar um conselho, com todo respeito. Se não sair esse processo, você vai ter que testemunhar contra a Adriana. Você vai falar que não teve participação, que você nunca deu nada, que você foi lesada. Que nem sabia disso. Vai ter que ficar do lado da outra lá. Durante a conversa, Adriana, Mara e Douglas não deixam claro há quanto tempo faziam negócio nem quantos camarotes foram negociados no período. 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 Veja como é o acesso pelo camarote 3A ao gramado do Morumbis O que dizem os citados O São Paulo , em nota enviada à reportagem, confirma que o camarote 3A é de responsabilidade do clube, mas afirma que no dia 13 de fevereiro, data da apresentação de Shakira no Morumbis, ele estava reservado à diretoria feminina, cultural e de eventos, de responsabilidade de Mara Casares. Veja abaixo: O camarote 3A é do São Paulo Futebol Clube. O São Paulo Futebol Clube faz uso comercial e institucional deste espaço. Vale destacar que esse camarote tem visão comprometida a depender da montagem do palco, razão pela qual nem sempre ele é utilizado. Neste show, o São Paulo Futebol Clube havia destinado o espaço para o uso da diretoria feminina cultural e de eventos, que iria realizar ações de hospitalidade de seus parceiros. O São Paulo Futebol Clube desconhece o teor e as circunstâncias do áudio controverso. Não tem conhecimento sobre um eventual uso não adequado das dependências de seu camarote. Os ingressos destinados ao espaço foram comprados diretamente pelo usuário do camarote junto à produtora do evento, seguindo o procedimento formal e legítimo exigido para estas ocasiões. Depois da publicação da reportagem, o São Paulo enviou uma nova nota: O São Paulo Futebol Clube, como enviado antes da publicação da matéria, desconhecia qualquer áudio e refuta a existência de um esquema ilegal de uso de camarote e venda de ingressos. Questionada sobre o caso pelo ge , Mara Casares enviou uma declaração na qual confirma que o camarote em questão foi cedido para a intermediária Adriana. A dirigente, porém, nega que tenha se beneficiado financeiramente disso: A Sra. Adriana Prado se trata de pessoa que há algum tempo estabeleceu parceria comercial com a diretoria feminina cultural e de eventos do SPFC. A recorrência de ações realizadas estreitou a relação entre as partes e abriu possibilidade para a cessão de um camarote pontual para o show da cantora Shakira, em fevereiro. Em razão da proximidade do evento e ausência do tempo hábil para completa implementação das burocracias internas, eu me fiei na relação de confiança previamente estabelecida e solicitei a permissão para que o camarote fosse utilizado, desde que houvesse a legítima aquisição dos ingressos diretamente com a produtora do evento, o que foi feito diretamente pela sra. Adriana. Ocorreu que, sem autorização, quebrando a relação de confiança que havia possibilitado a cessão do camarote, a sra. Adriana repassou o uso do camarote para terceira pessoa que representava uma importante marca do mercado. Nesta relação, houve intercorrências que geraram conflitos entre a sra. Adriana e o terceiro. O São Paulo só tomou conhecimento desse conflito no dia do show, momento em que interveio para mitigar os potenciais prejuízos de terceiros e do público que, potencialmente pudessem ficar sem acesso ao evento. Algum tempo depois, tomei conhecimento que o conflito desencadeou em ações judiciais entre as duas partes – Adriana e terceiro. Por conta da relação com a sra. Adriana até então, tomei a frente para tentar uma resolução do caso. Minha intenção era evitar que tal conflito pudesse envolver o nome do São Paulo negativamente. Por minha iniciativa, chamei o sr. Douglas, com quem tenho relação pessoal próxima e não tinha envolvimento nenhum neste caso, para me apoiar nesse contato com a sra. Adriana. Admito, no entanto, que tal conversa entre nós possa ter sido em tom elevado, mas quero deixar claro que nem eu, nem o sr Douglas recebemos quaisquer tipos de vantagens, sejam financeiras ou de favorecimentos de outras naturezas em nenhum momento antes, durante ou depois de todo o desdobramento deste caso. Citado na gravação, o superintendente Marcio Carlomagno enviou um pronunciamento na manhã desta segunda-feira. Tomei conhecimento do áudio por meio da reportagem, sendo surpreendido pelo uso do meu nome sem o meu conhecimento e de forma totalmente fora da realidade dos fatos. Refuto a afirmação de que o camarote tenha sido utilizado de forma clandestina. O espaço em questão foi cedido pontualmente ao departamento feminino cultural e de eventos. Douglas Schwartzmann se manifestou na tarde desta segunda-feira. Diante das matérias divulgadas envolvendo meu nome, considero necessário prestar esclarecimentos pessoais, de forma serena e responsável, em respeito ao São Paulo Futebol Clube, aos torcedores e à opinião pública. Não tive, em nenhum momento, qualquer participação em venda, negociação ou comercialização de camarotes ou ingressos de eventos realizados no Estádio do Morumbi. Nunca exerci função ligada à gestão ou locação desses espaços e jamais recebi qualquer valor, benefício ou vantagem relacionada ao SPFC. Fui procurado apenas após uma situação já existente, com o único objetivo de tentar ajudar a evitar que um problema entre particulares gerasse desgaste indevido ao São Paulo Futebol Clube. Minha atuação foi pontual, pessoal e sem qualquer caráter comercial, sempre com a intenção de preservar a instituição. O desconforto ocorrido decorreu exclusivamente da forma como me manifestei em uma conversa privada, ao utilizar um exemplo da minha experiência como empresário, no sentido de que atividades envolvem riscos e resultados distintos ao longo do tempo. Essas falas não refletem a realidade dos fatos, tampouco significam, em hipótese alguma, que eu tivesse qualquer ganho ou envolvimento com camarotes ou eventos. Reforço que só tive contato com essa situação após todos os fatos já estarem consumados e que os próprios áudios, quando analisados em sua íntegra, deixam claro que não possuo qualquer envolvimento com o problema, afastando a existência de conduta irregular de minha parte. Minha trajetória no São Paulo Futebol Clube sempre foi pautada pelo trabalho, pela responsabilidade e por resultados objetivos. Sob minha gestão, oito atletas foram promovidos ao elenco profissional, contribuindo de forma relevante para o equilíbrio financeiro do clube. Em menos de um ano, conquistamos a Copa do Brasil Sub-20, em 2024 em 2025 campeões da copa São Paulo e fomos vice-campeões do Campeonato Paulista Sub-20, vice-campeões da Copa do Brasil Sub-17 e vice-campeões do Campeonato Paulista Sub-17, com participação em diversas finais, reflexo de um trabalho coletivo, sério e comprometido. Sigo confiante de que, mantida a estabilidade, temos grandes chances de continuar colhendo frutos, inclusive na próxima edição da Copa São Paulo . Por responsabilidade e respeito ao São Paulo Futebol Clube, optei por me afastar temporariamente das funções que exerço apenas para permitir que a apuração transcorra com tranquilidade. Tenho a consciência absolutamente tranquila e, se chamado, prestarei todos os esclarecimentos necessários, com total transparência, aguardando a luz da verdade. Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda, processada pela intermediária Adriana, da The Guardians Entretenimento Ltda, disse que sua empresa não tinha conhecimento que o camarote fazia parte de um esquema e não deveria ser comercializado. Ela alega ter sido enganada. A empresária ainda garantiu ter provas de que cumpriu com o combinado com Adriana e efetuou o pagamento de acordo com o que estava previsto, além de garantir que Adriana não entregou tudo o que havia sido combinado entre elas. Rita de Cassia Adriana Prado também foi procurada, mas não respondeu aos contatos do ge até o fechamento da matéria. O texto será atualizado se ela enviar alguma resposta. O que diz o estatuto do São Paulo O Artigo 34 do Estatuto Social do São Paulo prevê penalidades para sócios do clube que cometerem infrações. As punições possíveis são advertência, suspensão, indenização, perda de mandato, inelegibilidade temporária e eliminação. A gravidade da conduta é o que vai definir a punição. O item Q do Artigo 10 do Regimento Interno do clube diz que "causar dano à imagem do SPFC, em qualquer condição ou no exercício de qualquer cargo pertencente aos poderes do SPFC" é passível de suspensão de 90 a 270 dias. A penalidade pode aumentar em um terço se o associado ocupar algum dos poderes do Tricolor. O que diz o Código Penal brasileiro Advogados consultados pelo ge entendem que o caso se enquadra em estelionato, no Artigo 171 do Código Penal, que fala em "obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento". A pena é reclusão de um a cinco anos e multa, mas pode ser mais branda em casos de réu primário. Quem é quem na história Mara Suely Soares de Melo Casares Conselheira e Diretora Feminina, Cultural e Eventos; Teve 936 votos para o Conselho Deliberativo em 2023, um recorde no clube; Já foi diretora do futebol feminino; É ex-esposa do presidente Julio Casares, com quem tem dois filhos. Douglas Eleutério Schwartzmann Conselheiro e diretor‑adjunto da base do São Paulo ; É sócio-gerente da DDS Consultoria, segundo perfil no Linkedin; Foi diretor de comunicação do São Paulo em 2014. Ocupou também o cargo de vice-presidente de Marketing e Comunicação em 2015; Depois, ocupou a função de secretário-geral até pedir afastamento em 2021 diante da investigação do Ministério Público por suposto crime de fraude e lavagem de dinheiro na gestão de Carlos Miguel Aidar, sendo absolvido pela Justiça junto dos outros envolvidos, em 2022. Marcio Carlomagno Superintendente geral do São Paulo ; Suplente no Conselho Deliberativo em 2014, na eleição que colocou Carlos Miguel Aidar na presidência, Carlomagno já foi administrador do estádio, diretor de planejamento e desenvolvimento e assessor da presidência nas gestões de Carlos Miguel Aidar, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e Julio Casares. Nos últimos meses, ganhou mais espaço à mesa com o presidente. Passou a ter voz também no departamento de futebol e venceu uma queda de braço com o ex-diretor de futebol Carlos Belmonte, que entregou o cargo depois da goleada por 6 a 0 para o Fluminense, no Campeonato Brasileiro. Tem participado ativamente do planejamento para a próxima temporada. Rita de Cassia Adriana Prado (a Adriana na gravação) Era quem, segundo a gravação obtida pelo ge , recebia de Mara Casares e Douglas Schwartzmann a possibilidade de buscar empresas para explorar camarotes no Morumbis. No processo que ainda corre na Justiça, ela alega que foi furtada e perdeu 60 ingressos do show da Shakira nos corredores do estádio. Foi o que originou a ligação gravada. *Colaboraram João Pedro Brandão, Marcelo Braga e Vitor Chicarolli. + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos