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Goleiro Gabriel é reapresentado no Paysandu A decisão do Governo do Estado, em parceria com a mineradora Vale, de investir nos centros de treinamento exclusivamente para Remo e Paysandu , na região metropolitana de Belém, segue gerando reação no futebol paraense. Além do Águia de Marabá, outras equipes paraenses, como Castanhal, Cametá, Bragantino e Tuna Luso divulgaram notas oficiais criticando a concentração dos investimentos e defendendo uma política esportiva justa. 1 de 3
Castanhal emite nota em tom de crítica ao apoio do governo e de uma mineradora aos CTs de Remo e Paysandu — Foto: Castanhal Castanhal emite nota em tom de crítica ao apoio do governo e de uma mineradora aos CTs de Remo e Paysandu — Foto: Castanhal Os clubes reconhecem a importância do fortalecimento da infraestrutura esportiva e destacam o papel do futebol como ferramenta de transformação social, formação de atletas e desenvolvimento da cidadania. No entanto, avaliam que a decisão amplia desigualdades ao ignorar outras equipes. Veja mais + Presidente do Paysandu explica investimento no CT com apoio institucional O Águia de Marabá foi o primeiro a se manifestar, classificando a exclusão como injusta, especialmente por ocupar a 67ª posição no Ranking Nacional de Clubes da CBF e ser apontado como a terceira força do futebol paraense. O Azulão destacou ainda sua localização estratégica no estado, região onde se concentram as maiores operações da Vale. 📲 Acesse o canal do ge Pará no WhatsApp Na mesma linha, o Castanhal afirmou que o futebol paraense não se resume aos clubes da capital e ressaltou a importância das equipes do interior na inclusão social, na formação de atletas e na geração de oportunidades fora do eixo metropolitano. O Japiim defendeu critérios baseados em equidade regional, mérito esportivo e impacto social. Já o Cametá lembrou que cerca de 75% dos clubes que disputam o Campeonato Paraense são do interior e ressaltou que representa não apenas o município de Cametá, mas toda a região do Baixo Tocantins, composta por 11 municípios e aproximadamente 800 mil habitantes. Para o Mapará, o crescimento do futebol estadual passa pela valorização equilibrada entre capital e interior. 2 de 3
Bragantino é um dos clubes que criticaram os investimentos aos CTs de Remo e Paysandu — Foto: Bragantino Bragantino é um dos clubes que criticaram os investimentos aos CTs de Remo e Paysandu — Foto: Bragantino O Bragantino classificou a exclusão como ainda mais injusta no seu caso, destacando que possui terreno próprio disponível para a construção de um centro de treinamento. Segundo o clube, a estrutura beneficiaria diretamente atletas profissionais, categorias de base e a comunidade local, fortalecendo o esporte e reduzindo desigualdades regionais. 3 de 3
A Tuna está entre os clubes que reagiram ao apoio do Governo do Estado e da Vale na construção dos CTs de Remo e Paysandu — Foto: Tuna A Tuna está entre os clubes que reagiram ao apoio do Governo do Estado e da Vale na construção dos CTs de Remo e Paysandu — Foto: Tuna A Tuna Luso Brasileira também se posicionou publicamente, ressaltando sua trajetória histórica no futebol paraense e nacional, além do papel fundamental na formação de atletas e profissionais do esporte. A Águia Guerreira defendeu que políticas públicas e parcerias privadas devem reconhecer o impacto social e esportivo de clubes tradicionais do interior e fora do eixo metropolitano.