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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Guarani vence o Derby com garra, ousadia e deixa a Ponte pronta para cair Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 31/01/2026 18h58 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Hebert, do Guarani, comemora gol contra a Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista Imagem: ANDERSON LIRA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO Essa tarde assisti a uma partida que sempre adorei, pela importância, pela rivalidade, mas principalmente pelos grandes times que esses clubes já tiveram. Obviamente, estou falando de Guarani x Ponte Preta, no Brinco de Ouro da Princesa, na cidade de Campinas. Os tempos são outros, e as equipes estão anos-luz atrás em relação ao talento dos jogadores que já vestiram essas camisas. Simone Freire A justificativa para o fim das cotas Casagrande Guarani vence e deixa a Ponte pronta para cair Sakamoto Papudinha vira QG eleitoral e implode farsa da 'tortura' Joildo Santos Por que regularizar favelas interessa a todos Eu considero o Derby de Campinas um dos mais charmosos, importantes e com mais rivalidade do Brasil. Assista a todos os jogos do Paulistão 2026 na HBO Max. Assine pelo UOL Play a partir de R$ 22,90/mês. Antes de falar sobre esse jogo pelo Campeonato Paulista de 2026, quero lembrar duas escalações desses times que ficaram para a história do futebol brasileiro. O Guarani, campeão brasileiro de 1978, dirigido pelo saudoso Carlos Alberto Silva, foi dos melhores times que vi jogar: Neneca, Mauro, Gomes, Édson e Miranda, Zé Carlos, Renato e Zenon, Capitão, Careca e Bozó. Já a Ponte Preta de que eu mais gostei, também de 1978, e que não devia nada para o rival, era dirigida pelo também saudoso Zé Duarte: Carlos, Jair Picerni, Oscar, Polozzi e Odirlei, Vanderley, Marco Aurélio e Dicá, Lúcio, Dario (Dada Maravilha) e Tuta. Continua após a publicidade Duas escalações incríveis, que jogavam ofensivamente, com muita técnica, agressividade e intensidade, já naquela época. Só para mostrar a importância desse clássico: já foi jogado no Pacaembu pelo Campeonato Paulista em 1979, sendo a única vez que esse Derby foi jogado fora da cidade de Campinas. Esse jogo foi vencido por 2 x 0 pelo Guarani, com gols de Careca e Zenon. O clássico deste sábado (31) é muito mais disputado na luta, na força de vontade, sem muita técnica, mas com a mesma rivalidade de sempre. A realidade dos clubes é completamente outra em comparação ao ano de 1978, porque os dois passam por forte crise financeira e técnica. O Guarani está bem no Paulista, mas disputa a Série C do Campeonato Brasileiro, enquanto a Ponte Preta está no sufoco, na última colocação no Paulista, mas foi campeã da Série C em 2025 e jogará na Série B esse ano. Continua após a publicidade Um primeiro tempo superdisputado, com uma grande intensidade de jogo e muito rápido. Foi um lá e cá constante, mas com uma vantagem para a Ponte Preta, porque ficou com um jogador a mais quando, num contra-ataque muito rápido, o atacante Diego Tavares saiu na cara do gol, mas sofreu uma falta violenta do goleiro Caíque, que foi expulso de cara. A falta foi na meia-lua da grande área, que foi bem batida, com muita força, mas o goleiro que entrou, Matheus Claus, fez uma ótima defesa. Mas, na hora, pensei: "Se fosse o Dicá, a bola iria na gaveta, sem chance para o goleiro". Detalhe da jogada: O contra-ataque aconteceu por um erro de arbitragem, porque deveria ter sido escanteio para o Guarani, mas o árbitro deu tiro de meta, que foi batido rápido e criou a jogada da expulsão do goleiro Caíque. Depois disso, o Marcelo Fernandes, técnico da Ponte Preta, mexeu rápido no time, tirando um jogador mais marcador, Gustavo Telles, e colocou o Elvis, um jogador mais técnico e criativo, e que quase foi para o rival. Continua após a publicidade Daí em diante, a Ponte deu um sufoco enorme, criando diversas jogadas de finalização que fizeram do goleiro Matheus Claus, do Guarani, o melhor jogador desse primeiro tempo. Poucas vezes o Guarani conseguiu chegar a criar algum susto para a Ponte, que conta com a experiência do zagueiro David Braz. No segundo tempo, em boa parte do tempo, o Guarani, mesmo com um a menos, dominou o jogo, criando as chances mais perigosas, forçando o goleiro Diogo Silva, da Ponte, a fazer umas defesas difíceis. Até que chegou aos acréscimos, e o Guarani achou um espaço e fez uma bela jogada com o Hebert, que entrou saindo na cara do gol e, com sutileza, deu um tapa na saída do goleiro Diogo Silva, marcando o gol de uma vitória heroica, com muita personalidade, pela dificuldade por ter jogado com um jogador a menos desde os 20 minutos do primeiro tempo. Uma grande vitória, com uma colaboração enorme do goleiro Matheus Claus, que entrou no lugar do expulso Caíque e pegou tudo no momento em que a Ponte Preta cresceu, dominou, pressionou, mas parou nas mãos do Matheus. Que vitória sensacional do Guarani, pelo espírito de luta, garra, dedicação, coragem e ousadia, coisas que faltaram para a Ponte Preta. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Transmissão ao vivo de São Paulo x Santos pelo Paulista: veja onde assistir Guarani supera expulsão de goleiro após lambança, vence com gol no fim e afunda Ponte Rubio e Vieira conversam para alinhar foco de novo encontro de Trump e Lula Juliano bate boca com Jonas no BBB: 'Rostinho bonitinho e testosterona' Gilmar manda PF investigar espionagem contra secretário de João Campos