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Futebol São Paulo: Justiça concede liminar à FGoal e atrasa troca no MorumBIS Pedro Lopes e Gabriel Sá Colunista do UOL e colaboração para o UOL 18/03/2026 11h08 Deixe seu comentário Vista aérea do Morumbis, em São Paulo Imagem: Marlon Costa/AGIF A disputa judicial entre o São Paulo e a empresa responsável pela operação de alimentos e bebidas no MorumBIS ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (17). A FGoal Eventos e Marketing, contratada durante a gestão do ex-presidente Julio Casares, obteve uma liminar na Justiça que impede, por ora, que o clube retire as estruturas instaladas pela companhia no estádio, movimento que estava em andamento diante do acordo firmado pelo Tricolor com a GSH, nova empresa escolhida para assumir o serviço. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, em São Paulo, dentro de uma ação movida pela FGoal contra o clube. A liminar, porém, não restabelece o contrato entre as partes neste momento, limitando-se a suspender a retirada das estruturas até nova análise do caso. A empresa pede na ação o cumprimento do prazo mínimo de aviso prévio de 120 dias. De acordo com o despacho judicial, a magistrada entendeu que ainda não há elementos suficientes para conceder integralmente o pedido da empresa, optando por uma medida provisória para evitar prejuízo imediato. Assim, determinou que o São Paulo se abstenha de retirar as estruturas instaladas pela empresa nas dependências do estádio até nova decisão. Josias de Souza Lulinha virou ativo da oposição Chico Barney Falta responsabilidade afetiva para Ancelotti? Helio de La Peña O humor é preterido pelos próprios colegas de teatro Aline Sordili IA transforma esportes em infraestrutura de dados "Suspendo, por ora, o prazo estabelecido pela notificação recebida pela autora, devendo o réu abster-se de realizar a retirada das estruturas instaladas pela autora nas dependências do estádio", diz trecho da decisão. Em nota, o São Paulo afirma que "tomou conhecimento da ação judicial e adotará as medidas cabíveis para proteger os direitos da instituição. O clube esclarece que o contrato com a FGoal não foi restabelecido. Nas próximas horas, a agremiação buscará reinstituir o direito de retirar todos os materiais da empresa que permanecem no MorumBis. A instituição ressalta que aguardou além do prazo determinado para que todos os objetos fossem removidos". Entenda o caso O contrato entre São Paulo e FGoal foi firmado em maio de 2024 e tem duração prevista até 2029. Pelo acordo, a empresa ficou responsável pela estruturação, organização e operação integral do setor de alimentos e bebidas no MorumBIS. O UOL revelou no começo do mês que a contratação ignorou, na época, vários alertas do departamento jurídico, que recomendou contra o acordo. No dia 4 de fevereiro, o São Paulo notificou a empresa solicitando a rescisão por justa causa do acordo. A decisão foi tomada depois do clube identificar movimentações financeiras consideradas como "suspeitas" da empresa na plataforma ZIG Pay, responsável pela operação do sistema de máquinas de pagamento utilizadas no Morumbis. Continua após a publicidade Segundo o São Paulo, a análise apontou que, sem autorização formal ou contratual e sem conhecimento dos departamentos responsáveis pela gestão financeira do clube, a FGoal teria movimentado uma agenda financeira vinculada ao sistema. Diante do cenário, o clube notificou a empresa da rescisão por justa causa, com efeito em 30 dias a partir do envio da comunicação, e solicitou que, em até 15 dias, a companhia apresentasse explicações. Inicialmente, a FGoal protocolou uma ação judicial contra o São Paulo, cobrando pouco mais de R$ 5 milhões pela suposta rescisão unilateral do contrato. O valor seria referente a uma indenização por prejuízos decorrentes do encerramento do vínculo, incluindo investimentos realizados na estrutura para a operação no estádio. A empresa também sustentava que a decisão do clube teria sido motivada por razões políticas. Na última sexta-feira (13), porém, a FGoal desistiu da ação judicial inicial visando uma nova estratégia. Dentre os pontos da nova ação na Justiça, a FGoal sustenta que o contrato prevê aviso prévio mínimo de 120 dias em casos de rescisão unilateral, ponto que ainda será analisado. A empresa também uma carta Antônio Donizete Gonçalves, o Dedé, Diretor Geral do Clube Social do São Paulo no período. No documento, produzido pelo ex-dirigente no dia 14 de março a pedido da FGoal, ele diz que autorizou verbalmente as movimentações na conta do clube, e que o departamento financeiro tinha ciência. Na ação, a empresa também argumenta que a operação no estádio envolve cerca de 285 colaboradores diretos, o que reforçaria o risco de prejuízos em caso de interrupção imediata. Em nota divulgada por seu escritório de advocacia, a FGoal afirmou que acionou a Justiça para garantir o cumprimento das cláusulas contratuais e o restabelecimento do vínculo, pedido que ainda não foi apreciado integralmente. Continua após a publicidade "A ação visa restabelecer o contrato entre a FGoal e o SPFC pelo prazo mínimo de aviso prévio previsto, ou seja, 120 dias, bem como indenização em razão da postura do SPFC no desenrolar dos fatos", informou o escritório Prates Garcia Costa Advogados Associados.  Novo acordo com a GSH O impasse ocorre justamente no momento em que o São Paulo já tem acordo encaminhado com a GSH para assumir a operação de alimentos e bebidas no MorumBIS. A mudança de fornecedora vinha sendo preparada internamente pelo clube nas últimas semanas e a estreia deve acontecer no clássico diante do Palmeiras, no próximo sábado (21) no Morumbis. Com a liminar, no entanto, a transição fica temporariamente travada, ao menos no que diz respeito à retirada das estruturas atuais, até que haja nova manifestação da Justiça sobre o pedido principal da ação. O São Paulo foi intimado a se manifestar sobre os fatos apresentados no processo no prazo inicial de cinco dias. Após essa etapa, o Judiciário deverá reavaliar o pedido de tutela antecipada e decidir se mantém, amplia ou revoga a medida. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Josias: Convocação de Valdemar faria mais sentido que a da ex de Vorcaro Tenente-coronel vira réu por feminicídio de esposa PM em SP Caso Neymar: falta responsabilidade afetiva para Ancelotti? Ataque no Qatar atinge maior centro de produção de GNL do mundo Tiro certeiro mostra frieza de tenente-coronel, diz especialista em gênero