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Análise dos Times

Santos

Principal

Motivo: O artigo foca em uma crise interna do Santos, com acusações contra um dirigente e seus filhos na base. O time em si não é avaliado em campo.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Vasco Santos Vila Belmiro Cleber Xavier Marcelo Teixeira Conselho Deliberativo Daniel Alves Mauricio Copertino Comissão de Inquérito e Sindicância

Conteúdo Original

ge Santos: “Não vejo mais o Guilherme com clima e futebol pra ser capitão” O Santos vive uma crise política nos bastidores. Nesta quarta-feira, um grupo de conselheiros protocolou dois abaixo-assinados na mesa do Conselho Deliberativo para cobrar a expulsão de Daniel Alves do quadro associativo do clube. Ele é membro do Comitê de Gestão do presidente Marcelo Teixeira. + Siga o canal ge Santos no WhatsApp! Os dois documentos, que reúnem cerca de 70 assinaturas de conselheiros, e a entrega deles ao presidente do órgão, Fernando Akaoui, geram discordâncias entre apoiadores da gestão, o que cria uma pressão sobre Marcelo Teixeira. Os principais pontos citados são o conflito de interesses envolvendo os filhos do dirigente e a postura de Daniel na desistência da contratação de um jogador das categorias de base. Mais sobre o Santos: + Time volta à "zona do desespero" mesmo com melhora técnica + Diego diz que situação do Santos preocupa "muito" 1 de 1 Daniel Alves terá de prestar esclarecimentos no Conselho Deliberativo — Foto: Divulgação Daniel Alves terá de prestar esclarecimentos no Conselho Deliberativo — Foto: Divulgação Quem defende Daniel Alves dentro da gestão se incomoda com o “fogo-amigo” e acredita que as acusações "não vão dar em nada" por serem exageradas. Há uma avaliação do grupo de que a ação contra o dirigente e os filhos são fruto da disputa de força nos bastidores da política santista Quem o acusa, porém, vê as ações "prejudicando os interesses" do Alvinegro, que devem estar acima de questões pessoais. O presidente recebeu pressão nas últimas semanas para se afastar do dirigente, mas mantém uma postura cautelosa sobre o caso e, antes de tomar qualquer atitude, deve esperar a avaliação da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) do Santos. Daniel continua com trânsito normal no clube, frequentando não só os jogos e o dia a dia dos treinamentos de profissional e base, mas também o vestiário da Vila Belmiro e também o camarote presidencial. A polêmica na base A primeira mobilização dos conselheiros acusa Daniel de benefícios aos seus dois filhos nas categorias de base do Santos. O relatório diz que “sem a influência do pai, não teriam condições técnicas de permanecer no clube”. Há o relato de que um dos filhos de Daniel teria participado de um treino com o time profissional, sob o comando de Cleber Xavier, neste ano, sem estar na lista para tal. A defesa de Daniel Alves, porém, se apega a relatórios técnicos recentes. A reportagem do ge teve acesso a e-mails com a aprovação dos garotos nos testes, além de avaliações específicas, com assinatura de responsáveis pela base e do ex-treinador do sub-20, Mauricio Copertino. Conselheiros também acusam Daniel Alves de mentir em plenário em relação ao registro de um dos garotos no clube. O membro do Conselho Gestor afirmou que o jogador tinha vínculo com o Santos, mas o documento acusatório diz que a inscrição veio após a reunião. O encontro ocorreu em 2 de setembro, e o jovem assinou contrato de formação com o Peixe em 27 de agosto. O registro no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF veio no dia 4 de setembro. O outro documento usado na acusação a Alves corresponde ao tratamento contra um atleta avaliado e aprovado pelo Santos. Segundo o relatório, a contratação do jogador, que viria do Vasco e chegou a se mudar para a Baixada Santista, acabou vetada por ele de maneira arbitrária. A reportagem do ge procurou Daniel Alves, que enviou a seguinte nota oficial: “Absolutamente todas as alegações que constam nos requerimentos e na matéria foram derrubadas com provas documentais encaminhadas à reportagem, tais como: - Relatórios de avaliação técnica. Esses documentos provam que os protocolos de avaliação das divisões de base do Santos FC foram seguidos criteriosamente, como acontece com qualquer atleta. - Contrato do jogador e ata da reunião do Conselho. Esses documentos provam que não é verdadeira a alegação de que o atleta estava no clube sem contrato e de que houve mentira. O atleta tinha contrato (assinado em 27/08), portanto estava regularizado no clube na data da reunião (02/09). - Quanto ao goleiro, trata-se apenas de um ato administrativo, como dezenas que ocorrem em um clube diariamente. Um jogador foi oferecido, avaliado e não foi aprovado pelo Comitê de Gestão. Lamento que em momento difícil da temporada, no qual todos devem estar juntos e unidos pelo Santos FC, tenhamos de nos deparar com tentativa rasa de tumultuar o ambiente. “ Próximos passos A partir do requerimento recebido, a mesa do Conselho Deliberativo encaminha os processos para a Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), órgão responsável por apurar os fatos, ouvir a defesa do acusado e emitir um parecer. Com a conclusão do CIS, um relatório é encaminhado para o Conselho Deliberativo decidir se aceita ou não o parecer pelo afastamento de Daniel Alves não só do CD, mas também do quadro associativo. + Clique aqui e saiba tudo sobre o Santos 🎧 Ouça o podcast ge Santos🎧