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Só para assinantes Assine UOL Reportagem O que a Copa-2026 perde (dentro de campo) com a desistência do Irã? Rafael Reis Colunista do UOL 12/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ex-Porto e Inter de Milão, Mehdi Taremi é o principal jogador da seleção do Irã Imagem: Robbie Jay Barratt - AMA/Getty Images Uma seleção acostumada a participar de grandes competições, cheia de jogadores experientes e muito chata de se derrotar graças ao combo de imposição física e dedicação tática. É isso que a Copa do Mundo-2026 irá perder dentro de campo com a decisão do Irã de não disputar a competição por estar envolvido em guerra contra os Estados Unidos, um dos países-sede da competição. Embora jamais tenham conseguido passar da fase de grupos, os persas estão mais do que habituados a disputar o torneio. Já são três participações consecutivas (Brasil-2014, Rússia-2018 e Qatar-2022) e cinco edições disputadas nas últimas sete realizadas. Josias de Souza A suspeição insuspeita de Toffoli no caso Master Julio Wiziack Caixa ajuda chefe do IBGE em manobra por recursos Casagrande Flamengo está longe de disputar com o Palmeiras Rafael Tonon É a hora de aposentar o menu degustação? Considerando os três Mundiais mais recentes, o Irã fez jogo duro contra praticamente todas as seleções que enfrentou. Derrotou Marrocos e Gales, empatou com Nigéria e Cristiano Ronaldo (leia-se Portugal) e só perdeu por um gol de diferença de Espanha e Argentina (com Lionel Messi e tudo). A dificuldade com as quais seleções poderosas costumam se deparar quando encaram o adversário oriundo do Golfo Pérsico têm muito a ver com a solidez ofensiva que já faz parte do DNA futebolístico iraniano. Diferente das outras potências asiáticas, que se notabilizam por um jogo de mais mobilidade e muita velocidade, o Irã curte mesmo é uma imposição física. Com jogadores fortes, altos e pesados, adora divididas e bolas aéreas. Pratica um futebol semelhante ao de algumas seleções do Leste Europeu, como Polônia, República Tcheca e Rússia. E os principais nomes que fizeram parte de suas últimas jornadas em Copas continuam na seleção, o que aumenta essa percepção de ciclo em andamento. O goleiro Alireza Beiranvand, o meia Alireza Jahanbakhsh e os atacantes Sardar Azmoun e Mehdi Taremi, todos com mais de 30 anos e passagens por ligas importantes da Europa no currículo, continuam nos planos do técnico Amir Ghalenoei. Fora da Copa? Os rumores de que o Irã poderia desistir da Copa-2026 começaram junto com os ataques coordenados conduzidos pelos exércitos dos Estados Unidos e de Israel, cerca de duas semanas atrás. Continua após a publicidade Relacionadas Como fase ruim ameaça favoritismo de time de Endrick na Liga Europa É o 9 do Brasil? João Pedro tem 2026 mágico e supera até Mbappé e Haaland 7 estrangeiros que seu time pode contratar mesmo com a janela fechada Assim que a guerra eclodiu, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, já havia dito que era "improvável olhar para o torneio" por causa dos bombardeios feitos por um dos seus países-sede. Do outro lado, Donald Trump deu de ombros e deixou claro que não fazia questão nenhuma de receber a seleção persa no torneio. "Acho que o Irã é um país muito derrotado. Eles estão por um fio." Um posicionamento mais oficial veio ontem, com a declaração do ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donjamali. "Desde que este governo corrupto assassinou nosso líder, não temos a menor intenção de participar da Copa do Mundo", disse. Os iranianos estão no Grupo G do Mundial e teriam Bélgica, Egito e Nova Zelândia como adversários na primeira fase. Todos os seus jogos (inclusive os de mata-mata, caso avançasse) estavam programados para território norte-americano. Como ainda não recebeu uma solicitação oficial de desistência do Irã, a Fifa ainda não se manifestou sobre o caso e nem definiu como (e se) entregará a vaga dos persas para outra seleção. A maior Copa de todas A Copa-2026 será a mais grandiosa já realizada. Pela primeira vez na história, terá seus jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, Estados Unidos e México. Continua após a publicidade Também estabelecerá novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 dos últimos sete Mundiais), jogadores inscritos (a tendência é que passem de 1.200) e partidas disputadas (104). O pontapé inicial do torneio está marcado para 11 de junho e será dado no estádio Azteca, na Cidade do México, com a partida entre a seleção da casa e a África do Sul. Já a final, será nos EUA, em Nova Jérsei, no dia 19 de julho. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Dolphin Mini usado: como é desvalorização do elétrico mais vendido do país Gerson deixa jogo indignado e engole seco raiva da diretoria do Flamengo Irã ataca bases de Israel, atinge instalações de petróleo e acirra guerra Detentos do PCC querem mesmo benefício estendido a Vorcaro em prisão no DF Show de ignorância: SBT não pode permitir machismo e transfobia de Ratinho