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Na sexta-feira, os sócios do Vasco deram ao dia seu placar mais eloquente fora de campo: aprovaram a venda de 90% da SAF à Almirante Participações, ligada a Marcos Lamacchia, com 4.675 votos favoráveis e 90,6% de aprovação. Também reduziram de 20% para 10% a fatia mínima da associação — uma decisão ampla, mas que ainda não transforma o investidor em dono imediato do futebol cruz-maltino. A comemoração veio acompanhada de asteriscos. A Anresf e o Cade ainda precisam analisar a operação, incluindo o possível conflito de interesses ligado à relação familiar entre Marcos Lamacchia e Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Pedrinho chamou a aprovação de histórica e apostou na capacidade financeira do novo grupo; já a leitura dos valores do negócio pede cautela: há investimentos e compromissos expressivos, mas nem tudo que aparece na conta representa preço pago ao antigo controle. Se a instituição abriu uma página, o campo ainda cobra resposta: depois da eliminação para o Boca Juniors no Maracanã, o Vasco tenta virar a chave contra o Corinthians, em São Januário, num confronto direto para ganhar distância da zona de rebaixamento. A festa pela mudança societária, portanto, divide espaço com a urgência de pontuar e com a ressaca de uma semifinal que escapou nos minutos finais. E, como se o Maracanã já não tivesse acumulado drama suficiente, o clássico com o Flamengo foi confirmado no Nilton Santos: sem liberação para jogar em casa e em meio ao desgaste com o consórcio do estádio, o clube terá de procurar outro palco. Foi um dia de voto histórico, promessas de reconstrução e futebol pedindo socorro — três capítulos bem diferentes da mesma agenda vascaína.