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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte No lugar de Ancelotti, eu levaria Neymar Milly Lacombe Colunista do UOL 12/05/2026 11h08 Deixe seu comentário Neymar, do Santos, comemora gol contra o Deportivo Recoleta, pela Copa Sul-Americana Imagem: DANIEL DUARTE / AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Eu levaria Neymar à terra de Trump para a Copa e digo isso sem ironia. Meus argumentos: Faltam seis dias para sabermos se Neymar vai ou não à Copa e colocarmos fim nessa novela deprimente. Carlo Ancelotti deve ser o primeiro a querer acabar com esse pranto desesperado de milhares de marmanjos por Neymar. Na segunda-feira que vem, o italiano vai ler sua lista para o Brasil inteiro e então seguirá com a preparação rumo a um hexa que, sejamos francos, não virá. Se partirmos desse princípio, o de que não somos favoritos a nada, então fica estabelecido que, se Ancelotti não levar Neymar, toda a culpa da eliminação cairá sobre a não convocação. Nesse caso, o italiano vai ter que enfrentar um cancelamento. Milly Lacombe No lugar de Ancelotti, eu levaria Neymar Josias de Souza Eduardo Bolsonaro já enxerga o patíbulo Sakamoto Beber detergente expõe crise em país polarizado Mônica Bergamo Festa de posse de Nunes Marques obtém R$ 640 mil Levando e perdendo, Ancelotti pode pelo menos dizer: bem, ele estava aqui e perdemos mesmo assim. Claro que levar Neymar mudará por completo o ambiente da concentração e esse cálculo precisa ser feito. Neymar não é apenas um atleta; é um popstar. Cercado por atenção, seguranças, câmeras e por membros da sua empresa. É um reality show de um homem só. Fazer a gestão desse circuito de vaidades não é das coisas mais fáceis ou agradáveis do mundo. Ancelotti não tem pinta de ser uma pessoa disposta a encarar essa treta. Ou seja: Ancelotti não tem como vencer essa parada. A única saída seria não levar Neymar e voltar com o hexa. Mas, outra vez, não há como acharmos que o momento desse sexto título é agora. Não temos uma seleção competitiva, não jogamos especialmente bem, não temos lideranças que possam nos conduzir por uma campanha vitoriosa, há seleções muito melhores. Tecnicamente, Neymar não tem como ser convocado, sabemos. Mas Neymar não é apenas um jogador de futebol, é um ídolo que mobiliza paixões, e os que pedem por sua convocação, enxergando nele o Neymar de 2010, 2011, 2012, acreditam em milagres. Não podemos julgá-los. O futebol é a arena dos milagres. Ancelotti está enrascado. Acho que ele não levará Neymar e arcará com as consequências de uma eliminação precoce. Mas, se confiarem no trabalho dele para montar uma seleção sem grupinhos fechados, sem donos, sem vaidades ingerenciáveis, o hexa pode vir. Em 2030. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Esposa de Justin Bieber posa de biquíni, e jornal aponta look 'repetido' União Europeia proíbe importação de carnes, ovos e animais do Brasil Detergente como drink expõe drama da saúde mental no Brasil polarizado De olho nas eleições, Lula lança mais um pacote contra o crime organizado Flamengo é denunciado no STJD por caos fora do Maracanã e pode perder mando