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Corinthians e Odebrecht. Grêmio e OAS. Internacional e Andrade Gutierrez. A parceria de três gigantes do futebol brasileiro com três empreiteiras que eram gigantes, todas enroladas em acusações de corrupção, para a construção de estádios modernos é uma grande tragédia.
Corinthians, Grêmio e Inter tiveram a nada brilhante ideia que poderiam erguer arenas caríssimas com recursos próprios ou em troca de patrimônio com empreiteiras enroladas. Bem diferente do modelo do Palmeiras , com a WTorre, e o muito mais prudente caso de concessões públicas, como fazem Flamengo e Fluminense no Maracanã e o Botafogo , no Nílton Santos.
Cerca de 15 anos depois de assinarem contratos para as obras se seus novos estádios, Corinthians, Grêmio e Inter sofrem dentro e fora de campo. A dupla gaúcha está na zona de rebaixamento do Brasileiro, e o Corinthians está muito perto dela.
Em 2010, antes do delírio de Itaquera, o Corinthians tinha apenas a 12ª maior dívida do futebol brasileiro. Hoje, é o maior devedor do país. Antes de começar a erguer o novo Beira-Rio, o Inter era o 9º mais devedor; em 2025, passou para 7º , se aproximando do R$ 1 bilhão em dívidas. O Grêmio, que tem a dívida do estádio mais equacionada dos três, tinha a 11ª maior dívida do futebol nacional em 2009, um ano antes da obra da Arena começar. No ano passado, foi o 12º no ranking dos devedores.
Corinthians, Grêmio e Inter vão para duas décadas de negociações para quitar seus estádios, e, principalmente no caso dos dois primeiros, o desfecho disso está longe de acontecer. Arenas que drenaram recursos e nunca deram o retorno financeiro esperado. E impulsionaram a dívida do trio.
Que saudade do Pacaembu, do velho Beira-Rio e do Olímpico.