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Análise dos Times

Sao Paulo

Principal

Motivo: Matéria explica vantagens financeiras do acordo para o clube, mas mantém tom informativo e cita atrasos salariais e ressalvas no processo.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Mencionado apenas em link relacionado a clássico, sem qualquer tom avaliativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

São Paulo

Principal

Motivo: Tom explicativo e majoritariamente neutro; apresenta os argumentos da diretoria e os benefícios financeiros, mas registra atrasos salariais e ressalvas da comissão.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Santos Copa do Mundo Morumbis Roger Machado Sao Paulo Conselho Deliberativo Olten Ayres Ticketmaster Harry Massis Sérgio Pimenta Mineiro NewC Feng Sergio Pimenta Andre Marques André Marques Harry Massis

Conteúdo Original

Entenda por que contrato com Ticketmaster virou “salvação” para o São Paulo O Conselho Deliberativo do São Paulo começa a votar, nesta terça-feira, o contrato do clube com a Ticketmaster. Questionado por grupos de conselheiros, o acordo com a nova gestora de ingressos do Morumbis é tratado pela diretoria como uma salvação, de curto prazo, para diversos problemas financeiros. Mas por quê? O ge explica. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp O principal motivo pelo qual o São Paulo tem pressa para aprovar o contrato com a Ticketmaster é a antecipação de R$ 110 milhões. O acordo prevê que o clube receberá o valor em até 45 dias depois da aprovação. Esse valor será como um empréstimo, que será devolvido à empresa em cinco anos, com taxa de juros seguindo o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 1,99%. A proposta da Ticketmaster também inclui a gestão do camarote 29A do Morumbis por cinco anos. A empresa pagará R$ 30 milhões, logo depois da assinatura do contrato, para ter o direito de gerir o espaço em shows e jogos. Esses são, portanto, os motivos que fazem o São Paulo ter pressa para trocar a gestão dos ingressos do Morumbis e aprovar o contrato com a Ticketmaster. Se o Conselho aprovar o acordo na votação que termina às 17h de quarta-feira, o clube terá, em até 45 dias, R$ 140 milhões em sua conta. Mais do São Paulo : + São Paulo inicia semana de preparação para clássico contra o Santos 1 de 1 Morumbis, estádio do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli Morumbis, estádio do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli Nas últimas semanas, o São Paulo tratou, publicamente, a aprovação do contrato com a Ticketmaster como a única solução para quitar dívidas que tem com o elenco. Ao atrasar os salários dos jogadores, no início deste mês, inclusive, o clube culpou a demora para o assunto ser debatido no Conselho Deliberativo: "O São Paulo lamenta a questão do contrato com a Ticketmaster estar sendo tratado como algo político e eleitoreiro. O contrato foi aprovado no dia 19 pelo Conselho de Administração e está desde o dia 27 com o presidente do Conselho Deliberativo" + Leia mais notícias do São Paulo Dias antes, o São Paulo havia descumprido um acordo com o elenco, o de quitar direitos de imagem atrasados até o fim de agosto. A diretoria também havia condicionado esse pagamento à aprovação do contrato com a Ticketmaster. Um novo prazo foi estipulado: o fim deste mês, justamente quando o documento será votado. Os detalhes do contrato com a Ticketmaster O São Paulo abriu um processo de licitação para escolher qual seria a sua nova gestora de ingressos. A proposta da Ticketmaster foi escolhida, principalmente pelos valores que serão repassados ao clube imediatamente ou num futuro próximo. Assim que assinar o contrato, o São Paulo receberá R$ 30 milhões pelo camarote 29A. Em 45 dias, terá mais R$ 110 milhões. Ao todo, portanto, o clube receberá R$ 140 milhões em menos de dois meses, antes do fim do ano. Os R$ 110 milhões serão uma espécie de empréstimo da Ticketmaster ao São Paulo . E o clube precisará devolver esses valores a partir da renda obtida com jogos no Morumbis, com um limite de R$ 1,8 milhão ao mês. Mineiro, autor do gol do título mundial do São Paulo em 2005, visitou o treino da Seleção Num mês em que o clube arrecadar R$ 10 milhões, por exemplo, de renda líquida, “apenas” R$ 1,8 milhão será devolvido à Ticketmaster. Isso também vai acontecer, porém, em meses sem arrecadação, como foi durante a Copa do Mundo deste ano. No acordo com a Ticketmaster, o São Paulo também vai receber R$ 6 milhões para usar com a reforma do Museu São Paulo . Para cuidar da venda de ingressos do São Paulo , a Ticketmaster cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso (8% se for entrada física, não digital). A taxa do sócio-torcedor também será de 8% por associado. Sócio-torcedor Foi incluída na negociação entre São Paulo e Ticketmaster, também, a gestão do sócio-torcedor. Hoje, o serviço é administrado por uma outra empresa, a Feng. O clube entende que será benéfico para os torcedores ter a mesma gestora. O São Paulo também calcula que o custo total dessas duas operações juntas (ingressos e sócio-torcedor) será menor, porque hoje os serviços são feitos por duas empresas diferentes, que geram custos diferentes ao clube. Mágoa? Roger Machado fala de relação com a torcida do São Paulo Comissão para analisar o contrato No início do mês, Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo , determinou a criação de uma comissão para analisar a proposta da Ticketmaster. A motivação foi uma denúncia feita pela NewC, empresa que desejava assumir a gestão de ingressos, sobre possíveis irregularidades nas negociações. Foram quase 20 dias de análise, com consultas a Harry Massis, Sérgio Pimenta, diretor financeiro, e André Marques, diretor de marketing e responsável pela negociação. A comissão elaborou um parecer com conclusão favorável ao acordo com a Ticketmaster, mas fez ressalvas sobre a condução do processo. Na comparação final com a NewC, a comissão considerou a proposta da Ticketmaster mais vantajosa econômica e tecnicamente. A empresa ofereceu aproximadamente R$ 110 milhões de antecipação, contra cerca de R$ 90 milhões inicialmente apresentados pela NewC. Pelo camarote corporativo, a Ticketmaster apresentou aproximadamente R$ 30 milhões, contra cerca de R$ 13 milhões da concorrente. No entanto, o parecer apontou inconsistências na documentação, falta de uniformidade na entrada dos participantes, alterações de parâmetros ao longo do processo e dificuldades para reconstruir integralmente os critérios que levaram à formação dos finalistas. Para a comissão, as falhas impedem que o procedimento seja considerado plenamente regular e isonômico, embora não tenham sido encontrados elementos suficientes para caracterizar direcionamento ou favorecimento deliberado. O documento conclui, porém, que as ressalvas não são suficientes para afastar a avaliação de que a proposta da Ticketmaster foi econômica e tecnicamente mais vantajosa entre aquelas efetivamente comparadas. 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos Ídolo do São Paulo, Mineiro ajuda no crescimento do futebol na Austrália