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Fórmula 1 retorna à Globo em 2026 Atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed ben Sulayem foi reeleito em votação realizada nesta sexta-feira (12) em Tashkent, no Uzbequistão. O dirigente nascido nos Emirados Árabes Unidos segue no comando da entidade até o fim de 2029 e foi o único candidato na disputa. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp Ex-F1, Nasr relembra período de treinos com Norris: "Garoto incrível" Piastri espera seguir em igualdade com Norris: "Não virou Super-Homem" 1 de 2
Mohammed ben Sulayem foi reeleito em votação sem adversários — Foto: David Davies/PA Images via Getty Images Mohammed ben Sulayem foi reeleito em votação sem adversários — Foto: David Davies/PA Images via Getty Images O ex-piloto de rali e dirigente se manifestou após a eleição e disse que a federação superou “muitos obstáculos” ao agradecer aos votantes: - Obrigado a todos os nossos Membros da FIA por votarem em números notáveis e por depositarem a vossa confiança em mim mais uma vez. Superamos muitos obstáculos, mas hoje, juntos, estamos mais fortes do que nunca. É verdadeiramente uma honra ser Presidente da FIA, e estou empenhado em continuar a cumprir os objetivos da FIA, para o automobilismo, para a mobilidade e para os nossos Clubes Membros em todas as regiões do mundo - disse. Outros nomes chegaram a surgir durante a corrida presidencial, como o ex-comissário da Fórmula 1 Tim Mayer, a piloto de 28 anos Laura Villars e Virginie Philippot, modelo e influencer. Bicampeão do Mundial de Rali (WRC) e pai de Carlos Sainz Jr., da Williams, Carlos Sainz Sr. também anunciou candidatura, mas desistiu na sequência. Apesar dos vários interessados ao posto de presidente da FIA, nenhum deles foi capaz de participar da eleição. Uma das regras previstas na disputa estipulava que cada candidato deveria reunir uma equipe de sete vice-presidentes das seis regiões globais da federação - o que não aconteceu. Na América do Sul, por exemplo, a única vice-presidente elegível era a brasileira Fabiana Ecclestone, mas ela declarou apoio a Mohammed ben Sulayem. Desta forma, os demais potenciais candidatos ficaram sem opções no continente. 2 de 2
Laura Villars entrou na Justiça contra a FIA para anular eleição — Foto: Kym Illman/Getty Images Laura Villars entrou na Justiça contra a FIA para anular eleição — Foto: Kym Illman/Getty Images Laura Villars entrou na Justiça contra a FIA em outubro e pediu a anulação da eleição. Um tribunal de Paris decidiu levar a ação a julgamento, mas não impediu a realização do pleito. O julgamento vai ser realizado no dia 16 de fevereiro de 2026; se o resultado for positivo para a piloto, a eleição de Ben Sulayem pode ser anulada. O emiradense foi eleito pela primeira vez para o cargo em 2021; na ocasião, Ben Sulayem superou o britânico Graham Stoker, então vice-presidente esportivo da FIA, e substituiu o francês Jean Todt. Ben Sulayem nasceu em Dubai e, em 2021, se tornou o primeiro não-europeu em 117 anos a comandar a entidade que regula os principais campeonatos mundiais do automobilismo. Ele ganhou 14 títulos do campeonato de rali do Oriente Médio e chegou a se tornar o primeiro árabe eleito como vice-presidente da FIA e a integrar o Conselho Mundial do Esporte a Motor, de 2008 a 2013. O primeiro mandato do dirigente foi marcado por novidades e polêmicas. Ben Sulayem advogou por carros mais leves na Fórmula 1 – o que vai se tornar realidade no regulamento do ano que vem – e por mais equipes na categoria; em 2026, a Cadillac fará a estreia como a 11ª escuderia do grid. No entanto, o mandatário também se envolveu em questões delicadas com os pilotos, como a polêmica causada pelo uso de joias por Lewis Hamilton e pelo veto aos palavrões no rádio dos pilotos. A determinação gerou fortes críticas dos pilotos, e a FIA resolveu afrouxar as regras diante da repercussão.