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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte CBF prepara Fair Play com controle de gasto de elenco e de dívidas Rodrigo Mattos Colunista do UOL 25/10/2025 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O projeto de Fair Play Financeiro da CBF está em sua fase final de elaboração. A previsão é que seja concluído e apresentado no final de novembro. E já estão definidos quais devem ser os pilares deste sistema de responsabilidade para os clubes. Ressalte-se que isso ainda precisa passar por aval da cúpula da entidade. Mas o grupo de trabalho atua em quatro diretrizes básicas para o Fair Play da CBF: Proibição de ter dívidas vencidas com atletas, outros clubes ou governo Resultado positivo ou próximo de zero, isto é, sem déficit ou déficit limitado Controle de gasto com elenco com percentual da receita Controle de dívida de curto prazo TixaNews Lula acendeu, viajou e depois quis apagar o fogo Daniela Lima Planalto montou operação para reverter gafe de Lula Josias de Souza Língua de Lula tira gambá da cartola Raquel Landim Porta-aviões dos EUA é antessala de intervenção Os detalhes de como serão os patamares para cada item ainda estão em discussão, assim como é previsível que os três últimos itens terão um período para adaptação, já que os clubes não conseguiriam cumprir de cara. A medida que deve ser implantada primeiro é a de proibição de dívidas vencidas. Ou seja, débitos novos ou parcelamentos de antigos terão de ser mantidos em dia, ou acarretarão em punição. O clube atrasou salário e vai ser rebaixado? Obviamente que não. Há sanções graduais, que começam com advertência e multa e vão crescendo. Em palestra em seminário sobre o Profut, o diretor da CBF Caio Resende afirmou: "A sanção existe para garantir a competitividade. Para impedir que tenham ganhos esportivos", disse ele. E completou: "Sistema gradual de punição. Nenhum sistema começa rebaixando time, tirando pontos". Resende deixou claro que não falava em nome da CBF, nem estava antecipando como seria o sistema de Fair Play. Continua após a publicidade Mas o blog apurou que, como ele disse na palestra, o sistema está centrado nos quatro pilares acima. Há discussão sobre como será o controle de gastos com elenco. Primeiro, qual será o percentual da receita que se poderá gastar com futebol. Segundo, como será a fórmula, o que entra no cálculo. Na Europa, a Uefa institui um limite de 70% de gastos com futebol em relação à receita do clube. O controle do resultado certamente será feito mais a longo prazo. Mas, gradualmente, os clubes terão de passar a operar próximo do equilíbrio entre arrecadação e custos. Chegar o mais próximo do déficit zero ou de ter um superávit. Por fim, o controle sobre dívidas será sobre o passivo de curto prazo. Explica-se: os débitos até um ano são os que têm maior impacto na operação do dia a dia e no caixa do clube. Por isso, a ideia seria monitorar esses débitos para saber se o clube está saudável e pode cumprir seus compromissos do ano. Os clubes ainda serão comunicados do sistema completo de Fair Play. No passado, já houve resistência de parte das agremiações, que acabou por barrar a implantação do sistema. Atualmente, os clubes da Série B já se manifestaram favoráveis. E, na cúpula da CBF, o que se ouve é um apoio incondicional ao projeto, mesmo se houver resistência. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Família de morto intoxicado por metanol recebe ameaças e muda de estado 'Não somos colônia de ninguém', diz Petro após sanções dos EUA Dez apostas acertam Lotofácil e levam R$ 202 mil; veja números sorteados Fonseca desabafou com técnico antes de virada: 'Tá acabando comigo isso aí' Lula acendeu, viajou e depois quis apagar o fogo