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Polícia faz operação contra venda ilegal de camarotes no Morumbis, estádio do time do São Paulo A Polícia Civil de São Paulo encontrou na casa de Rita de Cassia Adriana Prado um caderno considerado importante para o desenrolar das investigações de um esquema de exploração clandestina de um camarote do Morumbis, estádio do São Paulo . Nele, há, entre anotações diversas, indícios de como funcionava a trama. O objeto foi encontrado durante o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas à investigação que apura a exploração ilegal de camarotes em dias de shows, revelada pelo ge . + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp Rita de Cassia Adriana Prado aparece na ligação obtida com exclusividade pelo ge em dezembro. Ela, de acordo com a gravação, fazia parte de um esquema com Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de base do São Paulo , e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e até então diretora feminina, cultural e de eventos. O conteúdo do caderno apreendido pela Polícia Civil é mantido em sigilo, como toda a investigação, e está sendo analisado pelos investigadores, mas o ge apurou que, nele, há mais detalhes do esquema que desviava pelo menos um camarote do São Paulo . Mais do São Paulo : + Novo presidente mira pendências urgentes e evita mudanças + Polícia espera cooperação em investigações após impeachment Voz do Setorista do São Paulo: Casares renuncia, e Carlomagno deixa o clube A operação de quarta-feira foi realizada pela 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Desmanches Delituosos (DICCA) por ordem expedida pelo D. Juízo das Garantias da Capital. – Foram arrecadados documentos em todos os lugares e os documentos arrecadados autorizam visualizar a gravidade dos fatos e a extensão dos fatos, inclusive a abrangência temporal, muito mais tempo que se imaginar. Nós não falaremos a respeito daquilo que está absolutamente fechado ainda para investigação – explicou José Reinaldo Carneiro Guimarães, promotor de Justiça do Estado de São Paulo . Os alvos dos mandados são, também, Douglas Schwartzmann e Mara Casares. Na casa da ex-esposa do presidente do São Paulo foram aprendidos R$ 28 mil em espécie e uma CPU. 1 de 1
Camarote "3A" do Morumbis suspeito de comercialização ilegal — Foto: ge Camarote "3A" do Morumbis suspeito de comercialização ilegal — Foto: ge Em nota, o São Paulo disse que "é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação" . A Polícia Civil foi alertada sobre um eventual esquema no clube por uma denúncia enviada pelos Correios. No mesmo inquérito, Julio Casares, ex-presidente do São Paulo , e o seu núcleo familiar também são investigados. De acordo com o delegado Tiago Fernando Correia, o São Paulo é tratado como vítima, algo semelhante ao caso envolvendo o Corinthians e o contrato milionário com uma casa de apostas. Ambas investigações são lideradas pelo mesmo delegado. O que diz Douglas Schwartzmann Em nota, o diretor afastado do São Paulo e um dos alvos da operação, se defende: No final do ano passado, quando tomou ciência da investigação pela mídia, a Defesa se dirigiu a Delegacia e informou que o Sr. Douglas Schwartzmann estava à inteira disposição da Autoridade Policial para prestar esclarecimentos sobre os fatos. Ato seguinte, no dia 9 de janeiro, a Defesa comunicou formalmente a Autoridade Policial que o Sr. Douglas faria uma viagem ao exterior na semana do dia 18 de janeiro, em razão de compromissos profissionais. Inclusive, naquela oportunidade, apresentou-se cópia das passagens aéreas - ida e volta -, bem como a documentação comprobatória das atividades que faria no exterior. Hoje, policiais civis se dirigiram a residência do Sr. Douglas e constataram o óbvio: ele não estava. À toda evidência que a busca realizada na presente data - justamente quando as Autoridades tinham prévia ciência que Douglas estaria fora do país - tem a finalidade única de constrangê-lo, uma vez que tal medida foi totalmente inócua. O que diz Mara Casares A Sra. Mara Suely Soares de Melo Casares, por meio de seus advogados Rafael Maluf, Paula Stoco e Chiara de Siqueira, vem a público informar que foi surpreendida na data de hoje com o cumprimento de medida cautelar de busca e apreensão em sua residência. Cumpre destacar que a Sra. Mara Suely Soares de Melo Casares sempre se colocou à inteira disposição da Autoridade Policial para prestar os devidos esclarecimentos acerca dos fatos perquiridos nos autos do aludido Inquérito Policial, jamais tendo sido intimada para qualquer ato que objetivasse a sua respectiva elucidação, mesmo com o constante contato presencial de seus advogados com a Autoridade Policial. É inegável a postura colaborativa da Sra. Mara Suely Soares de Melo Casares com o deslinde das investigações, cujo teor é amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Dessa forma, uma medida desta gravidade, cujos fatos são públicos, a torna desnecessária e inócua, restando como objetivo apenas e tão somente a exposição midiática e abusiva da Sra. Mara e de seus familiares. A Sra. Mara Casares mantém a sua postura irrestrita de colaborar amplamente para a elucidação dos fatos perquiridos, cuja lisura de seus atos será comprovada ao longo desta investigação policial. Por fim, a Defesa esclarece que ainda não teve acesso à íntegra da decisão proferida pelo Juízo da Vara das Garantias do Foro Central Criminal da Capital do Estado de São Paulo , que determinou a medida de busca e apreensão. A crise política do São Paulo Conselheiros do São Paulo protocolaram em 23 de dezembro um requerimento com 57 assinaturas pedindo a convocação de reunião extraordinária para discutir o impeachment de Julio Casares. Depois de alguns escândalos e da investigação, a reunião para votação da destituição do presidente teve aprovação por maioria dos conselheiros. Casares foi afastado e na última quarta-feira renunciou ao cargo. A pressão em Casares aumentou com a reportagem do ge que revelou exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados. Em áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participar de um esquema para uso ilegal de um camarote no show da Shakira, em fevereiro de 2025. Diretores do São Paulo tinham esquema de venda ilegal de ingressos de camarote Enquanto o caso ganhava destaque, a Polícia Civil já mantinha uma inquérito aberto atuando em algumas frentes de investigação, uma delas sobre supostas irregularidades no departamento de futebol, e outra em relação às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Julio Casares. A Polícia Civil investiga, por exemplo, a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares. Outra investigação tenta explicar a razão de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões . + Leia mais notícias do São Paulo 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos