🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Inter

Principal

Motivo: O artigo relata fatos de forma objetiva sobre condenações judiciais envolvendo o clube, sem tom de apoio ou crítica direta à instituição.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

inter christian vitório piffero marcelo freitas e castro ministerio publico do rio grande do sul leonardo laporta costa henrique gershenson georgio chies sinara farias lorenz kelly cristina fonseca andrade

Conteúdo Original

ge Inter #425 - erros e dura derrota no clássico; assista a íntegra do podcast A Justiça condenou sete pessoas envolvidas em um esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação que gerou um prejuízo superior a R$ 260 mil ao Inter . A decisão foi proferida nesta quinta-feira pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre, após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). + O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Inter Entre os condenados estão o ex-vice-presidente jurídico do Inter, Marcelo Freitas e Castro, advogados, um operador financeiro, um intermediário externo e o ex-atacante Christian, que defendeu o clube em duas passagens, entre 1996 e 1999 e novamente entre 2007 e 2008. A decisão ainda cabe recurso junto à Justiça. O ge tenta contato com as defesas dos envolvidos. Freitas e Castro já havia sido sentenciado em outros processos ligados ao Caso Piffero, que investigou desvios em diferentes áreas do clube entre 2015 e 2016. Segundo o Ministério Público, o então vice-presidente jurídico usou o cargo para incluir cláusulas irregulares em acordos trabalhistas e contratos de prestação de serviços, induzindo o clube ao erro e permitindo o desvio de valores em benefício próprio e de terceiros. 1 de 3 Marcelo Domingues de Freitas e Castro, ex-vice jurídico do Inter — Foto: Bruno Alencastro/Agência RBS Marcelo Domingues de Freitas e Castro, ex-vice jurídico do Inter — Foto: Bruno Alencastro/Agência RBS A sentença descreve fraudes em negociações trabalhistas com jogadores e na contratação de serviços jurídicos externos. Em um dos casos, a inclusão de uma cláusula indevida em um acordo resultou no desvio de R$ 138 mil. Em outro, um acerto firmado com um ex-atleta gerou prejuízo de R$ 70 mil. A Justiça também identificou irregularidades em um contrato de serviços advocatícios, no qual parte dos honorários foi desviada, causando dano de R$ 52 mil ao clube. Após as fraudes, de acordo com a decisão, os valores foram transferidos para empresas e contas de terceiros, caracterizando lavagem de dinheiro. O processo ainda aponta tentativa de interferir na investigação, por meio de orientação de depoimentos e elaboração de um documento falso para confundir o Ministério Público. A sentença ainda acolheu o pedido do MPRS para reparação dos danos, determinando a restituição ao Inter, do total dos R$ 260 mil, com juros e correção. Em 2024, ex-presidente e ex-vice de Finanças do Inter foram condenados a prisão por irregularidades Quem são os condenados: Marcelo Castro (ex-vice-presidente jurídico): Apontado como o líder do esquema, foi condenado a 14 anos e três meses de prisão em regime fechado por estelionato, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação; Leonardo Laporta Costa (advogado sem vínculo com o Inter): Condenado por estelionato, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação. Pena de 10 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado; Henrique Gershenson (administrador de empresas): Intermediário externo atuou na dissimulação dos recursos e na obstrução da investigação, foi condenado por lavagem de dinheiro e embaraço à investigação. Pena de nove anos de reclusão, em regime inicial fechado; Christian Correa Dionísio (ex-atleta): O ex-jogador aceitou a inclusão de uma cláusula fraudulenta de R$ 70.000,00 em sua ação trabalhista. Condenado por estelionato e lavagem de dinheiro, com pena de seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto; Georgio Chies (gerente de empresas): Funcionou como operador financeiro de ligado ao dirigente que ocultou a origem dos valores. Foi condenado por lavagem de dinheiro, com pena de nove anos de reclusão, em regime inicial fechado; Sinara Farias Lorenz (advogada): Sócia de Kelly Cristina Fonseca, aceitou um contrato com o que previa uma "rachadinha". Foi condenada por estelionato e lavagem de dinheiro, com pena de seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto; Kelly Cristina Fonseca Andrade (advogada): Sócia de Sinara Lorenz, foi condenada por estelionato e lavagem de dinheiro com pena de seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. 2 de 3 Christian teve duas passagens pelo Internacional — Foto: Fernando Gomes/Agencia RBS Christian teve duas passagens pelo Internacional — Foto: Fernando Gomes/Agencia RBS Relembre o caso As suspeitas de irregularidades na gestão do Inter começaram a ser investigadas em 2017, ano seguinte ao rebaixamento do clube à Série B. Em abril daquele ano, o Conselho Fiscal recomendou ao Conselho Deliberativo a reprovação das contas da gestão de Vitorio Piffero. O Conselho acatou o parecer e rejeitou as contas, ao mesmo tempo em que pediu a abertura de sindicância para apurar “graves falhas de controles internos” apontadas por uma auditoria externa. Em setembro, um relatório detectou uma "inconsistência" de R$ 9 milhões em contratos não executados com cinco empresas da construção civil, indicando pagamentos suspeitos por obras não realizadas. Diante disso, o Conselho Deliberativo criou uma comissão especial para investigar os gastos da gestão anterior. Em dezembro de 2018, o Ministério Público deflagrou a Operação Rebote, cumprindo mandados de busca e apreensão contra ex-dirigentes da gestão Piffero. A primeira fase resultou em 14 denunciados; a segunda incluiu mais sete, condenados na ação atual. Piffero, Affatato e outras três pessoas foram condenadas em 2024. O ex-presidente recebeu pena de 10 anos e seis meses em regime fechado por estelionato e organização criminosa. Affatato foi condenado a 19 anos e oito meses pelos mesmos crimes, além de lavagem de dinheiro. Também foram condenados o engenheiro Carlos Eduardo Marques (6 anos e 10 meses), o empresário Ricardo Bohrer Simões (8 anos e 8 meses) e o contador Adão Silmar de Fraga Feijó (8 anos e 8 meses). 3 de 3 Vitorio Piffero, ex-presidente do Internacional — Foto: Eduardo Deconto Vitorio Piffero, ex-presidente do Internacional — Foto: Eduardo Deconto Manifestação Horas após a publicação do ge , o ex-atacante Christian se manifestou através de uma rede social. Abaixo, leia a nota na íntegra: Eu respeito a decisão proferida pelo Poder Judiciário. Contudo, discordo do seu conteúdo e reafirmo a minha inocência. Eu tenho uma história no futebol brasileiro e mundial e jamais pratiquei ou praticaria qualquer ato lesivo aos interesses do clube ou do esporte que mais amo. O recurso cabível será apresentado dentro do prazo legal pelos meus advogados e eu buscarei reformar a sentença de primeiro grau e corrigir este grande equívoco. Tenho fé em Deus que tudo será esclarecido pelo Poder Judiciário. 🎧 Ouça o podcast ge Inter 🎧 + Assista: tudo sobre o Inter no ge e na TV 50 vídeos