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Futebol Clube acusa interferência de investidor na FFU, e briga chega ao STJD Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 20/03/2026 14h00 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em uma disputa de bastidores envolvendo o futuro da liga, o CSA fez mais um movimento de crítica ao cenário na Futebol Forte União (FFU). O clube alagoano acionou o STJD e a Comissão de Ética do Futebol Brasileiro para tentar afastar, ainda que temporariamente, Gabriel Lima, administrador do condomínio da FFU, das atividades internas da associação de clubes. A petição do CSA aponta uma suposta "usurpação de competências" que seriam dos clubes e a ingerência dos investidores da FFU no processo deliberativo do bloco. Mônica Bergamo Mendonça é comparado a Moro, mas com resistência Daniela Lima Lula busca fazer frente a Tarcísio no interior de SP Sakamoto Delação de Vorcaro será boa se não poupar ninguém Josias de Souza Poder supremo migra para a mesa de Mendonça O CSA alega que decisões e direcionamentos que deveriam ser tomados pelos clubes acontecem, na verdade, por influência dos investidores. "A associação foi capturada pelo condomínio", apontou documento do clube. O UOL apurou que o STJD já recebeu a petição do CSA. O presidente Luís Otávio Veríssimo Teixeira deu prazo de 48 horas para vistas e manifestações de Gabriel, da FFU e da procuradoria do tribunal. Esse é um dos capítulos que movimentam a disputa com CBF, FFU e Libra sobre os próximos passos da criação de uma liga única de clubes, como explicou Rodrigo Mattos. Para que associação e condomínio? No documento, o CSA descreve a formação e a função da associação de clubes e do condomínio da FFU. A FFU, por si só, é a reunião dos clubes, hoje sob presidência de Alessandro Barcellos, mandatário do Internacional. É o espaço para promover o alinhamento entre os dirigentes em relação à venda dos direitos de TV e comerciais do bloco. Continua após a publicidade O condomínio, como descreve o CSA, foi constituído como veículo por meio do qual esses direitos de transmissão e propriedades comerciais são vendidos. E aí, os clubes têm 80% de participação, sendo os outros 20% do investidor, a Sports Media Participações, controlada pela Life Capital Partners. Essa parcela foi adquirida em 2023, com o pagamento de R$ 2,6 bilhões ao bloco de clubes. Segundo o CSA, os clubes devem decidir suas questões dentro da associação e depois, como voto unitário, apresentam o que definiram no condomínio, diante do investidor. A acusação do clube alagoano é que esse processo deliberativo interno está influenciado e controlado pelos investidores. E aí a crítica foi personificada em Gabriel Lima. O administrador do condomínio e a equipe comercial são indicados pelos investidores. Gabriel ocupa a primeira função. A segunda é da Live Mode. "O espaço que deveria ser o território soberano dos clubes - livre da influência do polo do Investidor - passou a ser organizado, convocado e conduzido pelo próprio Administrador do Condomínio, preposto desse mesmo polo. A atuação de Gabriel Lima, que deveria ser voltada tanto aos interesses dos associados quanto da investidora, é deturpada, por meio da interferência de Gabriel na Associação", diz um trecho da peça do clube. Continua após a publicidade O CSA tenta embasar suas alegações apontando que a convocação da assembleia recente, que aconteceu na segunda-feira, indicava que Gabriel e o jurídico do condomínio deveriam ser acionados pelos clubes para eventual envio de procurações de representantes no encontro e de antecipação de voto, se desejassem. Na decisão do STJD de abrir vistas, o presidente do tribunal pede à FFU que envie vídeos mencionados pelo CSA na petição inicial que ajudariam, segundo o clube, a tornar explícita a atuação de Gabriel. O clube alagoano também menciona conversas no Whatsapp para tentar justificar que Gabriel faz parte da condução das reuniões dentro da associação de clubes — e não só no condomínio. Um dos recados de Gabriel no grupo foi dizer que a reunião da última segunda-feira não teria mais votação para debater eventual entrada de novo clube no bloco. Mas isso se resolve no STJD? O CSA alega que nesse cenário há infrações disciplinares tipificadas em alguns artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Continua após a publicidade Processos dessa natureza não costumam chegar à corte desportiva. O debate geralmente se encaminha à Justiça comum, via pela qual, inclusive, o CSA conseguiu uma liminar que o permitira votar na assembleia de segunda-feira, caso a entrada do Grêmio na FFU tivesse sido apreciada. Ao STJD, o clube alagoano cita os artigos 191 (deixar de cumprir itens de regulamentos), 243 (atuar deliberadamente de modo prejudicial à equipe que defende) e 258 (assumir conduta contrária à ética desportiva) como caminhos para que o tribunal entre nesse debate sobre a FFU. Depois de receber as manifestações é que o STJD vai decidir se tem competência ou não para julgar a questão. "O recurso às instâncias desportivas deve-se pela percepção de que existem incompatibilidades das situações apontadas com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva e do Código de Ética e Conduta do Futebol Brasileiro, em especial no que toca à garantia da autonomia das entidades desportivas e na vedação de situações de conflito de interesse. Acreditamos que a peça do CSA aponta elementos concretos de possíveis violações às normas dos Códigos e confiamos nas instituições para aprofundamento da análise e decisão sobre os pedidos formulados", disse ao UOL o advogado do CSA, Igor Franco. Inclusive, o CSA pediu afastamento de Gabriel das atividades da associação até o julgamento final do caso. O UOL procurou a FFU, mas aguarda posicionamento formal. Nos bastidores, integrantes do bloco veem influência da CBF em movimentos recentes do CSA e de outros clubes da Forte União. A mobilização desta semana fora dos tribunais é de tentativa de convergência entre as ligas. A CBF, inclusive, convidou os clubes para uma reunião no dia 6 de abril com o objetivo de discutir a formação de uma liga única. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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