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Análise dos Times

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Corinthians Palmeiras Neo Química Arena Marcelo Paz Stabile Gazeta Esportiva Gabriel Paulista CT Dr. Joaquim Grava Caixa Econômica Federal Clarence Seedorf Tuma Júnior

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Por Tiago Salazar e André Costa O presidente do Corinthians , Osmar Stabile, vive um momento de forte pressão nos bastidores do clube. Apesar da crise esportiva, dos problemas financeiros e do desgaste com o elenco, o mandatário não pretende renunciar ao cargo, mas não vai disputar a reeleição no fim deste ano. Embora tenha sinalizado anteriormente a pessoas próximas que pretendia concorrer ao pleito, Stabile mudou de posição nas últimas semanas. O dirigente disse a aliados que não planejava mais participar das eleições presidenciais e não registrou sua candidatura nesta quinta-feira, quando se encerrou o prazo para inscrição das chapas . Posteriormente, em carta, ele explicou a decisão . A desistência ocorre em um dos momentos mais delicados de sua gestão. O Corinthians acumula oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro e ocupa a 16ª colocação, com 32 pontos, apenas um acima da zona de rebaixamento. A sequência negativa aumentou a pressão sobre a diretoria e provocou um ambiente de insatisfação nos bastidores. Além da crise dentro de campo, Stabile terá de prestar esclarecimentos ao Conselho Deliberativo do Corinthians. O presidente do órgão, Romeu Tuma Júnior, convocou uma reunião extraordinária para esta sexta-feira, no Parque São Jorge, com primeira chamada às 18h (de Brasília) e segunda às 19h. O encontro prevê a presença do presidente da diretoria executiva e dos dirigentes responsáveis pelas áreas envolvidas, incluindo o executivo de futebol Marcelo Paz, para explicar questões consideradas de "alta relevância institucional". Entre os assuntos previstos estão a situação financeira do Corinthians, as dívidas tributárias e trabalhistas, os pagamentos em atraso, o processo de intervenção judicial, a gestão do futebol, a execução orçamentária e o andamento das negociações com a Caixa Econômica Federal. A convocação também menciona expressamente as declarações do zagueiro Gabriel Paulista após a partida do último domingo, contra o Palmeiras , quando o jogador expôs problemas internos e demonstrou insatisfação com a postura da direção. No documento, Tuma Júnior classifica as declarações como graves e destaca a necessidade de esclarecimentos formais da Diretoria Executiva diante da repercussão do episódio. A relação entre Stabile e o elenco também atravessa um momento de desgaste. Conforme apurou a Gazeta Esportiva , existe um descontentamento entre os jogadores com a postura do presidente diante da crise enfrentada pelo Corinthians. A avaliação de parte do grupo é de que o mandatário não tem oferecido o respaldo necessário aos atletas em meio à sequência de resultados negativos. Internamente, há o sentimento de que Stabile tem se mantido distante e não tem aparecido publicamente para proteger os jogadores diante das cobranças e da pressão externa. (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians) O desabafo de Gabriel Paulista após a partida do último domingo expôs parte desse atrito. As declarações do defensor evidenciaram a insatisfação existente no vestiário não apenas com a situação esportiva, mas também com a condução administrativa do clube. As pendências financeiras também contribuem para o incômodo. Embora os salários dos jogadores estejam em dia, o Corinthians ainda possui valores atrasados referentes a direitos de imagem e premiações. A situação gera insatisfação no elenco e amplia o desgaste na relação com a diretoria. Em meio à pressão, Stabile também concentra esforços para solucionar a dívida da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal. O presidente não esteve presente na apresentação oficial de Clarence Seedorf, realizada na última quarta-feira, no CT Dr. Joaquim Grava. Na ocasião, Marcelo Paz explicou que a ausência do mandatário estava relacionada às negociações com o banco para tentar chegar a um acordo sobre o financiamento do estádio. Conforme apurou a reportagem, existe um grande otimismo por parte do Corinthians em relação ao desfecho das tratativas. Nos bastidores, a expectativa é de que um acordo com a Caixa possa ser selado até a próxima semana. A negociação é considerada uma das principais frentes de atuação da atual gestão, que tenta encontrar uma solução para o endividamento da arena.