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Esporte Corinthians: MP pede inquérito à PF e cita Carbono Oculto e Banco Master Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 06/01/2026 20h03 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Neo Química Arena, estádio do Corinthians Imagem: Ricardo Moreira/Getty Images O Ministério Público de São Paulo pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a entrada e a atuação da empresa Reag Investimentos — hoje chamada de Arandu Investimentos — na gestão do fundo financeiro ligado à Neo Química Arena, após a renegociação da dívida do estádio entre Corinthians e Caixa Econômica Federal, em 2023. O UOL teve acesso ao requerimento enviado pelo MP à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, nesta terça-feira. Citação à Operação Carbono Oculto e ao Banco Master No documento obtido pela reportagem, o Ministério Público menciona expressamente a Operação Carbono Oculto e Investigações envolvendo o Banco Master como elementos que reforçam a necessidade de apuração. Sakamoto Se invadir a Groenlândia, Trump implode a Otan Casagrande Seleções africanas podem chegar longe na Copa PVC Novela Kaio Jorge foi recado do Cruzeiro ao Fla Edu Carvalho Precisamos superar os tempos de surdez coletiva A Operação Carbono Oculto é uma investigação que apura suspeitas de crimes financeiros e lavagem de dinheiro por meio de estruturas empresariais e fundos de investimentos usados para movimentar e ocultar recursos de origem ilícita. Já o caso envolvendo o Banco Master diz respeito a apurações sobre operações financeiras suspeitas e possíveis irregularidades na circulação de recursos por meio de fundos e instituições ligadas ao sistema financeiro. O MP afirma que a empresa que passou a administrar o fundo da Neo Química Arena — a Reag, hoje Arandu Investimentos — aparece relacionada a essas investigações , o que, na avaliação do órgão, eleva o risco de que estruturas financeiras sob seu controle possam ser usadas de forma indevida. Por isso, segundo o MP, a combinação entre o histórico investigativo da empresa e o fato de ela ter assumido a gestão de fluxos financeiros vultosos ligados a um banco público justifica a abertura de uma apuração formal . Mudança na governança do fundo está no centro da apuração O documento deixa claro que Corinthians e o fundo da Arena não são alvos dessas investigações anteriores e que a citação serve apenas como fundamento para o pedido de apuração preventiva sobre a governança do fundo. Continua após a publicidade O pedido do MP se baseia em informações públicas e documentos que indicam a transferência de administração para a Reag/Arandu após a renegociação do financiamento do estádio com a Caixa. O Ministério Público aponta que a empresa passou a administrar recursos considerados "de alto valor e baixa rastreabilidade" , o que exige, por dever legal, controles rigorosos e mecanismo de prevenção a crimes financeiros. Como administradora fiduciária do fundo, a empresa tinha a obrigação de monitorar o cumprimento dos contratos, identificar inadimplências, comunicar formalmente a Caixa e adotar medidas de prevenção à lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros. Esses deveres, segundo o MP, podem ter sido descumpridos e precisam ser apurados no âmbito do inquérito. Por que o caso foi encaminhado à Polícia Federal? O MP sustenta que a competência é da Polícia Federal, porque o fundo envolve recursos da Caixa Econômica Federal, um banco público, e porque os possíveis crimes investigados — como lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro — são de natureza federal. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Jogador de futsal ex-Corinthians morre aos 32 anos em aeroporto na Rússia Hulk pede rescisão ao Atlético-MG, mas clube dificulta liberação do ídolo Narrador Odinei Ribeiro pede demissão do Grupo Globo após 18 anos Mercado: dupla no radar do Fla, avanço no São Paulo e ex-Santos aposentado Mãe de Eliza diz que história do passaporte tem lacunas e cobrará respostas