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Opinião Esporte Sem critérios claros, Prêmio da Paz expõe contradições da FIFA Andrei Kampff Colunista do UOL 09/12/2025 05h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A Human Rights Watch e a Sport & Rights Alliance (coletivo global de atletas e direitos humanos) querem entender o que pouca gente entendeu: os critérios para a escolha do Prêmio da Paz. Querem transparência: quais critérios foram usados? Quais riscos de direitos humanos foram mapeados? Como a entidade pretende proteger trabalhadores, jornalistas, migrantes, crianças e minorias em um ambiente marcado por políticas migratórias duras e restrições à liberdade de imprensa? O prêmio foi anunciado sem critérios divulgados, sem lista de indicados e sem detalhamento do processo de escolha. Um prêmio que pretende simbolizar compromisso ético não pode nascer envolto em opacidade. A preocupação cresce porque os EUA vivem um momento de retrocessos graves em direitos humanos. O país registra endurecimento das políticas migratórias, ações agressivas de agências de imigração, intimidação de jornalistas, restrições ao direito de protesto e aumento de políticas estaduais que afetam diretamente minorias raciais e a comunidade LGBTQIA+. Se nada for feito, esses fatores podem transformar a Copa em palco de violações, e não de celebração. Daniela Lima Bacellar deixa Castro em posição constrangedora Alexandre Borges Libertação de presidente da Alerj não surpreende Mauro Cezar Mundial pode complicar início de 2026 do Fla M.M. Izidoro Quem ensinou esses homens a amar assim? E há um ponto essencial, que não pode ser ignorado: o futebol já assumiu compromissos claros com direitos humanos. Isso está no Estatuto da FIFA e, sobretudo, na Política de Direitos Humanos criada em 2017 , após o escândalo do FifaGate . O documento, elaborado à luz dos Princípios Orientadores da ONU, exige da entidade transparência, prevenção de impactos negativos e proteção ativa de grupos vulneráveis em todos os seus eventos. Quando a própria FIFA define que direitos humanos são parte central da sua governança, qualquer decisão simbólica — como o Prêmio da Paz — precisa refletir esses parâmetros. Direitos humanos são intrínsecos ao esporte. São parte da sua legitimidade. Megaeventos desse tamanho só se sustentam quando proteção, transparência e inclusão não são promessas, mas práticas concretas. Por isso, os mecanismos que a própria FIFA desenha precisam ser efetivos e inegociáveis. A Copa movimenta cidades, economias e vidas. Ignorar os riscos é abrir espaço para repetir injustiças. Exigir clareza é proteger o jogo e quem está ao redor dele. Nos siga nas redes sociais: @leiemcampo Este conteúdo tem o patrocínio do Rei do Pitaco. Seja um rei, seja o Rei do Pitaco. Acesse: www.reidopitaco.com.br . Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Lei em Campo por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Tarcísio diz que apoia Flávio, mas cita outros nomes da direita para 2026 Mulher morre afogada para salvar filho e uma adolescente em praia no PR Conselho do Corinthians aprova orçamento de 2026, mas endurece cobrança Código de ética da Alemanha, no qual Fachin se inspira, impõe regras para cachês e eventos Alcaraz toma susto de Fonseca, mas ativa 'modo turbo' e vence em Miami