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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: O artigo é uma ode ao Corinthians e sua história, exaltando a coletividade e a identidade do clube e de seus torcedores, com especial destaque para a época de Sócrates e a Democracia Corinthiana.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Eu jogava com o Sócrates Juca Kfouri Colunista do UOL 11/03/2026 09h56 Deixe seu comentário Imagem: Folhapress Uma memória meio sonhada sobre futebol, pertencimento e a sensação de que, no Corinthians, a torcida também entra em campo. POR TIAGO MARANHÃO Eu jogava com o Sócrates. José Fucs Por que Flávio Bolsonaro decolou no Datafolha? Aline Sordili IA encolhe porta de entrada para o mercado de trabalho Mauro Cezar SAF do Botafogo está diante de pesadelo Maria Prata Nova geração de homens ficou mais misógina A gente tabelava, eu apontava o passe, pedia a bola, corria pra atacar um espaço vazio, pra bloquear um marcador. Às vezes ele me encontrava, porque sempre sabia onde eu estava. Outras, o cara inventava uma jogada que eu nunca tinha visto antes e aquilo era mágico. Nessas eu só ia junto, no improviso do Magrão, tentando entender para onde aquela ideia nova estava nos levando. Era só levantar a mão antes, indicar um movimento com a cabeça, e aquilo já era um convite pra uma nova conversa. Era começo dos anos 80, o futebol tinha outro ritmo, tinha mais leitura, era um xadrez em movimento, irresistível. Talvez o mundo fosse diferente também. E de onde eu via, aquele mundo todo era do Magrão. Eu absorvia tudo aquilo em ondas que chegavam com um leve chiado, era um mundo que atravessava uma distância invisível e me absorvia inteiro. Se a imagem não ajudava muito, era só fechar os olhos e tudo ficava mais nítido, o barulho cuidava do resto, me colocava em campo, na arquibancada, atrás do gol, onde eu quisesse estar. Como todo mundo que experimentava aquele delírio coletivo que é ser Corinthians, eu sabia que não estava só. Era um fenômeno que acontecia onde quer que houvesse uma tevê ou um radinho de pilha, em salas de estar, cozinhas, bares de esquina e arquibancadas de cimento. Todo mundo junto com aquela mesma impressão estranha, aliás, com a mesma convicção de que participavam de alguma coisa que acontecia ali no meio do campo. Continua após a publicidade Todo mundo entrava na área junto pra defender, corria pra atacar, se ralava num carrinho no meio-campo. Essa corrente invisível, e real, que fazia a gente chegar ao fim do jogo esgotado. Não tinha um nome para aquilo. É o que depois virou um bando de loucos, talvez. É um bom nome. Porque olhando de fora parece loucura mesmo. Tem que viver pra fazer sentido. O Corinthians é uma obra coletiva . Um organismo que só funciona quando milhões de pessoas entram juntas no jogo. Durante aqueles anos do Sócrates, Wladimir, Zé Maria, Casagrande, aquela coletividade extrapolou o futebol e ganhou o nome de Democracia Corinthiana. Cara, sempre foi mais que futebol. Assim como também é um erro reduzir aquela Democracia a um movimento político. Foi um movimento de rebeldia elegante de jogadores inteligentes que ajudou a traduzir o corinthianismo, a visão de mundo do corinthiano. Era também o reconhecimento de algo que já existia. Foi uma forma de dar nome a uma realidade. O Corinthians pertence a quem participa dele, a quem vive ele. Continua após a publicidade A Democracia sempre foi nosso sonho compartilhado . Um sonho que se perdeu, virou memória, virou símbolo, talvez tenha virado até objetivo, mas deixou de ser realidade. Acontece que, por ser sonho, permanece vivo. Como escreveu e cantou Milton Nascimento, porque se chamavam homens, também se chamavam sonhos, e sonhos não envelhecem . O Corinthians não é a oficina de alguém. É uma construção coletiva. É o sonho que nasceu quando Miguel Battaglia disse, em 1º de setembro de 1910, o Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time . Um Corinthians com a participação da torcida é o que garante que cada torcedor continue entrando em campo, de algum jeito. Como naquele tempo em que eu jogava com o Sócrates. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Por que Flávio Bolsonaro decolou no Datafolha? Modelo russa 'futura esposa' de Vorcaro se pronuncia: 'Não me julguem' Bruna Marquezine lista seus procedimentos estéticos: 'Já fiz todos' Vorcaro repassou R$ 700 milhões a offshore em paraíso fiscal, diz jornal Megaoperação no RJ mira núcleo do CV ligado a Marcinho VP; vereador é preso