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Podemos dizer que o Vasco da Gama deu uma senhora atropelada no Santos em pleno Morumbi, com mais de 50 mil santistas. Antes de qualquer coisa, é bom lembrar o que disse Marcelo Teixeira quando, no primeiro turno, o Vasco ganhou por 2 x 1 em São Januário: "É inadmissível o Santos perder para o Vasco porque temos um elenco muito mais forte." E hoje, além de ser amassado, ficou claro que o objetivo do time da Vila Belmiro não passa de fugir do rebaixamento para a Série B. Cléber Xavier era refém do Neymar. E não é que ele está bem fisicamente, por isso está jogando os 90 minutos, mas sim porque ninguém tem peito para tirá-lo do time. Hoje, contra o Vasco, a presença do Neymar em campo foi patética, apática e completamente inócua. Não marca ninguém, por isso o meio-campo do Santos tem um buraco enorme, que Fernando Diniz usou com muita inteligência. Neymar perde a bola na grande maioria das vezes, dando vários contra-ataques. O meio-campo do Vasco deitou e rolou, porque sempre esteve em superioridade numérica. Para o Neymar jogar, precisa ter quatro jogadores no meio-campo e ele ser um dos atacantes. Mas, na verdade, ele não tem condições de jogar 90 minutos, porque não tem força física, nem explosão muscular e, muito menos, humildade em fazer o fácil. O culpado disso tudo é o presidente Marcelo Teixeira, que praticamente "deu" o Santos Futebol Clube para o divertimento da família Neymar. É inadmissível um clube com o tamanho da história que tem, que teve com a camisa 10 o Rei Pelé, ter figuras interesseiras que só pensam em ganhar dinheiro e não no clube. Neymar Pai e Neymar Jr. não estão nem aí para o Santos. Neymar só está lá para tentar voltar para a seleção brasileira e, caso Ancelotti o convoque, será um tremendo absurdo, porque não fez nada até agora para merecer estar numa lista de convocação. Foi um tremendo baile vascaíno no Morumbi. Fernando Diniz deu vários nós táticos em Cléber Xavier, fazendo seu time brincar de jogar bola contra um Santos simplesmente ridículo. Foi a melhor partida vascaína dos últimos anos, principalmente longe de São Januário e do Rio de Janeiro, realizando a maior goleada da história desse clássico. Enquanto os jogadores do Santos, quando pegam na bola, parecem obrigados a olhar para o Neymar antes de passarem, a equipe fica totalmente previsível. No duelo Philipe Coutinho x Neymar, o jogador do Vasco foi infinitamente superior em todos os sentidos: muito mais participativo, decisivo, inteligente, porque joga para o time; enquanto o inócuo Neymar só pensa nele, longe de ser participativo e distante de ser inteligente futebolisticamente falando. Se escondeu do jogo no segundo tempo todo e claramente não queria a bola. Como diria o saudoso jornalista Roberto Avallone: "1, 2, 3, 4, 5, 6 Vasco da Gama e 0 para o Santos Futebol Clube."