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O Vasco viveu um daqueles dias em que a caneta pesa quase tanto quanto a bola: a Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, foi declarada vencedora do leilão e ficou com o caminho aberto para adquirir 90% da SAF. O plano prevê R$ 500 milhões para o futebol, além de investimentos no CT e nas categorias de base — cifras que desenham uma promessa de reconstrução, ainda sujeita aos próximos capítulos institucionais. [ ] [ ] [ ] Vitória no leilão, porém, não é apito final: a operação ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo e pela Assembleia Geral, enquanto a agência de regulação do futebol analisa um possível conflito de interesses ligado ao parentesco de Lamacchia com Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O negócio avançou, mas segue sob lupa. [ ] [ ] No corredor do tribunal, a notícia foi recebida com aplausos e gritos de torcida; Pedrinho se emocionou ao chamar o momento de histórico e disse que a reestruturação administrativa cobrou seu preço dentro de campo. Mário Junqueira, sócio de Lamacchia, também projetou um grande futuro esportivo. Entre a emoção do presente e a promessa do amanhã, o Vasco ganhou um passo decisivo — não ainda a linha de chegada. [ ] [ ] Houve também um ruído nos bastidores: uma petição da G5 Partners, antiga assessoria financeira, surpreendeu durante a audiência, embora a apuração do ge indique que ela não deve atrasar a venda. Em paralelo, uma reportagem do UOL retomou questionamentos sobre o sigilo de uma operação envolvendo a Crefisa e o Vasco, tema que mantém a discussão sobre possíveis conflitos de interesse acesa. [ ] [ ]