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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Final da Liga das Campeãs escancara posição que mais evoluiu no feminino Milly Lacombe Colunista do UOL 23/05/2026 14h55 Deixe seu comentário Cata Coll, goleira do Barcelona campeão da Europa Imagem: AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Quando o futebol feminino foi finalmente regulamentado, na década de 80, a posição mais vulnerável era a de goleira. Bolas altas eram muito difíceis de serem alcançadas, o que fazia com que o machismo se disfarçasse de 'bons conselhos" para explicar que se as mulheres topassem diminuir o tamanho do gol o jogo seria mais competitivo. Não adiantava que as profissionais dissessem que elas precisariam de tempo para evoluir dado que o esporte foi proibido ou desestimulado por décadas. Por todos os lados apareciam homens bons munidos de seus bons conselhos: vamos estreitar o campo, vamos encurtar o campo, vamos tirar o peso da bola, vamos aproximar as traves, vamos deixar o gol mais baixo. É para o bem de vocês. Quem viu a final da Liga das Campeãs entre Barcelona e Lyon percebeu como as goleiras já não são mais vencidas pelas dimensões do gol. Foi, aliás, a arqueira do Barcelona, Cata Coll, que garantiu o título. Quando o Lyon era melhor ela fez defesas decisivas. Numa delas, o rebote resultou em gol anulado pelo VAR. Mas aqui seria importante lembrar que se a cabeçada de Renard entrasse o gol teria sido validado: o impedimento aconteceu no rebote. Juca Kfouri São Paulo toma golaço e cede empate ao Botafogo PVC CBF tem motivo para não adiar jogos do Brasileirão André Santana Família Bolsonaro virou problema até para a direita Paulo Camargo Minha mãe apareceu em tela e mudou uma empresa No segundo tempo, o Barcelona encontrou seu melhor futebol e fez quatro a zero, garantindo mais um título da Liga. Em Oslo, diante de um estádio lotado, os dois melhores times do mundo decidiram a taça oferecendo uma partida aberta e cheia de chances e gol. O placar não diz o que foi o jogo, dando a impressão de que foi uma vitória tranquila. Dois dos quatro gols saíram depois dos 42 minutos da etapa final. O futebol feminino está passando enquanto alguns ainda teimam em amaldiçoá-lo. Escrevo logo depois do encerramento. Publico esse texto torcendo para que não haja executivos do futebol assediando publicamente as vencedoras durante a cerimônia de premiação. Nem todo homem, verdade. O estádio estava repleto de fãs do futebol feminino e muitos eram homens. Então, sabemos, nem todo homem. Mas sempre um homem. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Transmissão ao vivo de Flamengo x Palmeiras pelo Brasileirão: veja onde assistir Vitória vence o Inter com um a mais e sobe na tabela do Brasileirão Fisiculturista e influenciador, Gabriel Ganley morre aos 22 anos Defensoria diz ao STF que Moraes não pode julgar ação contra Eduardo Transmissão ao vivo de Grêmio x Santos pelo Brasileirão: veja onde assistir