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Só para assinantes Assine UOL Opinião Faz o L, Tironi! - Brasilidade, Cultura e Resistência Juca Kfouri Colunista do UOL 04/11/2026 16h28 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Eduardo Tironi Imagem: Arte/UOL POR MOACIR VALLE JR.* Outro dia ouvi Tironi falar "mid-table obscutity" 16 vezes num programa. Nos velhos tempos, já teriam chegado nele e falado 'meu caro, usa expressões mais simples, de preferência em portugês'. Mas vivemos tempos hélio bicudos (in memorian). Aí escrevi isso, para tentar mudar com humor o boa praça do Tironi e voltar a ver os programas do UOL (sério, parei de ver, de nervoso com a repetição...) Thais Bilenky Trump sai enfraquecido e pode dobrar aposta Ronilso Pacheco A revolução silenciosa que afogou os republicanos Gustavo Miller Quatro anos de Musk e um feed tomado pelo caos Casagrande Jogo contra o São Paulo é traiçoeiro para Corinthians Faz o L, Tironi A cultura é o que une o povo de um país. A música, a dramaturgia, a literatura e o jornalismo são alguns dos pilares da cultura e, assim, de uma nação. O que esses pilares têm em comum é a língua. Defender a língua de um país é, portanto, um dos deveres dos artistas e da imprensa. Não é por frescura que Juca Kfouri usa 'rato' e sítio', e não 'mouse' ou 'site'. 'Saudade', 'muvuca', 'gambiarra', 'mequetrefe', 'amigo da onça' e 'santo do pau oco' são patrimônios brasileiros.Patrimônio se preserva. No futebol, rico em expressões linguísticas, Cláudio Coutinho foi execrado por usar 'overlapping', embora não tivesse uma palavra no Brasil para quando o lateral ultrapassa o ponta pela parte próxima à linha lateral. Coutinho podia ter usado 'ultrapassagem por fora', que todos entenderiam. Mas ao menos a expressão em inglês era menor que a nacional e fácil de dizer. Tite foi muito criticado por expressões que, mesmo na nossa língua, eram cheias de empáfia, como 'externo desequilibrante', no lugar de ponta driblador. Mas grave mesmo é quando já temos, na nossa língua, uma palavra curta, fácil de dizer e que é usada há décadas no futebol, e alguém faz campanha por uma expressão longa, em inglês, cheia de empáfia e que ninguém entende. Aí temos que agir. Ainda há tempo. Foi só o primeiro turno dessa campanha. Falo de Eduardo Tironi e de seu esforço para emplacar ' mid-table obscurity '. Ele usa e expressão em todos os programas e foi capaz de usá-la 16 vezes num único programa. Por que tentar emplacar essa mid-têibol-obisquíuriti para falar de times que estão em meio de tabela quando sempre tivemos o 'Limbo', palavra curta, simpática, que começa com 'L' e que há décadas é usada por José Trajano, Flávio Prado, Eugênio Leal, Neto, Rafael Oliveira e até por esses charlas da vida, que gritam o tempo todo, mas que, pelo menos, não usam mid-têibol-obisquiuriti? Tironi se ajoelhou a uma potência estrangeira, mas vai virar no segundo turno e reafirmar a soberania do nosso país. Não vamos trocar nem a terra rara, nem a rara grama do nosso futebol, por uma expressão mequetrefe como ' mid-table obscurity '. Usa 'limbo', Tironi, com L. O teu São Paulo está onde? Na mid-table obscurity? Continua após a publicidade NÃO. Ele está no limbo da tabela. Faz o L, Tironi! * Moacir Valle Jr. escreveu os livros "Um lugar chamado Pambenil" e "O céu e o brilho das estrelas". Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Transmissão ao vivo de Flamengo x Grêmio pelo Brasileirão: veja onde assistir Real vira contra o AEK no fim em jogo com Vini apagado e Endrick pilhado Deputado brasileiro nos EUA critica Trump: 'Cobrindo Bolsonaro' Alcolumbre recua e PEC da Maioridade seguirá tramitação na Câmara Mariana Sanches: EUA não viam vitória tão expressiva desde os anos 70