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Futebol O que já tem do enteado de Leila no Vasco que enfrenta o Palmeiras Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 01/11/2026 05h30 Deixe seu comentário Mário Junqueira (esq) e Marcos Lamacchia (dir), sócios empresa que está a um passo de comprar SAF do Vasco Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A semifinal da Copa do Brasil entre Vasco e Palmeiras é uma oportunidade aguardada por Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, e seu sócio, Mário Junqueira. Juntos, eles compõem a Almirante Participações, empresa que já foi aprovada pela Justiça e pelos poderes vascaínos como compradora da SAF do Vasco. Para além de torcidas amigas, o duelo reúne um investidor que quer mostrar comprometimento com o Vasco, apesar das raízes palmeirenses. Ruy Castro Paixão cega, mas IA faz da pessoa otário completo Tostão Neymar e Willian José vivem fora da realidade Sakamoto Imagina se o bolsonarismo tivesse vencido Josias de Souza Flávio trocou terra natal por terra mortal nos EUA "Nós vamos torcer e vamos estar lá pelo Vasco da Gama, sempre", disse Junqueira, dono de 1% da Almirante, no dia em que o leilão da SAF foi realizado. Classificação e jogos Copa do Brasil Lamacchia, que detém os outros 99%, ainda não assumiu a cadeira de comando. Mas os últimos meses têm sido de uma espécie de transição para que logo o Vasco já tenha a cara do novo dono. Nessa ponte aérea Vasco-Palmeiras, o advogado André Sica é quem conduziu a parte jurídica da Almirante e estava com Junqueira no leilão. O escritório dele há anos presta serviço ao Palmeiras. Alguns efeitos da presença de Lamacchia no ambiente vascaíno vão além da autoestima do torcedor, otimista com um novo investidor às portas e a perspectiva de crescimento esportivo. Até para esquecer o trauma com a 777. A gestão Pedrinho estendeu o tapete para que a passagem de bastão seja sem percalços. Isso faz com que Mário Junqueira tenha se tornado figura frequente nos jogos do Vasco, não só em camarotes, mas também nos bastidores. Como rosto e executivo dos planos de Lamacchia, ele tem conhecido funcionários e o jeito que o Vasco roda para entender o cenário sob a operação da equipe de trabalho atual. Continua após a publicidade Antes do jogo contra o Botafogo, Junqueira também estava nos corredores do Nilton Santos com outros cartolas vascaínos. Também tem sido cada vez mais frequente em outros jogos, como na ida da semifinal contra o Boca, pela Sul-Americana. Junqueira tem registrado esses movimentos nas redes sociais. Tanto que criou um perfil para se aproximar mais da torcida do Vasco. Horas antes do clássico com o Flamengo, publicou nos stories uma foto do vestiário ainda vazio. Apesar da venda da SAF ter sido aprovada nos ritos internos do Vasco, ainda é preciso cumprir passos até que a Almirante se sente definitivamente no conselho de administração. O mais importante passa pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que está recebendo as informações para checar se há conflito de interesses por causa da presença de Lamacchia na Almirante simultaneamente ao mandato de Leila Pereira no Palmeiras. Como um procedimento de investigação foi instaurado na agência do fair play, houve também algumas medidas cautelares definidas pelo órgão da CBF. Uma delas é a proibição da nomeação de pessoas ligadas, direta ou indiretamente, à investidora para cargos de administração, de gestão ou de decisão estratégica na Vasco, enquanto a operação não estiver consumada e aprovada pela agência. Continua após a publicidade No aspecto financeiro, esse período também é de proibição de transferências de jogadores por empréstimo gratuito ou troca. Também não pode haver operações de crédito entre Vasco e Palmeiras. E os clubes não poderem receber patrocínio cruzado. A Crefisa, de Leila e Lamacchia, já tinha sido garantidora de operações para que o Vasco se reforçasse na janela de transferências do meio do ano. A empresa também fez empréstimo de R$ 80 milhões dentro da recuperação judicial do Vasco. E a Almirante, por sua vez, fez outro empréstimo, de até R$ 150 milhões, que foi liberado mais recentemente após uma discussão que se arrastou na Justiça. O dinheiro, no entanto, não poderá ser gasto de uma vez só. Não deixa de ser um retrato dessa entrada gradativa da empresa na gestão do Vasco. O saldo da semifinal da Copa do Brasil, que coloca frente a frente dois lados tão próximos, pode ajudar a contar como serão os primeiros passos da gestão Lamacchia quando ela se tornar efetiva e oficial em 2027. 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