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Voz do Setorista: Flamengo leva jogadores da base ao cinema para ver filme do Zico Até quem não gosta de futebol no Brasil já ouviu falar em Zico pelo menos uma vez na vida. Provavelmente todos os garotos da atual geração, nascidos depois que o craque pendurou as chuteiras, e que sonham em ser jogadores profissionais, conhecem o maior ídolo da história do Flamengo . Mas qual o nível desse conhecimento? + Torcida do Flamengo fecha cinema e monta "arquibancada" para assistir ao filme sobre Zico; vídeo Sabia que o apelido de "Galinho de Quintino" foi porque ele era muito franzino no início de sua carreira e foi dado por um radialista, Waldir Amaral? Ou que antes de virar ídolo ele chegou a ser vaiado pela própria torcida no Maracanã e precisou dar a volta por cima, assim como a sua geração antes da consagração nos anos 80? Ou que quando foi desbravar o Japão começou jogando no Sumitomo, um time de fábrica da Segunda Divisão, até virar a estrela do Kashima Antlers? 1 de 4
Jogadores da base do Flamengo no cinema para ver o filme do Zico — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Jogadores da base do Flamengo no cinema para ver o filme do Zico — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Estas e outras curiosidades de dentro e fora de campo, que até mesmo muitos rubro-negros fanáticos não conhecem, estão no filme "Zico, O Samurai de Quintino". E foi pensando em apresentar a história do seu maior ídolo, para que sirva de lição de vida aos mais jovens, que o Flamengo decidiu levar seus jogadores da base a trocarem uma tarde nos gramados por uma sala do cinema. — Mais do que um filme, foi uma lição de vida o que eles assistiram aqui. Que todos eles fixem bem na mente que vai muito além daquilo que fazem dentro do campo. É muito do que existe fora do campo: princípios, valores, conduta... Isso é um exemplo que o Zico deixa para todos, não só dos gols que marcou, dos recordes que bateu. Acredito que estes meninos vão entender que o Zico vai muito além das quatro linhas. Muito se fala de criar identidade, de entender o que é o Flamengo , e acho que são nos pequenos detalhes que podemos fazer com que isso aconteça todos os dias — afirmou o português Alfredo Almeida, diretor das categorias de base do Flamengo e que teve a iniciativa junto ao departamento de desenvolvimento humano do clube. Na última terça-feira, o Flamengo reservou uma sala inteira de cinema em um Shopping no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. E levou aproximadamente 120 jogadores, do sub-13 ao sub-17, para assistirem ao documentário que conta a história completa da carreira de Zico, de 1971, na Gávea, a 1994, no Japão. 2 de 4
Jogadores da base do Flamengo no cinema para ver o filme do Zico — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Jogadores da base do Flamengo no cinema para ver o filme do Zico — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo — Meu pai, fanático pelo Flamengo , sempre comentou sobre o Zico comigo. Foi uma experiência incrível, muito bom conhecer a história de um ídolo. Essa história dos irmãos me deixou muito impressionado, e a história dele no Japão. Ele foi exemplo dentro e fora de campo, uma pessoa espetacular, tinha o pezinho no chão e humildade lá em cima — contou Rafael Tenório, meia do sub-17. — Foi uma experiência muito incrível descobrir como foi a história dele dentro e fora de campo. Foi sempre um homem muito incrível e muito flamenguista, e é muito bom para incentivar as crianças a terem vontade, determinação. Inspira a todos no Flamengo . Busco sempre me espelhar no melhor, e ele foi um jogador muito bom, que sempre tratou bem os fãs — disse Guilherme, goleiro do sub-13. — O Galinho é o Galinho, não tem como. Maior jogador da história do Flamengo , um dos maiores da história do futebol, tudo que ele fez é extraordinário. Não conhecia a história que ele construiu no Japão, tudo que ele fez lá foi algo incrível. E nem a situação do jogador com a pedra no meio do jogo, isso foi muito louco — surpreendeu-se João Victor, meia do sub-15, citando o caso do chileno Mario Soto, ex-Cobreloa, na final da Libertadores de 1981. 3 de 4
Jogadores da base do Flamengo no cinema para ver o filme do Zico — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Jogadores da base do Flamengo no cinema para ver o filme do Zico — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Do respeito com que tratava os rivais (chegou a vestir a camisa do Vasco na despedida do amigo Roberto Dinamite, por exemplo) à humildade de lavar os próprios uniformes no Japão, Zico personifica as qualidades que os clubes sonham desenvolver na formação de seus jogadores. — A gente tem sempre essa preocupação com o extracampo, desenvolvimento integral dos meninos, então nós acreditamos que a cultura é de extrema importância. Ainda mais quando se fala do Zico, acho que a história dele se confunde com a do Flamengo . Quando pensa em um, não tem como desassociar o outro. Então trazer os meninos para um movimento cultural que é o cinema, para assistir ao Zico, bingo! Todos eles conhecem o Zico, mas a ideia era que conhecessem mais a fundo. Até o grande ídolo é um ser humano normal, tem suas obrigações fora de campo... Se até o Zico é assim, é o mesmo caminho que eles estão seguindo e têm que seguir — destacou Patrícia Negreiros, coordenadora do departamento de desenvolvimento humano rubro-negro. Zico disputou ao todo 731 jogos pelo Flamengo , marcou 508 gols e conquistou 13 títulos: sete Cariocas, quatro Campeonatos Brasileiros, uma Libertadores e um Mundial de Clubes. ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Flamengo no WhatsApp 4 de 4
Zico estreou como profissional do Flamengo em 1971 — Foto: Arquivo Zico estreou como profissional do Flamengo em 1971 — Foto: Arquivo 🗞️ Leia mais notícias do Flamengo 🎧 Ouça o podcast ge Flamengo Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos