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Opinião Futebol Milly sobre Bola de Ouro: 'Brasil não tem mais protagonistas' Do UOL, em São Paulo 26/10/2026 18h33 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Brasil "não tem camisa 10" e também não vê seus principais nomes assumirem o papel de protagonistas, o que explica a ausência de jogadores no topo da disputa da Bola de Ouro, avaliou a colunista Milly Lacombe no Fim de Papo , do Canal UOL. O debate aconteceu em meio à lista da Bola de Ouro, que inclui brasileiros como Marquinhos, Gabriel Magalhães e Vini Jr., além da goleira Lorena, mas sem o país aparecer nas primeiras posições do prêmio. Hoje não temos camisa 10. Temos o Matheus Pereira, o Ganso e o Everton Ribeiro, talvez, do Bahia. Mas não temos um camisa 10 que seja uma unanimidade. Thais Bilenky Quem ganha e quem perde no quarto mandato de Lula José Roberto de Toledo Flávio Bolsonaro é o maior culpado pela derrota Artur Rodrigues Avanço lulista e problemas em SP enfraquecem Nunes Wálter Maierovitch Anular a eleição é delírio e torpeza bolsonarista Não aconteceu da noite para o dia. Foi um projeto para o futebol brasileiro. Por exemplo, temos o Paulinho, do Palmeiras, que originalmente era um camisa 10. Ele foi mudando a posição dele em campo por orientação: Camisa 10 não vende; precisa ser atacante ou volante, se quiser fazer negócio. Milly Lacombe, colunista do UOL Para a colunista, a mudança de perfil passa por uma decisão de décadas atrás, quando o país teria optado por um futebol mais "resultadista" e menos criativo. Milly disse que esse movimento também foi guiado pelo mercado, com a ideia de formar jogadores mais "vendáveis". Esse futebol, o balcão de negócios, também se meteu nessa treta. Fomos tirando dos nossos jogadores o que eles têm de mais autêntico, de mais brasileiro, de maior talento, e os formatando num modelo que é mais vendável. E aí, o que vende mais? Vende volante e atacante. Milly Lacombe No recorte individual, Milly também apontou que Vinícius Júnior não assumiu o protagonismo na seleção como poderia. Na visão dela, o atacante abriu mão desse lugar em função de Neymar e ainda foi "injustiçado" na disputa recente pelo prêmio. O Vini pode voltar a ser o cara e voltar a brigar por uma Bola de Ouro, mas ele foi injustiçado. O Rodri ganhou no lugar dele injustamente. Era do Vini aquela Bola de Ouro. Mas o Vini não assumiu o protagonismo dele. Ele recusou, aliás, em nome do Neymar ser protagonista. Milly Lacombe, colunista do UOL 'Feito do Flamengo foi mais difícil', diz Alicia sobre 'Clube do ano' 0:00 / 0:00 Continua após a publicidade Eu estou muito patriota hoje e vou votar no Flamengo. É muito mais difícil você ganhar um Brasileiro e uma Libertadores no mesmo ano nas condições que o futebol sul-americano apresenta do que qualquer combinação do futebol europeu. Alicia Klein, colunista do UOL Assista ao vídeo completo: 0:00 / 0:00 Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora É crime pedir demissão de quem votou em Lula, como fez vereadora do PL? Flávio muda discurso e diz que pedirá cassação de chapa Lula-Alckmin Quem é Rafael Fonteles, a aposta da Faria Lima para a Fazenda no Lula 4 Dani Lima: Supremo não terá faca no pescoço, mas reforma vai acontecer Charleaux: Atitude de Trump é grave e contrasta com outros países do mundo