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Por que a revolta dos pilotos obrigou a F1 a mudar as regras? Entenda o "superclipping" A Fórmula 1 anunciou na segunda-feira (20) mudanças nas atuais regras , com intuito de diminuir as queixas dos pilotos relacionadas à classificação, gestão de energia e segurança dos pilotos. Ainda é cedo para dizer se as mudanças vão dar resultado, mas o brasileiro Gabriel Bortoleto acredita que a categoria está no caminho certo. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp Bortoleto elogia novo diretor da Audi: "Mentalidade vitoriosa" Comentaristas elogiam disputas, mas veem motor como falha na F1 1 de 2
Gabriel Bortoleto na classificação para o GP do Japão de F1 — Foto: Simon Galloway/LAT Images Gabriel Bortoleto na classificação para o GP do Japão de F1 — Foto: Simon Galloway/LAT Images O piloto da Audi comentou as alterações em entrevista ao ge e, embora tenha ressaltado que ainda não teve oportunidade de colocar o carro na pista com as novas regras, as primeiras impressões no simulador foram positivas. – Primeiro, a FIA tomou algumas atitudes pensando no que os pilotos pediram nessas primeiras etapas. A gente sabe que tem muita novidade nesse regulamento, então eles estão tentando fazer de uma maneira que a classificação, principalmente, seja um pouco mais natural. Sem essa questão de tirar o pé para salvar energia no meio da volta... fizeram mudanças para seguir nessa direção – iniciou. O gerenciamento de energia tem sido alvo de muitas críticas dos pilotos até aqui. Max Verstappen, por exemplo, classificou os carros deste ano como “anticorrida” e considera até deixar a Fórmula 1. Os monopostos não têm conseguido recarregar a bateria conforme o esperado, o que leva ao uso de técnicas para aumentar a carga. Duas das principais são o lift and coast (tirar o pé do acelerador antes do previsto na reta) e o superclipping , quando a bateria passa a carregar mesmo que o piloto esteja pisando fundo. O excesso de gerenciamento tem causado problemas tanto na classificação quanto na corrida, e as medidas implementadas pela FIA tentam reduzir a quantidade de vezes em que os competidores precisam guardar energia. Oliver Bearman bate e deixa o GP do Japão de Fórmula 1 Outro intuito é reduzir as grandes diferenças de velocidade em alguns trechos pouco usuais, o que contribuiu para o forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão (relembre acima). Pelo contato que teve com o carro no simulador, Bortoleto acredita que as mudanças foram um acerto. – Obviamente, só vou saber falar se funcionou quando estiver na pista em Miami. Até agora, não testei o carro com o regulamento novo, mas no simulador, pelo menos, tem funcionado. Tem sido um passo na direção certa, na minha opinião – finalizou. A largada também foi alvo das mudanças da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A principal mudança tem a ver com os carros que ficam parados na pista, e a entidade promete que um novo sistema será capaz de identificar carros com aceleração "anormalmente baixa", além de avisar aos demais competidores sobre o problema. Os inícios de corrida têm sido um dos principais problemas da Audi nesta temporada. Somados, Bortoleto e Nico Hulkenberg perderam 23 posições em largadas nas quatro provas do ano (as três principais e a sprint na China); 19 delas desperdiçadas pelo alemão. 2 de 2
Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, pilotos da Audi na F1 2026 — Foto: Andy Hone/LAT Images Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, pilotos da Audi na F1 2026 — Foto: Andy Hone/LAT Images No entanto, Bortoleto afirmou que a Audi não deve ser beneficiada pelas alterações na largada. Segundo o brasileiro, as alterações propostas pela FIA – e que ainda serão testadas em Miami antes de entrarem em vigor – não ajudam o time alemão, visto que outros aspectos afetam a escuderia em inícios. – Eu não acho que a gente vai ser beneficiado se ocorrer alguma mudança nas regras, até porque a gente não tem sofrido nenhum problema de deixar o carro morrer na largada. A gente tem sofrido alguns outros problemas que não têm nada a ver com isso. Então, a gente tem tentado solucionar, nesse mês livre temos trabalhado muito no simulador, estudado bastante outras equipes para entender o que a gente tem que melhorar. – É algo que a gente sabe desde o primeiro teste em Barcelona, que é algo em que a gente vai sofrer um pouquinho. Mas a gente tem trabalhado para solucionar isso e acho que temos ido na direção correta, teve um mês de trabalho no simulador, no dinamômetro – explicou. O primeiro teste das novas regras vai acontecer no domingo (3), data do GP de Miami. A corrida terá transmissão do sportv 3 , e o ge.globo acompanha tudo em tempo real.