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Análise dos Times

Tite

Principal

Motivo: A autora critica diretamente Tite e sua capacidade de julgamento, associando sua queda de rendimento à presença do filho na comissão técnica. O tom é de questionamento e desaprovação.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: Bachi é retratado de forma extremamente negativa, com ênfase em seu temperamento descontrolado, falta de qualificação e legado questionável, sendo central para a hipótese de queda de Tite.

Viés da Menção (Score: -0.9)

Motivo: Mencionado apenas em relação a uma conquista passada de Tite, sem análise de viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado apenas em relação a uma conquista passada de Tite, sem análise de viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Corinthians CBF Dorival Tite Matheus Bachi Ramon

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Uma hipótese para a queda de rendimento de Tite Milly Lacombe Colunista do UOL 26/02/2026 14h04 Deixe seu comentário Matheus Bachi e Tite em coletiva do Flamengo Imagem: Reprodução/Youtube Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Matheus Bachi, filho de Tite, começou a trabalhar com o pai em setembro de 2015 e nunca mais parou. Naquele ano, menos de três meses depois da chegada do filho, Tite foi campeão brasileiro com o Corinthians. Tite foi para a seleção e levou o filho, o que acabou se tornando um dilema ético. Segundo a cartilha da CBF, não haveria como acomodar o nepotismo. Mas, no fim, deram um jeitinho e Titinho pôde ficar ao lado do pai comandando a seleção brasileira. O que é um código de ética diante da força do privilégio de poucos? Aos poucos, Tite foi colocando o filhão para dar entrevistas, deixou que ele se manifestasse à beira do gramado e, com isso, ficamos conhecendo o temperamento do filho, bastante diferente do temperamento do pai. Bachi tende a se manifestar de forma descontrolada e recentemente se meteu em uma briga pública, filmada pelas câmeras da TV, com seu chefe - também seu pai. Tudo bastante vulgar, coisa que Tite sempre buscou evitar. Tite, mesmo perdendo, mesmo em má fase, passa a impressão de ser educado, paciente, eloquente. Juntos, Tite e Titinho venceram uma Copa América e um estadual (com o Flamengo). Isso desde 2016. E acabou. "Ah, mas durante um bom tempo eles estavam na seleção", você pode argumentar. Verdade. Mas o trabalho deles na seleção foi bastante ruim, a menos que você acredite que voar nas eliminatórias conte para qualquer coisa. Milly Lacombe Uma hipótese para a queda de rendimento de Tite Danilo Lavieri Nada justifica o que Abel faz na beira do campo Gustavo Miller Você venderia a sua alma virtual? José Paulo Kupfer Tarifaço tropical parece ser bomba no pé do governo No Cruzeiro, estão a um passo da demissão, incapazes de dar esperança aos torcedores e de mostrar que o time evolui. Só a conquista do Estadual poderia salvá-los. Ao contrário do pai, cujo currículo é pesadíssimo e inclui Libertadores, Mundial, Brasileiros, Titinho não tem histórico como treinador, ou como qualquer outra coisa, no futebol. Seu legado até aqui foi curtir postagens que celebravam a violência contra mulheres, homossexuais e pessoas trans nas redes sociais. Foi flagrado, apagou na moita e nunca mais se falou sobre isso. A meritocracia é um unicórnio: só existe aos olhos de quem precisa que ela exista. Titinho é o melhor assistente técnico para Tite? Nada indica que seja. Forçar o filho em entrevistas se mostrou atitude inapta: Bachi não tem a eloquência do pai e não diz nada que seja minimamente relevante. Nem antes nem depois dos jogos. Fica evidente que não deveria estar ali. Se tivesse se mantido ofuscado pela grandeza do pai, certamente não seria criticado. Mas quando deu um passo em direção ao centro do tablado, chamou para si responsabilidades reservadas apenas aos treinadores. Precisava ter ganhado esse status sem nunca ter feito nada de relevante no futebol? Fica o questionamento. À beira do gramado, gosta de aparecer. Levanta, gesticula, corre para falar com o árbitro, orienta jogadores. Depois da briga pública com Tite, foi aconselhado a parar de chamar a atenção para si. Demorou, eu diria. Não podemos responsabilizar Bachi pela má fase profissional do pai, mas podemos fazer o levantamento e mostrar que, desde a sua chegada na comissão de Tite, os resultados não são bons. Há muitos possíveis motivos. Alguns deles poderiam ser: Tite confia no filho e delega muitas coisas que não deveria. Tite não consegue avaliar a capacidade técnica do filho porque está emocionalmente muito envolvido. Bachi, com seu jeito truculento, deixa Tite acanhado e menos participativo etc. Continua após a publicidade Faria bem ao esporte evitar que treinadores se cercassem de seus filhos nas comissões técnicas. Dorival/Dorivalzinho. Ramon/Ramonzinho. Tite/Titinho. Curioso que não haja filhas, não é mesmo? Só aos filhos de treinadores é dado o privilégio de não precisar procurar emprego na vida. Titinho tem apenas 37 anos e pode se desenvolver. Mas, para isso, precisaria largar da barra das calças do pai e se jogar na vida de uma pessoa madura. Imagino que pudesse fazer bem a ambos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. 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