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A vitória do Brasil sobre o Chile por 3 x 0, na quinta-feira, não teve grande repercussão na Itália. Foi abafada pela despedida de Messi, valorizada com uma página de "Messi, lágrimas e gols." A vitória da Itália por 5 x 0 sobre a Estônia na sexta-feira também serviu para não haver impacto do trabalho de Ancelotti na Azzurra. Gennaro Gattuso estreou como treinador da Itália no triunfo sobre os estonianos. É o terceiro treinador nos últimos cinco anos, o segundo nas Eliminatórias, que seguem sob risco da Itália não se classificar para a terceira Copa do Mundo seguida. "Vai ficar para 2030", diz o jornalista Enzo Palladini. A vitória sobre a Estônia não esconde a dificuldade da partida contra Israel, na próxima segunda-feira, em Debrecen, na Hungria. Israel tem nove pontos, três a mais do que os italianos, mas com um jogo a mais. Para a Itália, vencer é fundamental. Ancelotti disse na entrevista exclusiva ao que espera ver a seleção de seu país na próxima Copa. Se tiver de enfrentá-la será normal. E se ouvir o hino italiano num eventual Brasil x Itália? "Gosto dos dois hinos", respondeu. Gattuso foi campeão de duas Champions League sob o comando de Carlo Ancelotti, no Milan de 2003 e 2007. Não é um técnico da mesma categoria. Ganhou uma Copa Itália pelo Napoli, em 2020. Entrou no clube do sul da Itália na sucessão de Carlo Ancelotti, que já afirmou ter tido problemas pessoais com o jogador que dirigiu no passado. A Itália ficou fora da Copa do Mundo de 2018, eliminada pela Suécia, sob o comando de Gian Piero Ventura. Caiu nas eliminatórias para o Qatar, perdendo uma partida da repescagem contra a Macedônia do Norte, sob o comando de Roberto Mancini, oito meses após ganhar a Eurocopa. Tá em crise, chama o Chile. Ou pensa na Itália.